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A pausa não planejada proporcionou uma primeira oportunidade para avaliar o desempenho dos times em 2026

Race start

Depois de disputas em três circuitos muito diferentes — Melbourne, Xangai e Suzuka —, as primeiras etapas de 2026 deram uma ideia de quais equipes começaram com o pé direito nesta nova e ousada era da Fórmula 1 e quais ficaram para trás.

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A Mercedes começou com tudo, conquistando as três primeiras corridas, enquanto a Williams e a Aston Martin, que enfrentam dificuldades, terão que responder a muitas perguntas. Aqui está uma visão geral de todas as 11 equipes, na ordem da tabela de construtores do ano passado.

McLaren: 3º, 46 pontos

Oscar Piastri, McLaren Team

Oscar Piastri, Equipe McLaren

Foto: Sam Bagnall / Sutton Images via Getty Images

Os atuais campeões mundiais certamente tiveram um início difícil, com o herói australiano, Oscar Piastri, sofrendo uma batida na volta de aquecimento em Melbourne. Na China, nem Piastri nem Lando Norris conseguiram largar devido a problemas relacionados à bateria.

Esses foram os exemplos mais visíveis e dolorosos de uma fase difícil de adaptação a unidades de potência que são inerentemente muito competitivas e, à medida que a equipe começou a descobrir como melhor aproveitar a potência da Mercedes, se mostrou cada vez melhor.

Piastri ficou em segundo no Japão após liderar no início, resultado considerado lisonjeiro pela McLaren, dado o desempenho do carro, mas que também trouxe algum otimismo. O time de Woking está atrás da Mercedes, mas não por muito, já que a 'corrida de desenvolvimento' para 2026 deve render seus primeiros resultados.

"Estamos tirando mais proveito da unidade de potência"

“Há alguns sinais de progresso do ponto de vista do desempenho e da competitividade geral. Acho que eles vêm do fato de que estamos tirando um pouco mais do chassi por meio da configuração. Mas, principalmente, estamos tirando mais proveito da unidade de potência. É bom que na classificação estejamos lá com a Ferrari, mas a Mercedes ainda está um passo à frente. Sabemos que temos que melhorar o carro e, acima de tudo, precisamos trazer algumas atualizações", disse o chefe de equipe, Andrea Stella

Mercedes: 1º, 135 pontos, 3 vitórias

Andrea Kimi Antonelli, Mercedes

Andrea Kimi Antonelli, Mercedes

Foto: Mark Thompson / Getty Images

O início de 2026 não poderia ter sido melhor para a Mercedes. Assim como em 2014, suas unidades de potência são as melhores da categoria, enquanto a equipe busca se recuperar de um período frustrante sob as antigas regras de efeito solo.

Coincidindo com o retorno da Mercedes à boa forma, Kimi Antonelli elevou seu nível no segundo ano e parece mais maduro e completo, disputando de igual para igual com George Russell ao conquistar duas das três vitórias até agora.

No entanto, a potente unidade de potência da Mercedes não deve desviar muita atenção do que é um excelente carro em todos os aspectos, o W17.

"Precisamos manter os pés no chão"

“As pessoas aprenderam como otimizar esses sistemas a seu favor. O que parecia um home run nas duas primeiras corridas para nós não é o caso, como sempre alertamos. Miami será um recomeço. 'Como vão funcionar as atualizações que as equipes estão trazendo? Como otimizamos todos os outros sistemas?' Precisamos manter os pés no chão. Estamos na terceira corrida, parecemos os heróis, mas daqui a três corridas as pessoas podem estar dizendo que não há mais heróis porque os outros ficaram mais fortes”, disse Toto Wolff, chefe da Mercedes. 

Red Bull: 6º, 16 pontos

Max Verstappen, Red Bull Racing

Max Verstappen, Red Bull Racing

Foto: Sam Bagnall / Sutton Images via Getty Images

A equipe que saiu vencedora da última mudança radical no regulamento agora parece completamente perdida. Antes do início da temporada, o maior tema de discussão era como a Red Bull se sairia na estreia como fabricante de unidades de potência, uma aposta e um investimento enormes, já que enfrentava o poderio consolidado da Mercedes e da Ferrari. Embora não fosse páreo para a Mercedes, o esforço da Red Bull-Ford Powertrains realmente superou todas as expectativas e produziu um motor que está mais ou menos no mesmo patamar.

