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Após 26 anos da morte de Senna, relembre momentos inesquecíveis do piloto

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Após 26 anos da morte de Senna, relembre momentos inesquecíveis do piloto
1 de mai de 2020 11:26

Mais de duas décadas se passaram desde a morte de Ayrton Senna no GP de San Marino de 1994, mas ele continua sendo um dos pilotos de Fórmula 1 mais famosos de todos os tempos

Há exatos 26 anos, o GP de San Marino de 1994 marcava a morte de uma lenda da Fórmula 1. Após acidente na curva Tamburello, em Ímola, o brasileiro Ayrton Senna, tricampeão mundial, perdia a vida.

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Mas a carreira de 10 anos de Senna na F1 foi cheia de ação, conquistas, recordes e rivalidades que levaram o esporte a novos patamares em termos de popularidade e cobertura da mídia em todo o mundo. Aqui, contamos 10 momentos inesquecíveis do brasileiro:

Galeria
Lista

10 – GP do Japão de 1990

10 – GP do Japão de 1990
1/20

Foto de: Jean-Francois Galeron

Este episódio está na posição mais baixa em nossa lista, enquanto é memorável por razões complexas. Senna e seu rival, Alain Prost voltaram à cena da implosão de 1989, mais uma vez lutando pelo campeonato mundial, mas desta vez em equipes diferentes. Enquanto a colisão na chicane no ano anterior decidiu o título a favor de Prost, desta vez Senna foi o piloto com a vantagem no Japão.

10 – GP do Japão de 1990

10 – GP do Japão de 1990
2/20

Foto de: Jean-Francois Galeron

A preparação para a corrida não foi sem controvérsia, com Senna se enfurecendo sobre a posição no grid de largada. Ele prometeu antes da corrida que se Prost - começando em 2º no lado limpo da pista - tivesse uma largada melhor, Senna não mudaria seu traçado na primeira curva. Surpreendentemente, dadas as velocidades e o perigo envolvidos, ele permaneceu fiel, levando Prost para fora em alta velocidade e eliminando ambos. Senna ganhou o campeonato.

9 - Confrontos com Schumacher

9 - Confrontos com Schumacher
3/20

Foto de: LAT Images

Senna X Schumacher é uma das grandes rivalidades da F1 que nunca foi realmente concretizada, mas tivemos um vislumbre dela em 1992, quando o jovem alemão estava em sua primeira temporada completa na F1. O primeiro mal entendido ocorreu no GP do Brasil, quando Schumacher criticou Senna por guiar de forma inconsistente, o que o piloto da McLaren rebateu dizendo que tinha um problema no motor que estava afetando seu ritmo.

9 - Confrontos com Schumacher

9 - Confrontos com Schumacher
4/20

Foto de: LAT Images

Schumacher então sentiu a ira de Senna depois de bater nele na largada do GP da França, e sob bandeira vermelha, Senna encarou o jovem piloto, relativamente calmo, mas diante das câmeras do mundo todo. Eles voltaram a atacar duas corridas depois, na Alemanha, com Senna confrontando Schumacher ao acusá-lo de segurá-lo no treino, e o piloto da Benetton dizendo que viu a McLaren, mas não achou que estivesse indo rápido o suficiente para passa-lo.

8 - Guerra de palavras com Jackie Stewart

8 - Guerra de palavras com Jackie Stewart
5/20

Foto de: LAT Images

Na esteira da colisão de Suzuka em 1990, Senna foi entrevistado em Adelaide na corrida seguinte pelo tricampeão mundial Jackie Stewart, onde ele defendeu com veemência suas ações contra Prost. Mas a conversa tomou outro rumo quando Stewart sugeriu que Senna havia feito mais contato com outros pilotos do que todos os campeões mundiais anteriores juntos. “Acho incrível você fazer essa pergunta, Stewart, porque você é muito experiente e sabe muito sobre corridas”, começou a resposta de Senna.

