Análise técnica de Giorgio Piola
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Análise técnica de Giorgio Piola

Análise Técnica: Como as equipes da F1 deixaram as asas dianteiras dentro da legalidade

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Análise Técnica: Como as equipes da F1 deixaram as asas dianteiras dentro da legalidade
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Co-autor: Matt Somerfield
21 de abr de 2019 16:28

Com os novos regulamentos técnicos que a FIA impôs em 2019, três escuderias da F1 foram forçadas a alterar seus projetos de asa dianteira. O mago do design, Giorgio Piola, mostra mais detalhes nas soluções encontradas pelos times

O mago do design técnico está de volta. Giorgio Piola mostra, por meio de suas ilustrações e fotos exclusivas, todas as tentativas das equipes de F1 de tirar o máximo proveito dos novos regulamentos da categoria, quando se trata de asas dianteiras. Confira:

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Asa dianteira da Mercedes no GP da China

Asa dianteira da Mercedes no GP da China
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Foto de: Giorgio Piola

Este último desenvolvimento da asa dianteira da Mercedes gira em torno da placa terminal, com uma borda traseira mais contornada usada para alterar o comportamento do fluxo de ar, enquanto ele se move ao redor do pneu dianteiro, criando a descarga desejada pela FIA nos novos regulamentos.

Detalhes da asa dianteira do Alfa Romeo

Detalhes da asa dianteira do Alfa Romeo
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Foto de: Giorgio Piola

Surgiram duas linhas de pensamento, com a Mercedes e a Red Bull de um lado e a Ferrari e a Alfa Romeo (acima) do outro. A versão visualmente mais agressiva apresentada pela Ferrari e pela Alfa Romeo trata, sem rodeios, de um problema comum colocado pelos novos regulamentos: o vórtice da ponta da asa dianteira. A força deste vórtice é considerada problemática, uma vez que enfraquece as tentativas dos projetistas de aproveitar o efeito do fluxo.

Detalhes da asa dianteira da Mercedes

Detalhes da asa dianteira da Mercedes
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Foto de: Giorgio Piola

Parece que a Mercedes originalmente pretendia neutralizar isso com uma placa na extremidade interna, como a asa mostrada aqui, na versão que foi utilizada nos testes. A esperança da equipe era que a direção do fluxo ao longo da superfície da placa pudesse ser usada para combater o vórtice, alterando sua rotação e direção.

Asa dianteira da Mercedes

Asa dianteira da Mercedes
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Foto de: Giorgio Piola

Quando a Mercedes chegou ao segundo teste, sua atualização incluiu uma asa dianteira revisada, com uma placa mais convencional. Além disso, o canto traseiro superior da placa havia sido cortado, o que indubitavelmente alterava a composição, a forma e a direção do vórtice.

Detalhes da asa da Mercedes

Detalhes da asa da Mercedes
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Foto de: Giorgio Piola

Como podemos ver nesta ilustração do ponto de encaixe da aba e da placa terminal, os projetistas da Mercedes não usaram a altura total disponível para as abas com seu design antigo.

Comparações das duas asas da Mercedes

Comparações das duas asas da Mercedes
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Foto de: Giorgio Piola

O novo desenho viu a maior parte da placa ser retirada, expondo a aba lateral (seta vermelha), que violava o artigo 3.3.6 dos regulamentos técnicos.

Asa da Mercedes com os membros da equipe... sob o olhar de um membro da Ferrari

Asa da Mercedes com os membros da equipe... sob o olhar de um membro da Ferrari
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Foto de: Giorgio Piola

Nikolas Tombazis inspecionou o novo design da asa dianteira antes do treino livre e explicou a posição da FIA, permitindo que a equipe faça os ajustes necessários para cumprir sua interpretação dos regulamentos.

Flap da asa da Mercedes

Flap da asa da Mercedes
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Foto de: Giorgio Piola

Em vez de voltar para a especificação mais antiga, a resposta da equipe foi outra. Afinal de contas, a placa terminal era apenas uma pequena mudança de uma reformulação geral maior, que incluía uma plataforma externa mais curta e reposicionada na parte externa das asas. A fim de cumprir a decisão da FIA, a Mercedes cortou a aba superior na borda externa e criou um raio na placa final para cobrir a ponta da aba, cumprir as regras de raio e também diminuir as implicações aerodinâmicas da mudança.

Detalhes da asa da Mercedes

Detalhes da asa da Mercedes
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Foto de: Giorgio Piola

O pequeno filete adicionado à placa pode ser visto mais facilmente na imagem lateral e cobriu a aba o suficiente para convencer os criadores das regras.

Asa da Red Bull no GP da China

Asa da Red Bull no GP da China
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Foto de: Giorgio Piola

A Mercedes não foi a única equipe a ser atingida pela FIA nas duas primeiras corridas. A Red Bull chegou ao GP da China com uma nova asa dianteira também, já que a equipe se preparou para a norma técnica emitida por Tombazis antes da prova. A placa frontal da asa dianteira da Red Bull usada nas provas anteriores, como a nova da Mercedes, expôs as abas.

Detalhe da asa dianteira da Red Bull

Detalhe da asa dianteira da Red Bull
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Foto de: Mark Sutton / Sutton Images

Nesta imagem, podemos ver como o corte do canto traseiro da placa expõe a aba, um projeto que a FIA considerou que violava os regulamentos.

Detalhes das asas dianteiras da Williams

Detalhes das asas dianteiras da Williams
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Foto de: Giorgio Piola

A Williams foi o outro time forçado a fazer uma mudança em seu design de asa dianteira, já que os raios não estavam de acordo com as regras. O projeto visto aqui foi usado na China e agora possui o raio de 50 mm exigido nos regulamentos para evitar danos aos pneus caso eles entrem em contato com outro carro.

 

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