A verdadeira preocupação é o carro em si, difícil de equilibrar e ajustar devido a falhas fundamentais, que levarão muito tempo para serem corrigidas. A Red Bull conseguiu manter as aparências em Melbourne, em parte devido às características da pista, mas também pelo desempenho abaixo do esperado das equipes rivais no primeiro fim de semana.

Porém, a China, e especialmente o Japão, mostraram agora que o novo carro da Red Bull é cerca de um segundo por volta mais lento em comparação com a Mercedes, e mal chega a ser o quarto mais rápido no grid. Em meio à confirmação de que o engenheiro de corrida de Max Verstappen deixará o time no fim do ano que vem, a equipe precisa mostrar progresso (rapidamente) para reverter a narrativa.

“Estamos muito atrás"

“Estamos muito atrás, é a realidade. E acho que é uma combinação de desempenho 'escondido' e uma dificuldade nossa em extrair o suficiente do pacote para dar algo com que Max [Verstappen] e Isack [Hadjar] possam se destacar. Há algo com que lutamos no carro que agrava a nossa falta de desempenho. Tentar resolver estas questões complexas e compreender limitações complexas é o nosso foco. A situação parece má agora, mas tenho total confiança de que é exatamente nisso que a nossa equipe é muito boa", reconheceu o chefe Laurent Mekies

Ferrari: 2º, 90 pontos

Lewis Hamilton and Charles Leclerc, Ferrari

Lewis Hamilton e Charles Leclerc, Ferrari

Foto: Ferrari

Até mesmo o mais cético dos tifosi terá que reconhecer o início promissor da Ferrari. Após uma queda decepcionante no desempenho durante a era 2022-2025, a Scuderia apostou tudo e apresentou um carro que parece estar muito mais equilibrado do que seu antecessor.

A unidade de potência não está no nível da Mercedes e acredita-se que seu design de turbo menor esteja lhe dando uma vantagem crucial nas largadas, mas aumentando seu déficit ao longo da distância total da prova. O chassi é uma boa plataforma para se construir e é um bom sinal que tanto Charles Leclerc quanto Lewis Hamilton estejam se dando bem com ele. Entre a asa traseira giratória e outros dispositivos, a Ferrari demonstrou um espírito de inovação, mas precisará de mais para enfrentar a Mercedes.

"Precisamos dar um passo adiante"

“Temos muito trabalho, como todo mundo no paddock. Estamos no início da homologação do carro, temos milhares de coisas para melhorar. Após três corridas, temos bons dados para entender a competitividade do carro, onde estamos bem e onde não estamos. Isso significa que o desempenho vem de todos os lados, mas precisamos dar um passo adiante em cada área. Tenho certeza de que isso vale para nós, mas também para todos”, analisou Fred Vasseur

Williams: 9º, 2 pontos

Alexander Albon, Williams

Alexander Albon, Williams

Foto: Lars Baron / LAT Images via Getty Images

Se a Williams foi a surpresa positiva da temporada de 2025, ela desperdiçou grande parte desse potencial em 2026. Apesar de um foco evidente neste conjunto de regulamentos em detrimento de ganhos de curto prazo, o time parece ter assumido mais do que podia suportar, resultando em um carro significativamente acima do peso e com falta de desenvolvimento.

Assim como outros clientes da Mercedes, ela também parece ter enfrentado dificuldades iniciais para otimizar os requisitos de distribuição de energia, que são de suma importância.

"Precisamos maximizar estas próximas cinco semanas"

“Quero fazer do [Japão] um ponto de inflexão e garantir que aumentemos o desempenho a cada corrida daqui para frente e lutemos para voltar a pontuar todos os fins de semana. Precisamos maximizar estas próximas cinco semanas que temos pela frente. Elas serão algumas das mais difíceis para nós, propositalmente, enquanto nos esforçamos ao máximo e garantimos que voltaremos com um carro em Miami que seja digno de pontuar", falou James Vowles, chefe de Williams. 

