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ANÁLISE F1: Primeiro GP do regulamento de 2026 mostra diferença entre equipes similar à 'revolução' de 2014

Comparamos as primeiras corridas das últimas cinco grandes mudanças regulamentares da categoria no século XXI para entender se performance 'elástica' era exclusividade de 2026

Starting Grid

O GP da Austrália de 2026 marcou o início de uma nova era técnica na história da Fórmula 1. Graças a uma das maiores revoluções no regulamento da categoria, os fãs acompanharam no último fim de semana carros muito diferentes do que eram vistos até o fim da temporada anterior, em meio a um conjunto de regras muito complexo.

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O novo motor, que traz uma igualdade operacional entre a potência elétrica e a combustão interna, representou um desafio muito grande para as montadoras e as equipes, com a complexidade da unidade de potência se refletindo também no design dos carros.

Desde a pré-temporada, ficou notável a diferença de performance entre as equipes da ponta e as do fundo do grid, algo que se confirmou no GP da Austrália do último fim de semana.

Mas como a primeira etapa de 2026 se compara com as corridas inaugurais das outras grandes mudanças de regulamento no século XXI? O Motorsport.com foi a fundo para comparar os números das provas do passado e a de 2026, que teve vitória de George Russell.

Jenson Button, Brawn Grand Prix BGP 001 leads at the start of the race

Jenson Button, Brawn Grand Prix BGP 001 leads at the start of the race

Foto de: Sutton Images

GP da Austrália de 2009

Curiosamente, quase todas as primeiras corridas dos novos regulamentos neste século foram realizadas em Melbourne, com a exceção de 2022, ainda em meio aos efeitos da pandemia.

O regulamento de 2009 tinha como objetivo proibir diversos dispositivos aerodinâmicos, como as aletas. Isso levou à introdução de novas asa traseira, mais alta e estreita, e dianteira, mais baixa e larga. Porém, o grande destaque deste conjunto de regras estava na chegada dos pneus slick e do KERS (Sistema de Recuperação de Energia  Cinética).

A temporada de 2009 foi marcada pela “história de Cinderela” da Brawn GP. Comprada no fim do ano anterior por Ross Brawn, a nova equipe do grid surgiu do nada como a força dominante do campeonato nas primeiras etapas, graças a uma boa interpretação do regulamento, como o uso do difusor duplo.

Olhando para a classificação daquele GP, Rubens Barrichello foi o mais rápido do Q1 com o auxílio da unidade de potência Mercedes, com um tempo de 01min25s006. A marca do brasileiro foi, inclusive, mais rápida que a pole de Jenson Button, de 01min26s202. Já na outra ponta da tabela, Sébastien Bourdais, da Toro Rosso (com motor Ferrari) foi o último colocado no grid de largada, com 01min26s964, quase 2s mais lento.

Na corrida, de 20 carros, apenas 12 cruzaram a linha de chegada. Jenson Button foi o vencedor em uma dobradinha da Brawn, apenas 0s807 à frente de Rubinho, enquanto Jarno Trulli foi o terceiro colocado, a 1s604. Dos que completaram a prova, apenas Mark Webber, da Red Bull, tomou uma volta do líder.

Nico Rosberg, Mercedes AMG F1 W05

Nico Rosberg, Mercedes AMG F1 W05

Foto de: Sutton Images

GP da Austrália de 2014

Antes de 2026, o regulamento de 2014 representava a maior revolução da história da F1, com a introdução do motor V6 1,6L turbo híbrido, substituindo o V8 2,4L naturalmente aspirado que era utilizado desde 2006. Além disso, o ERS passou a ganhar uma importância maior e o carro também mudou, com uma asa dianteira mais estreita, sidepods maiores e a redução da asa traseira.

Na primeira classificação desta era, por mais que a Mercedes fosse a ampla favorita, o melhor tempo do Q1 foi marcado por Daniel Ricciardo, da Red Bull (ainda com motores Renault). O australiano fez 01min30s775, bem mais rápida que a pole de 01min44s231 de Lewis Hamilton, por conta do impacto da chuva a partir do Q2.

Na parte inferior da tabela, Romain Grosjean, da Lotus (também com motor Renault) ficou na última posição, com 01min36s993, impressionantes 6s2 atrás da marca de Ricciardo.

No domingo, tivemos uma corrida caótica. Dos 22 carros, apenas 13 completaram, com oito abandonos e a desclassificação de Daniel Ricciardo por violar o máximo permitido de combustível no carro. Nico Rosberg foi o vencedor, com 26s de vantagem para o segundo colocado, Kevin Magnussen, da McLaren (também com motores Mercedes).

Dos 13 pilotos que cruzaram a linha de chegada, 9 terminaram a prova na mesma volta do líder, com o último colocado, Max Chilton, da Marussia (com motores Ferrari), ficando a duas voltas de Rosberg.

Sebastian Vettel, Ferrari SF70H, leads Valtteri Bottas, Mercedes AMG F1 W08

Sebastian Vettel, Ferrari SF70H, leads Valtteri Bottas, Mercedes AMG F1 W08

Foto de: Motorsport Images

GP da Austrália de 2017

Uma das últimas cartadas de Bernie Ecclestone à frente da F1 foi a aprovação de mudanças no regulamento para a temporada de 2017. Por mais que não fossem tão radicais quanto as de 2014, as novidades incluíram carros mais largos, mas com a expectativa de reduzir o tempo de volta em até 4s5 (e, quem sabe, quebrar a hegemonia da Mercedes).

