Alonso detona dependência da bateria na F1: "Não pode continuar assim"
Bicampeão mundial afirma que mantém contato próximo com o alto escalão da categoria para resolver os problemas
O piloto da Aston Martin, Fernando Alonso, alertou que a Fórmula 1 "não pode continuar assim" após se decepcionar com a forma como a atual geração de carros é prejudicada no circuito de Madring, nova sede do GP da Espanha.
Embora tenha elogiado o traçado de 5,4 km, que conta com várias curvas de alta velocidade e exige muito dos pilotos, com pouca margem para erros, Alonso considerou que o potencial da pista é desperdiçado pela atual geração de carros e sua dependência do gerenciamento da bateria.
"É triste, de certa forma, com essa geração de carros, chegar a um circuito tão bonito como este, com desafios aqui e ali, como a curva La Monumental, a curva 12", disse o bicampeão mundial.
"Não pode ser que Michael [assessor de imprensa de Alonso] seja mais rápido que Max Verstappen só porque tem mais bateria. A curva 12 é uma curva tão incrível que Max Verstappen deveria fazer a diferença em relação a Michael, mas, no momento, não conseguimos".
“Mas a F1, ou o automobilismo em geral, deveria funcionar assim: na curva 12, se Michael for mais ousado do que eu, ele vai mais rápido. Se eu tiver mais qualidades, vou mais rápido do que ele. É assim que deveríamos estar nos classificando. Agora depende apenas de quanta carga de bateria eu tenho: serei mais rápido ou mais lento".
Fernando Alonso, Aston Martin Racing
Foto de: Steven Tee / LAT Images via Getty Images
A F1 vem tomando medidas para lidar com essas preocupações, avançando gradualmente para uma divisão de 60-40 entre potência de combustão e energia elétrica, com a mudança mais significativa prevista para 2027.
Alonso, porém, está otimista de que a F1 possa antecipar o retorno aos motores V8, atualmente previsto para 2031, quando começará o próximo ciclo de regulamentos.
Como sua equipe, a Aston Martin, enfrenta dificuldades com a falta de desempenho dos motores Honda, o espanhol também conversou com o presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, sobre o que pode ser feito dentro do regulamento para permitir que a fabricante japonesa recupere o atraso.
A Honda já recebeu concessões adicionais por meio do chamado sistema de recuperação ADUO, destinado a fabricantes de unidades de potência com desempenho abaixo do esperado. Há, porém, um consenso de que o sistema é imperfeito e precisa de novos ajustes.
“Conversei com ele, mas converso com Stefano [Domenicali, chefe da F1] regularmente todas as semanas, porque a F1 não pode continuar assim”, lamentou Alonso. “Não podemos esperar até 2031 para ter um esporte de verdade, então acho que também é minha responsabilidade ajudá-los com minha experiência, para fazermos tudo o que pudermos.”
Os comentários de Alonso e suas conversas com os dirigentes do automobilismo ocorrem em um momento em que o piloto de 45 anos vem refletindo publicamente sobre seu futuro, embora a expectativa seja de que o espanhol continue na Aston Martin em 2027.
KIMI já começou a ser FAVORECIDO vs GEORGE a partir de Monza? Lewis TEM RAZÃO sobre LECLERC/Ferrari?
Ouça a versão em áudio do PODCAST Motorsport.com:
ACOMPANHE NOSSO PODCAST GRATUITAMENTE:
Faça parte do nosso canal no WhatsApp: clique aqui e se junte a nós no aplicativo!
Compartilhe ou salve este artigo
Inscreva-se e acesse Motorsport.com com seu ad-blocker.
Da Fórmula 1 ao MotoGP relatamos diretamente do paddock porque amamos nosso esporte, assim como você. A fim de continuar entregando nosso jornalismo especializado, nosso site usa publicidade. Ainda assim, queremos dar a você a oportunidade de desfrutar de um site sem anúncios, e continuar usando seu bloqueador de anúncios.
Principais comentários