Racing Bulls: 7º, 14 pontos

Arvid Lindblad, Racing Bulls

Arvid Lindblad, Racing Bulls

Foto: Lars Baron / Getty Images

A Racing Bulls passou um pouco despercebida este ano, não alcançando os resultados de destaque da Haas, outra equipe de meio de tabela, mas acumulando pontos discretamente em todas as oportunidades. Isso mostra que o VCARB 02 é um carro equilibrado, podendo colocar a equipe anglo-italiana em boa posição à medida que a 'corrida pelo desenvolviment'o se intensifica. Um destaque específico é a rápida adaptação de Arvid Lindblad à F1, único estreante de 2026, e já marcous seus primeiros pontos.

"Atualizações planejadas para Miami"

“Estamos muito felizes por ter conquistado pontos em todas as corridas até agora neste ano. Estamos ansiosos pela pausa agora, com algumas boas atualizações planejadas para o carro em Miami. Liam e Arvid farão uma combinação de treinos e trabalho no simulador em preparação para as próximas corridas", compartilhou o chefe Alan Permane

Aston Martin: 11º, 0 pontos

Lance Stroll, Aston Martin Racing, Fernando Alonso, Aston Martin Racing

Lance Stroll, Aston Martin Racing, Fernando Alonso, Aston Martin Racing

Foto: Clive Rose / Fórmula 1 via Getty Images

O início da parceria entre a Aston Martin e a Honda tem sido um desastre total. Tendo quase não rodado na pré-temporada, o time de Silverstone chegou à Melbourne sabendo que não conseguiria terminar a prova devido a graves problemas de vibração no motor, os quais também causaram estragos em outras partes do carro, incluindo os pulsos dos pilotos.

A equipe está tentando, lentamente, sair desse buraco, tendo implementado medidas provisórias para que Fernando Alonso pelo menos tenha terminado uma corrida no Japão. Porém, em meio a toda discussão sobre uma unidade de potência pesada e pouco competitiva, o AMR26 também não é particularmente rápido, um enorme revés para uma futura superequipe que depositava tantas esperanças em 2026.

"Há uma montanha a escalar"

“O clima na equipe não é de comemoração, isso está claro. Nosso objetivo, que é modesto, era terminar a corrida [no Japão] com os dois carros. Conseguimos com um, então é um pequeno passo na lista de muitos pequenos passos a serem dados. Mas, como equipe, você não pode se destruir. Estamos em uma situação difícil, precisamos ver o lado positivo. Assim que você resolver seus problemas de confiabilidade, todo mundo vai se concentrar apenas no desempenho. E, olhando para isso, vimos que temos alguns passos importantes a dar, não os pequenos que já demos agora com a confiabilidade. Temos que usar a pausa para dar o primeiro deles, mas há uma grande montanha a escalar", desabafou Mike Krack, diretor de pista. 

Haas: 4º, 18 pontos

Oliver Bearman, Haas F1 Team

Oliver Bearman, Haas F1 Team

Foto: Alastair Staley / LAT Images via Getty Images

Quem poderia ter previsto que a Haas ocuparia o quarto lugar no campeonato de 2026 após três finais de semana? Nem mesmo a própria equipe, que ainda é a menor no paddock e poderia facilmente ter enfrentado dificuldades com a maior mudança regulamentar da história recente. Mas, com destaque para um quinto lugar na China, ela está agora, de repente, à frente de uma Red Bull em dificuldades ao entrar na pausa de abril.

O destaque da Haas é seu piloto mais jovem, Oliver Bearman. O britânico, membro da Academia Ferrari, está em seu segundo ano na categoria e parece ter dado mais um passo para aliar seu talento natural e velocidade a mais consistência e maturidade. Quando Hamilton encerrar sua passagem pela Ferrari, a Scuderia não precisará pensar muito sobre o substituto do heptacampeão.

"Carro tem características coerentes"

“É extremamente encorajador. Este novo regulamento é um desafio enorme para todos, como você pode ver ao longo do pit lane. E, além disso, somos a menor equipe e realmente nos empenhamos no desenvolvimento no final do ano passado. A forma como produzimos o VF-26 está longe de ser perfeita, mas ele tem características coerentes. Mais uma vez, isso não acontece da noite para o dia. É um acúmulo de aprendizado das gerações anteriores de carros", falou Ayao Komatsu

Audi: 8º, 2 pontos

Gabriel Bortoleto, Audi F1 Team

Gabriel Bortoleto, Audi F1 Team

Foto: Joe Portlock / Getty Images

Entrar na F1 como fabricante de unidades de potência nunca seria fácil, mas o desempenho básico dos motores Audi é provavelmente mais forte do que a maioria dos observadores esperava. Ainda assim, contra rivais do meio do pelotão equipados com unidades de potência da Mercedes e da Ferrari, as fraquezas ficaram claras, com uma gestão de energia menos eficiente e sofrendo com largadas desastrosas.

