ANÁLISE F1: Quais são os objetivos da McLaren com atualizações em Miami e Canadá?
Equipe de Woking voltará às pistas com um grande pacote de atualizações que será implementado nas corridas dos EUA e de Montreal
Isso é apenas uma curiosidade, mas merece atenção. A McLaren, atual campeã mundial, após três GPs disputados na temporada 2026 da Fórmula 1, ocupa apenas a terceira posição no campeonato de Construtores: a equipe de Woking tem metade dos pontos da Ferrari, que está em segundo lugar (46 contra 90), e está 89 pontos atrás da Mercedes.
Os números poderiam sugerir uma espécie de crise, mas, numa análise mais atenta, o quadro muda: os MCL40 não largaram na China e Oscar Piastri não esteve no grid da Austrália por uma batida na volta de reconhecimento.
Em suma, os carros da escuderia papaia não começaram da melhor maneira a novo era do Campeonato Mundial, mas o que vimos até agora não é o verdadeiro potencial da equipe comandada por Andrea Stella. O segundo lugar do australiano em Suzuka não é de forma alguma casual, sinal de que a revolução regulamentar, talvez, ainda precise ser assimilada.
A McLaren está pagando, em 2026, o fato de ser uma cliente da Mercedes: o time técnico liderado por Rob Marshall não havia compreendido o quanto a gestão da unidade de potência Mercedes AMG M17 E Performance poderia condicionar o desempenho por volta e o quanto era importante o desenvolvimento do software na recarga da bateria e na utilização do sistema híbrido, pensando, provavelmente, que bastariam as indicações que chegavam dos técnicos da fabricante alemã que atendiam a equipe de Woking.
No entanto, isso não bastava. No MCL40, em Suzuka, foi implementada uma espécie de coroa metálica ao redor da parte final do escapamento central, equipada com quatro sensores radiais que tinham a função de registrar o fluxo dos gases quentes e dois microtermômetros, úteis para medir as variações de temperatura.
Por que umas equipe cliente de outra fabricante se aprofundaria em pesquisas que, em tese, não lhe caberiam?
A pergunta é pertinente e aguardamos o pacote de atualizações que a McLaren levará para Miami e Montreal, onde a equipe de Woking introduzirá importantes novidades técnicas para iniciar sua recuperação em relação à Mercedes e à Ferrari.
Há quem insinue que os aerodinamicistas de Peter Prodromou estejam avaliando também um conceito diferente da ideia da Ferrari de explorar o sopro do escapamento graças ao sistema FTM (Flick Tail Mode), para melhorar a eficiência da asa traseira e contribuir para a extração do fluxo do difusor.
Quem considera a McLaren relegada a um papel coadjuvante está muito enganado: em Woking, estão pagando o preço pela reação da Red Bull e de Max Verstappen na segunda metade da temporada 2025 e, para não colocar em risco um título de pilotos que já parecia garantido com Lando Norris, tiveram que fazer “horas extras”, tirando tempo e recursos do projeto deste ano.
Mas todos nós também conhecemos a capacidade de reação de uma equipe que sabe lidar com momentos de forte crise com calma e racionalidade, por isso esperamos surpresas no curto prazo...
MOLINA é ENFÁTICO sobre momento CAÓTICO da F1, além de motores, Hamilton, Verstappen, Bortoleto e +
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