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ANÁLISE F1: Red Bull tropeça, mas recuperação mostra lampejo de progresso

Equipe austríaca passou por um início frustrante na nova era técnica do Campeonato Mundial, mas vê luz no fim do túnel

Team Report card Red Bull

A Red Bull teve um início admirável como fabricante de unidades de potência na Fórmula 1, mas, no que diz respeito ao chassi, a equipe vem ficando para trás em relação às principais rivais desde o começo da temporada 2026.

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No entanto, avanços antes da pausa de meio de ano estão garantindo para equipe uma performance mediana, em vez de uma avaliação menos satisfatória.

O lado negativo

A Red Bull começou 2026 como a quarta equipe mais rápida da F1 em Melbourne. Inicialmente, grande parte desse déficit foi atribuída ao gerenciamento de energia e à dirigibilidade ruim de seu motor, que, fora isso, era admiravelmente potente, além de largadas muito ruins.

Mas, ao longo da temporada, a Red Bull também caiu na velha armadilha de um carro difícil de ajustar, de encontrar o ponto ideal e de se manter nele, com tanto Max Verstappen quanto seu novo companheiro de equipe, Isack Hadjar, sofrendo com um monoposto imprevisível na maioria das provas.

Essas dificuldades reacenderam os rumores habituais sobre o futuro de Verstappen, o que já se tornou quase uma tradição das férias de agosto para a Red Bull. A melhor maneira de dissipar essas dúvidas é simplesmente produzir um carro competitivo. 

Isso ainda pode acontecer, mas no campeonato o dano já está feito, com a Red Bull agora destinada a permanecer em quarto lugar, enquanto Verstappen ocupa a sexta posição.

O que não está ajudando a Red Bull é que seu motor de combustão interna foi considerado a referência no grid, impedindo efetivamente a Red Bull Ford Powertrains de fazer atualizações nele.

Max Verstappen, Red Bull Racing

Max Verstappen, Red Bull Racing

Foto: Sam Bagnall / Sutton Images via Getty Images

O lado positivo

A boa notícia é que a Red Bull vem dando grandes passos, mesmo que o comportamento do carro nem sempre seja o ideal. 

Depois de estar mais de um segundo atrás na Austrália, a equipe de Milton Keynes vem implementando um grande número de atualizações no RB22, o que permitiu a Verstappen conquistar quatro pódios, incluindo três nas últimas quatro corridas. 

Se a Red Bull será capaz de manter esse ritmo de desenvolvimento ou não, isso é outra questão.

Outro ponto positivo é o desempenho do segundo carro da Red Bull, que historicamente tem sido um ponto fraco para a equipe. Hadjar tem se saído bem em sua primeira temporada na equipe principal da marca de bebidas energéticas, mantendo-se próximo de Verstappen na classificação e tornando-se um piloto confiável entre os seis primeiros colocados.

Max Verstappen, Red Bull Racing, Lando Norris, McLaren

Foto: Sam Bagnall / Sutton Images via Getty Images

O que estão dizendo

Laurent Mekies, chefe de equipe, disse: “Não contem comigo para dizer que estamos satisfeitos, porque não estamos. Não ficaremos satisfeitos até voltarmos a ter um carro de corrida com ritmo para vencer por mérito próprio".
 
“Em algum momento, precisaremos tomar uma decisão sobre o equilíbrio entre este ano e o próximo, e espero que isso aconteça mais cedo do que no ano passado".

"Fizemos um enorme trabalho de desenvolvimento no carro para tentar corrigir o mais rápido possível o grande déficit que tínhamos inicialmente, e provavelmente é difícil imaginar que continuaremos nesse ritmo, mas, mesmo assim, precisamos ver qual é a melhor maneira de tentar recuperar esses últimos três décimos".

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