Dados os prazos envolvidos na melhoria do hardware de suas unidades de potência, é improvável que a equipe consiga obter ganhos rápidos no futuro próximo, mas isso é algo que os chefes da Audi já haviam levado em conta. Após duas corridas, a antiga Sauber já perdeu seu chefe de equipe, Jonathan Wheatley, que deve acabar na Aston Martin no futuro.

"Não podemos fazer milagres"

“Avaliamos, creio eu, que a maior parte da diferença que temos em relação às equipes de ponta vem da unidade de potência, o que não é inesperado. Sabíamos que esse seria o maior desafio e temos um plano para nos recuperar. Não podemos fazer milagres, mas estamos aqui com planos adequados para lidar com a situação e melhorar no futuro. E acho que isso também é possível", explicou Mattia Binotto, chefe de projeto da Audi na F1. 

Alpine: 5º, 16 pontos

Pierre Gasly, Alpine

Pierre Gasly, Alpine

Foto: Alastair Staley / LAT Images via Getty Images

A Alpine teve seu melhor início de temporada em anos, colhendo os frutos de uma dolorosa decisão de descartar a temporada de 2025 para se concentrar totalmente neste conjunto de regulamentos. A Austrália acabou sendo uma espécie de falso começo, pois a equipe enfrentou dificuldades com as novas unidades de potência Mercedes, mas, desde então, deu passos importantes que permitiram que o potencial 'escondido' do A526 viesse à tona.

Deixem isso com Pierre Gasly, possivelmente um dos pilotos mais subestimados da F1, para fazer o resto com desempenhos ainda mais brilhantes na classificação, enquanto Franco Colapinto também marcou presença para a Alpine com um ponto na China.

"Temos base sólida para construir"

“Acho que é o melhor carro que já tive na minha carreira, talvez ao lado do AlphaTauri de 2021. Acho que temos uma base sólida sobre a qual construir. Estou bastante satisfeito por ver que, nas primeiras semanas, o carro parece estar funcionando – conseguimos encontrar desempenho praticamente em todos os lugares. Sabemos quais são as áreas em que estamos limitados e precisamos melhorar. Temos um mês pela frente, estamos trabalhando em algumas coisas para Miami, então, no geral, é muito encorajador", contou Gasly. 

Cadillac: 10º, 0 pontos

Valtteri Bottas, Cadillac Racing

Valtteri Bottas, Cadillac Racing

Foto: Lars Baron / LAT Images via Getty Images

Não há equipe que tenha enfrentado um batismo de fogo maior em 2026 do que a Cadillac, primeira verdadeira estreante da F1 em uma década. O time americano, comandado pelo ex-chefe da Manor, Graeme Lowdon, desafiou as expectativas ao estar na briga desde o início, em vez de ser um patinho feio, embora esteja claro que a equipe terá que encontrar muito mais desempenho para incomodar os outros competidores do meio do pelotão.

Com os veteranos, Sergio Perez e Valtteri Bottas, a Cadillac buscou respeitabilidade no primeiro ano. Ainda há um longo caminho a percorrer até o sucesso genuíno, mas sua primeira meta já foi alcançada.

"Precisamos superar nossos rivais"

“Tem sido muito promissor, mas, por outro lado, também analisamos os tempos de volta e percebemos que precisamos nos desenvolver. Isso significa superar nossos rivais, o que é algo bastante difícil de se fazer na F1. Esse é o maior desafio que a Cadillac, como equipe, enfrenta. Mas acredito que temos uma boa estrutura, a equipe está em uma boa posição e, com sorte, quando começarmos a nos desenvolver, poderemos dar passos significativos. Todos nós queremos ver um progresso enorme e queremos começar a diminuir a diferença agora mesmo", disse Pérez. 

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