Foto de: Alastair Staley / LAT Images via Getty Images
Com a situação conturbada da Aston Martin na temporada 2026 da Fórmula 1, a presença de Fernando Alonso nos próximos anos do Campeonato Mundial segue uma incógnita. Mesmo com o 'mago do design' e chefe da equipe de Silverstone, Adrian Newey, afirmando que um pacote de atualizações para o GP da Hungria é essencial para o bicampeão permanecer na categoria, o espanhol deixou claro que a situação não é tão simples assim.
Antes do final de semana de corridas em Silverstone, Alonso afirmou, como dito antes, que avaliará a possibilidade de se aposentar na pausa de meio de temporada, em agosto.
"Como eu disse, vou pensar nisso durante as férias de agosto", começou, comentando que tal atualização da Aston não está necessariamente ligada com a permanência.
"Não posso dizer que esteja realmente ligado. Há outros fatores que preciso levar em conta além do carro ser bom ou ruim. Talvez o carro seja ótimo e ainda assim [haja] a sensação de que o esporte está indo na direção errada".
O espanhol também analisou as mudanças técnicas da categoria podem piorar significativamente as próximas duas provas, em Silverstone e em Spa.
"Acho que as próximas duas corridas vão ser uma experiência diferente daquela que tínhamos em Silverstone e Spa. Circuitos lindos no passado, especialmente com os carros de efeito solo. Acho que Silverstone foi provavelmente o melhor dos circuitos, combinando perfeitamente com aquele carro".
"Acho que este ano vai ser bem diferente e não vai ser divertido pilotar os carros. Ver as voltas no simulador vai ser bem triste, tanto para os pilotos quanto para os espectadores", continuou Alonso, sobre os avanços da Aston e a decisão de deixar ou não a F1.
Foto de: Sam Bagnall / Sutton Images via Getty Images
Questionado se tem um plano do que fazer caso deixe a F1, Alonso afirmou que "não, não tenho ideia". Ele seguiu comentando sobre o planejamento da equipe de Silverstone em relação às atualizações e o que falta para a escuderia britânica melhorar o carro.
"Acho que é importante ver a direção que tomamos e todo o tempo que dedicamos a isso desde o Bahrein. A equipe tomou a decisão de esperar até que um pacote adequado fosse apresentado, independentemente de quando isso acontecesse".
"Não sabíamos se seria na sétima corrida, na 12ª ou no final do ano. Mas sabíamos que esse era o nosso ponto de partida e a nossa posição. Isso não é bom o suficiente. Estamos com falta de downforce, potência, câmbio, experiência, todo esse tipo de coisa. Portanto, precisamos fazer um estudo, precisamos nos reorganizar e precisamos traçar um plano".
O espanhol também deixou claro que tais atualizações são apenas o início de algo maior: "Acho que os fãs querem que a gente vença corridas e dispute o campeonato. Portanto, não acho que este ano, sejam quais forem as atualizações e o que quer que possamos melhorar, será nunca o suficiente. Sempre nos faltará um pacote extra".
"Então, isso tem que ficar claro para os fãs: estamos trabalhando dia e noite para melhorar o carro, vamos melhorar, vamos vencer corridas. Mas não este ano. Este é apenas o primeiro passo do plano. Não pode ser o último".
"Para mim, é importante sentir, na Hungria, que estamos entendendo quais são os pontos fracos do carro e que estamos resolvendo-os. Especialmente no pacote aerodinâmico, que é o primeiro a ser levado. Estamos enfrentando dificuldades com aspectos muito específicos este ano ao volante".
"E se esses pontos forem melhorados na Hungria e conseguirmos pilotar o carro no máximo, então acho que teremos um caminho muito claro e um bom impulso que poderemos levar para o próximo ano. Então, para mim, essa é a coisa mais importante".
Foto de: Steven Tee / LAT Images via Getty Images
Caso deixe a F1, o espanhol deixou claro que o seu caminho deve permanecer dentro do automobilismo, seja no Dakar ou nas corridas de endurance.
"Com certeza tenho alguns desafios pela frente. A maioria deles está relacionada ao automobilismo. Quero vencer o Dakar, já disse isso várias vezes. Talvez eu queira vencer outras coisas".
"Quero me desafiar nas corridas de endurance novamente, especialmente se o Max [Verstappen] quiser fazer isso um dia também".
No entanto, o bicampeão mundial também quer, quando deixar de correr na F1, continuar ajudando a Aston.
"Quando eu parar de correr, disse que gostaria de continuar com essa equipe em uma função diferente, tentar ajudar. Estou na F1 há 26 anos e acho que posso ajudar a equipe. Provavelmente sou o segundo ou terceiro membro mais experiente da equipe no momento".
"Não sou mais [tão jovem]. Mas acho que há coisas que podem ser úteis para a equipe e prefiro usar essa experiência a ficar em casa assistindo TV".
Com rumores envolvendo a ida de Verstappen para a McLaren, Alonso também foi questionado se existe a possibilidade dele voltar para Woking para participar do novo programa de hipercarros que disputará o WEC nos próximos anos.
No entanto, o espanhol garantiu que, se ele ir para o endurance, planeja fazer isso com a Aston Martin: "Não sei se o Zak [Brown, CEO da McLaren] tem orçamento para isso".
"Não, é improvável. Especialmente se eu ficar na equipe e correr com o Valkyrie em Le Mans. Se eu fizer isso, há uma chance muito grande de que eu faça primeiro com o Valkyrie".
Colaboração de Filip Cleeren
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