8 - Guerra de palavras com Jackie Stewart

8 - Guerra de palavras com Jackie Stewart
6/20

Foto de: LAT Images

Mais tarde na resposta, uma das frases mais famosas de Senna nasceu: "Se você não tentar ultrapassar quando há uma oportunidade, você não é mais um piloto de corrida." Como Stewart continuou com o assunto, Senna interrompeu para dizer: "É tudo irrelevante, tudo o que você está dizendo, Jack, é realmente irrelevante." A partir de então, a discussão ficou mais acalorada, com Senna apontando para Stewart e pedindo que voltasse nos últimos 10 anos da história da F1 para descobrir que “talvez o que você esteja dizendo não era correto.”

7 – Roda a roda com Mansell

7 – Roda a roda com Mansell
7/20

Foto de: LAT Images

Senna ser ultrapassado era relativamente raro e a mais famosa dessas manobras envolveu Nigel Mansell no GP da Espanha de 1991. Batalhando pelo segundo lugar na época em um circuito úmido, Senna estava na linha de baixo da reta principal, mas quando Mansell conseguiu sair melhor da curva final e foi capaz de puxar ao lado, uma corrida de arrancada estava em andamento.

7 – Roda a roda com Mansell

7 – Roda a roda com Mansell
8/20

Foto de: LAT Images

Pode parecer estranho incluir um momento como este em uma lista sobre Senna, mas para todas as ocasiões em que sua etiqueta na pista poderia ser legitimamente questionada, esse foi um exemplo de suprema precisão de ambos os pilotos, que podiam ser vistos juntando as rodas dianteiras, à medida que se aproximavam. Senna não deu a Mansell um centímetro, mas ele também se absteve de tentar desviá-lo da rota, mostrando que poderia correr duro, mas justo quando quisesse.

6 – GP do Japão de 1988

6 – GP do Japão de 1988
9/20

Foto de: Sutton Motorsport Images

O primeiro campeonato mundial de Senna foi selado de forma dramática. A cena estava pronta para ele ser coroado caso vencesse a corrida, mas ele despencou no começo enquanto lutava para tirar sua McLaren do caminho dos outros carros. Ele caiu para o meio do pelotão, embora no final da primeira volta já estivesse no oitavo lugar.

6 – GP do Japão de 1988

6 – GP do Japão de 1988
10/20

Foto de: Sutton Motorsport Images

Na volta 28, de 51, Senna estava perto de Prost lutando pela liderança, e ele completou um notável retorno ao passar seu companheiro de equipe. Prost continuou a perseguir Senna no final, quando a chuva começou e ele lutou contra um problema na caixa de câmbio. Mas o dia pertencia a Senna.

5 – GP do Brasil de 1991

5 – GP do Brasil de 1991
11/20

Foto de: Sutton Motorsport Images

Apesar de todo o fenomenal sucesso de Senna na F1, uma vitória em solo brasileiro foi difícil de ser conseguido. Em 1991, ele era bicampeão mundial, mas ainda não havia conseguido vencer o GP do Brasil. Isso tudo mudaria, mas em circunstâncias dramáticas. Assim que a Williams de Nigel Mansell abandonou, Senna ficou com vantagem de 40 segundos sobre Riccardo Patrese, mas durante as voltas restantes essa diferença iria cair com os problemas de câmbio, e que deixou Senna preso na sexta marcha.

5 – GP do Brasil de 1991

5 – GP do Brasil de 1991
12/20

Foto de: Sutton Motorsport Images

Com Patrese tirando até seis segundos por volta, Senna gesticulou para os comissários para parar a corrida quando começou a chover, mas ele, de alguma forma, conseguiu ganhar por menos de três segundos. Um exausto Senna, que podia ser ouvido gritando no rádio após a bandeira quadriculada, mal conseguia sair de seu carro enquanto seu corpo entrava com espasmos, mas ele superou a dor e ergueu o troféu e a bandeira brasileira no pódio em frente aos seus fãs.

4 – GP de Mônaco de 1984

4 – GP de Mônaco de 1984
13/20

Foto de: Sutton Motorsport Images

Senna chegou à F1 em 1984 com uma reputação brilhante nas categorias de base na Grã-Bretanha, e ele poderia ter vencido já em seu quinto GP. Em um dos primeiros exemplos de domínio na chuva, Senna estava superando o líder da corrida, Alain Prost, quando a corrida entrou em bandeira vermelha devido às más condições, após apenas 31 voltas.

