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ANÁLISE F1: Qual é a real vantagem da Mercedes?

Equipe alemã dominou todas as etapas até agora e estatísticas mostram que diferença é ainda maior do que parece

Charles Leclerc, Ferrari, George Russell, Mercedes

Charles Leclerc, Ferrari, George Russell, Mercedes

Foto de: Simon Galloway / LAT Images via Getty Images

A Mercedes dominou completamente as três primeiras etapas da temporada de 2026 da Fórmula 1. A equipe venceu os três GPs, incluindo a sprint na China, mesmo que nem sempre de forma tranquila. A Ferrari, em particular, conseguiu frequentemente pressionar no início das corridas, proporcionando várias disputas próximas na pista.

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No entanto, uma análise dos dados revela um quadro claro: a temporada parece muito mais equilibrada do que realmente é e o domínio da Mercedes está sendo subestimado. Largadas ruins são, muitas vezes, o único motivo para que os rivais se aproximem e, ainda assim, eles acabam não tendo ferramentas para desafiar de fato George Russell e Kimi Antonelli.

Após os três primeiros fins de semana, a Ferrari é a perseguidora mais próxima. Ainda assim, a diferença média é de 0,56 segundo na classificação e 0,53 segundo por volta em ritmo de corrida, colocando a Scuderia praticamente na mesma distância para a liderança que no ano passado.

 

*Hierarquia - Média da temporada de 2026
Diferença média em segundos por volta

O maior domínio de uma equipe em uma década

Um olhar para o passado reforça o quão extraordinária é essa vantagem. Em 2025, a McLaren tinha o carro dominante, mas estava, em média, apenas 0,19 segundo à frente da Red Bull.

Da mesma forma, em 2023, quando Max Verstappen venceu 19 das 22 corridas, a vantagem média da Red Bull sobre a Ferrari na classificação foi de apenas 0,19 segundo. Apenas em 2020 vemos margens comparáveis: naquela temporada, a Mercedes superou a Red Bull por uma média de 0,55 segundo.

Ainda mais impressionante é a comparação com 2016: a Mercedes também dominou aquela temporada, liderando a Red Bull por uma média de 0,74 segundo na classificação. Foi a última vez que uma equipe teve uma vantagem maior do que a da Mercedes atualmente.

Nem eras de Vettel ou Schumacher se comparam 

A fase mais dominante da Mercedes, no entanto, começou com a introdução da era híbrida. Em 2014, a vantagem média da equipe sobre a Red Bull, segunda colocada, foi de 0,83 segundo, maior domínio de qualquer equipe desde o início do milênio.

Nem mesmo as eras mais bem-sucedidas de outras equipes atingem esses números. Nem a Red Bull durante a era Vettel, de 2010 a 2013, nem a Ferrari de Michael Schumacher, alcançaram margens comparáveis.

A maior vantagem da Ferrari veio em 2001, com 0,37 segundo sobre a McLaren. O melhor número da Red Bull foi em 2010, com 0,4 segundo sobre a Ferrari na classificação. Em comparação, a Mercedes de 2026 opera em um nível claramente histórico.

 

*Ritmo de classificação: vantagem do líder 
Diferença média em segundos em relação à segunda equipe mais rápida

Repetição da era híbrida?

Os dados sugerem que o domínio atual da Mercedes está atingindo proporções históricas, mesmo que isso nem sempre tenha sido evidente. Disputas próximas e largadas ruins distorceram o panorama geral.

Em 'ar limpo', a Mercedes é quase imbatível. Ferrari, McLaren e Red Bull não têm meios para exercer pressão consistente e estão, na prática, lutando com ferramentas limitadas. A principal questão, portanto, é: quão rápido a concorrência conseguirá diminuir essa diferença?

Um olhar para trás mostra que, no início da era híbrida, foram necessários quatro anos até que alguma equipe conseguisse desafiar seriamente a Mercedes. Apenas em 2018 a Ferrari reduziu a diferença média para apenas 0,08 segundo.

No entanto, as circunstâncias atuais são um pouco diferentes. Embora a vantagem seja significativa, ela é menor do que em 2014. Além disso, os regulamentos — especialmente com o ADUO — permitem uma convergência mais rápida, principalmente no lado do motor. Ainda assim, tudo indica que o Mundial de 2026 deve ser decidido pela Mercedes.

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