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ANÁLISE: Ferrari viveu "duas fases" na F1 2026 até aqui

Vasseur, Hamilton e Leclerc fazem suas análises sobre as 11 primeiras etapas do campeonato e o que os fãs podem aguardar durante o segundo semestre

Charles Leclerc, Ferrari, Lewis Hamilton, Ferrari

A Ferrari ainda não passou pelos “melhores e piores momentos”, como diria o autor britânico Charles Dickens, nesta temporada 2026 da Fórmula 1, mas o chefe da equipe, Fred Vasseur, ainda considera que as 11 primeiras etapas do ano seguiram um de dois caminhos claros.

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A Scuderia mantém a vice-liderança no Mundial de Construtores desde a primeira etapa, mas vem desafiando cada vez mais consistentemente as dominantes “Flechas de Prata” da Mercedes, com Lewis Hamilton e Charles Leclerc conquistando vitórias em Barcelona e Silverstone, respectivamente.

“A primeira parte da temporada foi, eu diria, provavelmente dividida em duas fases”, comentou Vasseur após o GP da Hungria. “A primeira foi até a Espanha, quando a Mercedes estava voando; eles marcaram algo em torno de 100 pontos a mais do que nós em quatro ou cinco provas. E depois da Espanha, quando nos recuperamos, marcamos mais pontos do que a Mercedes nessas quatro ou cinco corridas".

Posição Equipe Pontos até Mônaco Pos Equipe Pontos a partir de Barcelona
1 Mercedes 244 1 Ferrari 142
2 Ferrari 165 2 Mercedes 135
3 McLaren 116 3 Red Bull 108
4 Red Bull 69 4 McLaren 104
5 Alpine 50 5 Racing Bulls 31
6 Racing Bulls 35 6 Alpine 11
7 Haas 21 7 Audi 10
8 Williams 11 8 Haas 0
9 Audi 2 9 Williams 0
10 Aston Martin 1 10 Aston Martin 0
11 Cadillac 0 11 Cadillac 0

A análise de Vasseur se confirma, de maneira geral, com base nos pontos efetivamente conquistados por cada equipe, embora seja importante ressaltar que os pilotos da Mercedes têm enfrentado um pouco mais de dificuldades recentemente - a maioria causada por problemas técnicos.

George Russell sofreu um abandono no Canadá enquanto liderava, enfrentou o desastre causado pelo drive through em Mônaco, e o toque que o levou a zerar em Spa-Francorchamps. Já Andrea Kimi Antonelli teve um abandono de Barcelona, enquanto vinha em segundo, e teve a falha na suspensão em Silverstone.

George Russell, Mercedes, Lewis Hamilton, Ferrari

George Russell, Mercedes, Lewis Hamilton, Ferrari

Foto: John Thys / AFP via Getty Images

É claro que a Ferrari também não ficou imune a problemas ao longo do campeonato, como demonstrou seu fim de semana conturbado em Hungaroring.

“Onde precisamos melhorar, se eu tiver que tirar uma conclusão com base no que aconteceu hoje, diria que é na execução”, continuou Vasseur.

“Mas, até agora, a execução provavelmente tem sido boa para nós desde o início da temporada. Sabemos que precisamos melhorar no que diz respeito ao motor, e faremos isso, mesmo que a inércia no motor seja muito maior do que no chassi [já que o desenvolvimento leva mais tempo]. O mais importante seria conseguir manter o ritmo no desenvolvimento".

Analisando a classificação, a diferença da Ferrari em relação à pole position era, em média, de 0s442 até Mônaco, mas tem sido de apenas 0s204 desde Barcelona, o que sugere um progresso razoável – especialmente em relação à Mercedes.

Ainda assim, as principais equipes rivais não têm exatamente ficado de braços cruzados; nos mesmos períodos, a diferença da Red Bull passou de 0s577 para 0s466, enquanto a da McLaren diminuiu de 0s469 para 0s383, com Lando Norris conquistando a pole na Hungria em meio às novas atualizações do MCL40.

“A McLaren deu um grande passo à frente, mas eles não têm exatamente a mesma filosofia, porque estão trazendo um grande pacote de atualizações”, esclareceu Vasseur. “Acho que o último havia sido em Miami ou no Canadá. Com certeza, cada vez que eles trazem algo, estão dando um grande passo".

“Mas temos uma abordagem diferente, tentando trazer peças a cada corrida. E precisamos manter esse ritmo, porque ainda faltam 12 corridas – não sei se são 11, 12 ou 10, mas são muitas. E temos espaço para melhorias no chassi em todos os aspectos, e precisamos manter esse ritmo".

Charles Leclerc, Ferrari, Oscar Piastri, McLaren

Charles Leclerc, Ferrari, Oscar Piastri, McLaren

Foto: Andy Hone/LAT Images via Getty Images

Enquanto isso, Hamilton se sente bastante otimista quanto à possibilidade da Ferrari diminuir a diferença para a Mercedes quando a Scuderia finalmente atualizar sua unidade de potência pela segunda vez.

“Foi uma primeira metade incrível, considerando que provavelmente estávamos três ou quatro décimos atrás nas retas devido à potência durante a primeira metade da temporada”, avaliou Hamilton. “Sei que a equipe está se esforçando ao máximo para trazer atualizações para isso".

“Temos trazido atualizações fim de semana após fim de semana. Esperamos ter mais novidades na segunda metade e vamos continuar nos esforçando. Acho que a segunda metade será mais forte. Normalmente, a segunda metade é um período melhor para mim. Então, vou aproveitar esse tempo para me recompor e tentar voltar mais forte, em melhor forma e melhor preparado mentalmente".

Quanto a Leclerc, ele também acredita que a corrida pelo desenvolvimento será fundamental no restante da temporada.

“É mais um campeonato em que as atualizações são muito mais significativas do que no passado, porque nos fazem dar um grande salto à frente”, destacou o monegasco. “Vimos isso com a McLaren neste fim de semana [na Hungria]. Portanto, será importante que continuemos no comando e que sigamos sendo tão agressivos quanto temos sido com o programa de desenvolvimento. E vamos ver como será em Zandvoort".

RBR faz OFERTA para MANTER MAX, Câmara TESTA FERRARI, Lewis x Leclerc | Russell PREJUDICADO vs Kimi?

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