O chassi ficou 20cm mais largo, os pneus aumentaram de tamanho, a asa traseira ficou 20cm mais larga e 15cm mais rebaixada, visando aumentar o downforce e melhorar a performance nas curvas.

Na classificação, os carros ficaram mais rápidos mas pouco em relação a 2016. A pole de ambos os anos foram de Hamilton, mas enquanto o piloto da Mercedes marcou 01min23s837 em 2016, sua marca baixou “apenas” para 01min22s188 em 2017.

A classificação de 2017, porém, também teve tempos elásticos. No Q1, Hamilton foi o mais rápido com 01min24s191, contra 01min28s244 do último colocado, Jolyon Palmer, da Renault, pouco mais de 4s acima.

Na corrida, apenas 13 dos 20 carros completaram a prova, com uma série de problemas diferentes (quebra de assoalho, suspensão, falha nos freios e mais) causando os abandonos.

Sebastian Vettel foi o vencedor com a Ferrari, 9s975 à frente de Hamilton, enquanto apenas o top 6 terminou na mesma volta do alemão. Dos demais, Antonio Giovinazzi (Sauber-Ferrari) e Stoffel Vandoorne (McLaren-Honda) ficaram duas voltas atrás.

Charles Leclerc, Ferrari F1-75

Charles Leclerc, Ferrari F1-75

Foto de: Erik Junius

GP do Bahrein de 2022

Ainda sob o impacto da pandemia, o regulamento de 2022 foi o único que não teve seu início nas ruas de Melbourne, com o Bahrein sendo o palco da primeira corrida da era do efeito solo.

O novo regulamento teve um foco na aerodinâmica, com o efeito solo visando gerar um grande nível de downforce graças a uma importância maior do assoalho, localizado bem próximo do chão. Isso trouxe ainda novos designs da asa dianteira e traseira para gerar menos ar sujo, o que terminou com um carro 46kg mais pesado que o modelo anterior.

Apesar da era do efeito solo ter sido marcada pelo domínio de Max Verstappen e da Red Bull, foi a Ferrari quem saiu na frente. Charles Leclerc marcou a pole com 01min30s558, enquanto no Q1, o monegasco foi o mais rápido com 01min31s471, contra 01min33s634 do canadense Nicholas Latifi, da Williams (com motores Mercedes).

Na corrida, dobradinha da Ferrari, com Leclerc vencendo com 5s6 de vantagem para Carlos Sainz, enquanto Hamilton foi o terceiro com a Mercedes a 9s7. Já a Red Bull sofreu um abandono duplo no fim da prova.

Pierre Gasly foi o único outro abandono registrado e, mesmo com 17 pilotos cruzando a linha de chegada, todos terminaram na mesma volta.

Mas chama a atenção um fato: o abandono de Gasly gerou um SC na volta 46, durando até a 51ª. Com o GP do Bahrein durando 57 giros, Leclerc conseguiu, em apenas seis voltas, abrir mais de 01min de vantagem para os dois últimos colocados: Latifi e Hulkenberg.

Charles Leclerc, Ferrari, George Russell, Mercedes

Charles Leclerc, Ferrari, George Russell, Mercedes

Foto de: Anni Graf - Formula 1 via Getty Images

GP da Austrália de 2026

Bem, não vou entrar nos meandros do regulamento de 2026, afinal, vocês estão lendo sem parar sobre isso, vamos direto aos números.

A Mercedes confirmou o favoritismo e fez não somente a pole position como uma dobradinha na classificação, com George Russell marcando 01min18s518. O britânico foi o mais rápido também no Q1, com 01min19s507, contra 01min23s244 de Valtteri Bottas, o último dos 21 pilotos que conseguiram marcar tempos (Verstappen bateu, enquanto Sainz e Stroll sequer saíram dos boxes).

Na corrida, a Mercedes também fez dobradinha, com Russell vencendo com 2s9 de vantagem para Andrea Kimi Antonelli, enquanto Charles Leclerc colocou a Ferrari em terceiro, mas a 15s519. Assim como em 2017, apenas o top 6 terminou na mesma volta, com Franco Colapinto e Carlos Sainz, 14º e 15º, ficando duas atrás e o último colocado, Sergio Pérez, ficando a três do britânico.

Conclusão

Mesmo com uma diferença bem elástica de performance entre uma ponta e outra na tabela de classificação do GP da Austrália de 2026 (quase 4s de diferença entre George Russell e Valtteri Bottas), o início do regulamento atual ainda fica atrás do que vimos em 2014, quando o tempo de Daniel Ricciardo no Q1 foi impressionantes 6s2 mais rápido que o de Romain Grosjean apesar de os dois usarem o mesmo motor Renault.

Por outro lado, nas corridas, 2026 chama a atenção por ter um piloto terminando três voltas atrás do vencedor da prova, contra "apenas" duas de 2014. Independente, as duas maiores revoluções da história da categoria mostram um grande déficit de performance entre as equipes de ponta e de fundo do grid, bem mais do que vimos nos outros três casos (2009, 2017 e 2022).

Ultrapassagens "ARTIFICIAIS" vão ditar NOVA F1? Pilotos na BRONCA e fãs SATISFEITOS? | FELIPE MOTTA

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