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ANÁLISE: Teste da F3 repleto de acidentes liga alerta da F1 para traçado perigoso de Madri

No total, foram 19 bandeiras vermelhas e 10 pilotos que encontraram as barreiras de proteção na sessão de "inauguração" do Madring

Brando Badoer, Rodin Motorsport

Em menos de duas semanas, a Fórmula 1 visitará a única pista nova do calendário da temporada 2026: o circuito de rua de Madri, ou Madring, que assume o direito de sediar o GP da Espanha no lugar de Barcelona, que entra em rotação com Spa-Francorchamps a partir do próximo ano.

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Com 5.416 metros de extensão, o Madring é um circuito que mistura trechos de pista permanente e de rua, com 22 curvas, que misturam trechos de baixa, média e alta velocidade, para um tempo de volta projetado de 01min34s. O destaque da pista é a La Monumental, maior curva inclinada da F1 atual.

E enquanto os fãs aguardam com grande expectativa pela estreia do novo circuito, o paddock da F1 deve ligar as luzes de alerta para o Madring, especialmente após o primeiro teste oficial da pista.

Mais cedo nesta semana, os carros da Fórmula 3 fizeram uma inauguração não-oficial da pista, com dois dias de testes pelo traçado, que receberá a etapa final da temporada 2026 da categoria de acesso à F1. E o resultado final foi, no mínimo, preocupante.

Antes do teste da F3, a única outra vez que um carro havia utilizado a pista tinha sido em junho, com a Ferrari. A equipe italiana realizou um dia de filmagem com Charles Leclerc e Lewis Hamilton, mas com o traçado ainda incompleto. A sessão levantou uma certa polêmica no paddock, mas como a Ferrari compartilhou a telemetria com as demais, o caso esfriou.

 

Enquanto o teste da Ferrari teve duração limitada, a questão da pista incompleta impediu que os carros pudessem dar tudo de si, diferentemente do caso da F3. E foi aí que os problemas começaram a surgir.

Ao longo dos dois dias, nada mais nada menos que dez pilotos encontraram os muros do Madring, além de um total de 19 acionamentos de bandeira vermelha.

No primeiro dia, Christian Ho, Fefo Barrichello, Jin Nakamura, Maciej Gladysz e Freddie Slater acabaram batendo. No segundo, Michael Shin, Hiyu Yamakoshi, Mattia Colnaghi, Nicola Lacorte, Kanato Le também tiveram incidentes, enquanto Fefo causou uma segunda bandeira vermelha, encerrando a sessão da tarde.

Apesar do desafio de La Monumental, a curva 17 ser o maior problema dos pilotos da F3, com duas batidas no local. Esse é o ponto em que o circuito passa a ter uma série de curvas de 90 graus antes da chegada à reta principal. Esse trecho possui uma área de escape muito pequena, mas o teste mostrou que os pilotos não podem forçar muito a barra no local.

Outro ponto de atenção é a sequência das curvas 5 e 6. Os pilotos vêm de um trecho de alta velocidade da 3 até a 5 antes de uma frenagem forte na chicane, virando esquerda-direita-esquerda.

Ali, as zebras são muito agressivas e, segundo analistas, lembra muito a chicane de Singapura que foi removida do traçado. Mas muitos apontam que o risco maior do trecho está na classificação, com os pilotos forçando em busca do melhor tempo de volta.

Logo na sequência, a 7 representa um desafio diferente, porque os pilotos entram às cegas no trecho. Isso levou a três batidas de pilotos durante os testes da F3, por causa do muro que existe na saída da curva.

As demais curvas com acidentes, "apenas" um em cada uma foram a 3, 10, 11 e 14, mas os motivos são desconhecidos.

Para além dos muros do circuito espanhol, um desafio que deve tornar tudo ainda mais complicado para os pilotos da F1, F2 e F3 em sua primeira visita ao Madring é a aderência. Em uma pista que já se mostra desafiadora por si só, as sessões inaugurais devem apresentar um traçado muito 'verde', com os pilotos sofrendo para buscar aquecimento e o traçado ideal.

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