ANÁLISE F1: Por que a Ferrari não está usando asa 'Macarena' no GP do Japão
Scuderia trouxe peças suficientes para equipar os dois carros com sua inusitada solução de asa traseira nos treinos de Suzuka, mas não a usou
A Ferrari trouxe para o GP do Japão de Fórmula 1 a asa traseira apelidada (pelo chefe de equipe Frederic Vasseur) de 'Macarena'. Mas, antes dos treinos livres de sexta-feira (27), decidiu não utilizar o inovador flap traseiro giratório, apesar de haver peças reservas suficientes nas garagens de Suzuka para montar dois carros.
Os SF-26 disputarão, portanto, a terceira etapa do calendário sem grandes mudanças, mesmo que alguns rivais tenham trazido atualizações dos monopostos para o Japão.
Já no final da última temporada, Vasseur confirmou que, a menos que novos componentes fossem considerados capazes de proporcionar uma melhoria substancial no tempo de volta ou fossem baratos de transportar, a Ferrari se absteria de adicionar desenvolvimentos aos seus carros nas primeiras corridas fora da Europa.
Agora que o frete faz parte do teto orçamentário, isso forçou as equipes a planejar a introdução de novas peças com muito mais cuidado – especialmente as de grande porte. No entanto, os planos da Ferrari mudaram ligeiramente em resposta ao cancelamento dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita.
Antes deste fim de semana, Charles Leclerc, sem revelar muitos segredos, admitiu que não esperava diminuir a diferença para a Mercedes em Suzuka. ]
Sem descartar esta etapa, a Ferrari está preparada para enfrentar algumas dificuldades aqui, para que possa dedicar o mês de abril – quando não haverá nenhuma corrida – a acelerar alguns dos desenvolvimentos planejados.
Entre os principais objetivos está reduzir o peso do carro antes do GP de Miami, no início de maio. Assim como vários outros carros no grid, o SF-26 ainda não atingiu o limite mínimo de peso.
A asa 'Macarena' continuará, portanto, sendo ajustada no banco de testes em Maranello: a solução, atualmente na primeira fase de desenvolvimento, ainda precisa passar por todos os testes de confiabilidade antes de ser revisada e aprimorada.
O foco da Ferrari nos treinos deste fim de semana foi melhorar a capacidade de recarga da bateria, uma área em que a equipe fica atrás da Mercedes
Foto: Marcel van Dorst / EYE4images / NurPhoto via Getty Images
Na especificação atual, a Ferrari registrou um aumento no desempenho em linha reta, mas também observou que isso induzia maior instabilidade do que o design convencional quando o flap traseiro estava fechado.
Embora todos os carros de 2026 sofram alguma mudança de equilíbrio na transição entre o modo reta e o modo curva – devido à mudança da carga nos pneus e à migração do centro de pressão para a frente –, a Ferrari concluiu que o movimento da asa Macarena não estava tão bem correlacionado quanto poderia estar com o da asa dianteira.
É muito cedo para descartar a asa traseira giratória como um fracasso interessante, mas ela claramente precisa de mais trabalho, e o pensamento da Ferrari pode mudar em resposta aos desenvolvimentos em outros carros.
A asa dianteira da Mercedes continua sendo um tema de debate quanto ao fato de seu movimento em duas fases ser acidental ou deliberado, mas é legal segundo a regra e a decisão da FIA.
O acoplamento direto dos efeitos das asas dianteira e traseira à medida que elas entram e saem do modo reta significa que os dois componentes precisam ser desenvolvidos com o objetivo de funcionarem em harmonia. Isso aumenta o desafio de imitar as inovações dos outros concorrentes.
A Ferrari também trouxe para Suzuka um nov flap do halo, feita de um material diferente, para uma possível avaliação. Mas nos treinos de sexta-feira, concentrou-se em gerenciar a unidade de potência 067/6 com o objetivo de melhorar a capacidade de carregamento da bateria, que é bastante insuficiente em comparação direta com a Mercedes.
A Scuderia não planeja abandonar o conceito original do motor, que gira em torno de um compressor turbo menor, mas está disposta a usar o motor de combustão interna de forma ainda mais agressiva.
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