4 – GP de Mônaco de 1984

4 – GP de Mônaco de 1984
14/20

Foto de: Sutton Motorsport Images

No entanto, há dúvidas sobre se Senna poderia ter chegado ao final. Ele bateu com força na chicane e danificou um dos amortecedores de seu carro, além da Tyrrell de Stefan Bellof, que se aproximava nas últimas voltas, e poderia ter sido um fator na luta pela vitória.

3 – GP de Portugal de 1985

3 – GP de Portugal de 1985
15/20

Foto de: LAT Images

Talvez não tenha sido surpresa que a primeira vitória de Senna, quando finalmente chegou, tenha sido em condições torrenciais.

3 – GP de Portugal de 1985

3 – GP de Portugal de 1985
16/20

Foto de: Renault

Senna estava apenas em sua segunda corrida pela Lotus, liderando cada volta para vencer com uma diferença de mais de um minuto, com apenas Michele Alboreto da Ferrari conseguindo terminar na mesma volta que o brasileiro.

2 – Classificação para o GP de Mônaco de 1988

2 – Classificação para o GP de Mônaco de 1988
17/20

Foto de: Sutton Motorsport Images

É considerada a maior volta de classificação da F1 de todos os tempos, quando Senna derrotou Prost por 1s427 nas ruas de Monte Carlo. Se essa conquista não foi impressionante o suficiente, o que Senna disse sobre a volta depois foi igualmente notável. "Eu estava dirigindo por instinto, eu estava em uma dimensão diferente", disse ele. “Eu estava em um túnel, muito além do meu entendimento consciente. Alguns momentos em que estou guiando, apenas me desligo completamente de qualquer outra coisa.” “Naquele dia, eu disse para mim mesmo que aquilo era o máximo para mim, não havia espaço para mais nada. Eu nunca realmente cheguei a esse sentimento novamente.”

1 – GP da Europa de 1993

1 – GP da Europa de 1993
18/20

Foto de: LAT Images

Se Mônaco em 1988 foi a melhor volta de classificação de todos os tempos, então Donington em 1993 recebeu a maior volta de abertura de uma corrida na história da F1. De quarto no grid, Senna caiu para quinto na largada. Ele imediatamente repassou a Benetton, saindo da Redgate, depois varreu o lado de fora da Sauber de Karl Wendlinger na parte inferior das Curvas Craner para completar uma manobra para o terceiro lugar no Old Hairpin.

1 – GP da Europa de 1993

1 – GP da Europa de 1993
19/20

Foto de: LAT Images

Na zona de frenagem seguinte, ele foi por dentro da Williams de Damon Hill, tendo apenas o líder da corrida, Prost, para vencer.

1 – GP da Europa de 1993

1 – GP da Europa de 1993
20/20

Foto de: Sutton Motorsport Images

Na hairpin Melbourne, Senna atacou, mergulhando por dentro de Prost para assumir a liderança. Uma hora e 50 minutos depois, ele cruzou a linha de chegada para vencer a única corrida de F1 do campeonato mundial de Donington, a 1min23s à frente de Hill, com o resto - incluindo Prost - pelo menos uma volta atrás.

Qual foi o melhor carro de Senna? Veja os modelos na galeria abaixo:

Galeria
Lista

1984: Toleman TG183B

1984: Toleman TG183B
1/12

Foto de: Camille De Bastiani

Foi seu primeiro carro na Fórmula 1, apesar de Senna ter usado o monoposto apenas nas primeiras quatro corridas daquela temporada 1984, somando dois sextos lugares na África do Sul e na Bélgica.

1984: Toleman TG184

1984: Toleman TG184
2/12

Foto de: Camille De Bastiani

Foi com o novo carro da Toleman que o brasileiro conseguiu o famoso pódio na corrida chuvosa em Mônaco. Além disso, conquistou mais dois terceiros lugares, na Grã-Bretanha e em Portugal.

