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ANÁLISE F1: Williams apenas 'sobrevive' a temporada decepcionante

Equipe fez uma grande promessa ao estagnar em 2025, mas surpreende com o momento de baixa

Avaliação da equipe Williams

A transformação completa da Williams — de uma equipe tradicional e sem recursos para uma potência moderna — sempre foi um projeto de longo prazo. No entanto, o time de Grove fez um grande alarde sobre como aproveitaria o novo regulamento de 2026 da Fórmula 1 para dar um salto à frente, sacrificando grande parte do seu desenvolvimento de 2025 para isso.

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No ano passado, a Williams superou todas as expectativas ao saltar do nono para o quinto lugar no Mundial de Construtores — mesmo focada em 2026. O resultado consolidou a decisão de Carlos Sainz de se transferir para a equipe em vez de optar por projetos como o da Audi, coroando-o com dois pódios em seu primeiro ano no time.

Mas, embora brigar com as equipes de ponta fosse um sonho ambicioso demais, se consolidar na liderança do pelotão intermediário era uma meta realista. Um objetivo que, até agora, passou bem longe de ser alcançado.

O lado negativo

Muito do que se aplica à Aston Martin também serve para a Williams. As mudanças radicais no regulamento testaram os processos internos da equipe até o limite, e o time acabou apresentando o carro com atraso, perdendo completamente os testes de pré-temporada em Barcelona.

Assim como aconteceu com sua rival de Silverstone, o atraso na montagem foi o primeiro sinal de alerta para uma versão decepcionante do FW48, que chegou à pista significativamente acima do peso e com séria falta de carga aerodinâmica (downforce).

Carlos Sainz, Williams

Carlos Sainz, Williams

Foto: Alastair Staley / LAT Images via Getty Images

A equipe começou 2026 sem conseguir avançar ao Q3, mas ainda somou pontos em quatro dos seis primeiros fins de semana da temporada, mostrando uma leve melhora em circuitos de rua como Miami, Montreal e Mônaco após a pausa de abril - pelo cancelamento do Bahrein e Arábia Saudita.

Desde então, porém, nem Sainz e nem Alex Albon voltaram a pontuar. O retorno a circuitos de alta velocidade e que exigem maior pressão aerodinâmica — como Barcelona e Silverstone — escancarou o quanto o carro de 2026 está aquém do esperado. A Williams agora opera em modo de sobrevivência, aguardando seu último grande pacote de atualizações, previsto para o GP do Azerbaijão, em setembro.

A campanha problemática inevitavelmente alimentou especulações sobre a frustração de sua dupla de pilotos. O próprio Sainz admitiu que a queda brusca de rendimento "com certeza testou sua fé", embora o chefe de equipe, James Vowles, mantenha o otimismo de que o time cumprirá suas promessas e garanta que ambos os pilotos continuam comprometidos com o projeto.

O lado positivo

O nono lugar no Mundial, com apenas 11 pontos conquistados, é um resultado ruim. Contudo, aprender com os erros é um princípio fundamental na F1, e as falhas brutalmente expostas pelas regras de 2026 ao menos foram identificadas e já começaram a ser corrigidas.

Ao longo do ano, a Williams reforçou seu departamento técnico com a chegada de Piers Thynne (ex-McLaren), além dos engenheiros Dan Milner e Claire Simpson (ambos ex-Mercedes).

Tratando-se de F1, existe um inevitável tempo de resposta para que uma equipe se recupere — seja no tempo de carência de novos profissionais, na instalação de infraestrutura moderna ou na criação de novos processos. A temporada de 2026 já parece perdida para a Williams, embora a atualização do fim do ano sirva como um termômetro crucial para saber se o time tem capacidade de voltar a evoluir. Mas se a fábrica ainda não virou a chave para 2027, isso deve acontecer muito em breve.

Carlos Sainz, Williams, James Vowles, Williams

Carlos Sainz, Williams, James Vowles, Williams

Foto: Clive Mason / Getty Images

O que eles estão dizendo

James Vowles: "Em termos de nossa trajetória, precisamos, como empresa, provar a nós mesmos que somos capazes de realizar o trabalho de engenharia com o nível certo de qualidade e construir um carro com esse padrão de qualidade em uma temporada".

"Na prática, é o equivalente a pilotar um avião e reconstruí-lo ao mesmo tempo. Mas precisamos provar a nós mesmos que evoluímos em relação a onde estávamos há três anos e que temos essa capacidade".

"Sei como são as organizações eficientes. E, mesmo hoje, estamos tendo dificuldades para fazer muito do que os outros já conseguem fazer neste momento, e cabe a nós resolver isso. É preciso fazer isso ao mesmo tempo em que avançamos na pista".

Bortoleto LÍDER da nova geração, ARMADILHA para Rafa Câmara, futuros de MAX e da F1: LITO CAVALCANTI

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