1985: Lotus 97T

1985: Lotus 97T
3/12

Foto de: Camille De Bastiani

A Lotus carregava um motor Renault. Com o monoposto, ele conseguiu uma vitória já em sua segunda corrida, em Portugal, antes de cair em uma sequência de sete provas consecutivas sem pódios. Voltou ao top-3 na Áustria com o segundo lugar, iniciando uma série de cinco pódios, incluindo uma vitória na Bélgica.

1986: Lotus 98T

1986: Lotus 98T
4/12

Foto de: Camille De Bastiani

Em sua segunda temporada com a Lotus, a equipe usou novamente o motor Renault V6. Os resultados chegaram: seis pódios, incluindo vitórias de Espanha e Detroit, nas oito primeiras corridas. No final, Senna somou 11 pódios para terminar em quarto entre pilotos.

1987: Lotus 99T

1987: Lotus 99T
5/12

Foto de: Camille De Bastiani

Com o Lotus 99T, já com motor Honda, o piloto ficou em terceiro lugar no campeonato de pilotos. Durante o ano, ele somou duas vitórias, quatro segundos lugares e dois terceiros. Essa foi a melhor posição de qualificação até então para o brasileiro.

1988: McLaren MP4/4

1988: McLaren MP4/4
6/12

Foto de: Camille De Bastiani

Em seu primeiro ano com a McLaren, seu carro foi o MP4/4, com motor Honda. Já em sua segunda corrida, Senna venceu o GP de San Marino. Depois de abandonar em Mônaco, obteve um segundo lugar no México, iniciando série de oito pódios consecutivos, incluindo seis vitórias. No GP do Japão, ele subiu novamente ao topo do pódio e conquistou seu primeiro campeonato na F1.

1989: McLaren MP4/5

1989: McLaren MP4/5
7/12

Foto de: Camille De Bastiani

Em sua segunda temporada com a McLaren, Senna guiou o MP4/5, impulsionado pela Honda. Foi o ano da intensificação da rivalidade com Alain Prost. No decorrer da temporada, ele somou seis vitórias e um segundo lugar na Hungria.

1990: McLaren MP4/5B

1990: McLaren MP4/5B
8/12

Foto de: Camille De Bastiani

A terceira temporada de Senna pela McLaren marcou a saída de Alain Prost para a Ferrari, o que fez com que os números dos carros britânicos fossem alterados. O francês levou consigo o projetista Steve Nichols. Por isso, a McLaren fez alterações no seu carro do ano anterior, com novidades no corpo e na asa traseira. Deu certo: ganhou o Mundial de Construtores e Senna reconquistou o título.

1991: McLaren MP4/6

1991: McLaren MP4/6
9/12

Foto de: Camille De Bastiani

O MP4/6 impulsionado por um Honda V12 foi o último carro com o qual Senna brigou frequentemente por vitórias na McLaren. O início da temporada deu-lhe quatro vitórias. Depois, dois terceiros lugares, no México e na França. Os triunfos na Hungria, Bélgica e Austrália, com os segundos lugares de Itália, Portugal e Japão, deram a ele seu terceiro e último título mundial na Fórmula 1.

1992: McLaren MP4/7

1992: McLaren MP4/7
10/12

Foto de: Camille De Bastiani

A McLaren começou a temporada com uma atualização do chassi de 1991 na África do Sul e no México, onde Senna conseguiu o terceiro lugar. No Brasil, veio o novo carro MP4/7, para as restantes 14 datas do campeonato. Senna ainda ganhou três GPs (Mônaco, Hungria e Itália) e três pódios (San Marino, Alemanha e Portugal), terminando em quarto no campeonato vencido por Nigel Mansell.

1993: McLaren MP4/8

1993: McLaren MP4/8
11/12

Foto de: Camille De Bastiani

Com o novo motor Ford, Senna começou sua última temporada com a McLaren ao volante do MP4/8. O início da temporada permitiu-lhe três vitórias e dois pódios nas primeiras seis corridas de 1993. No fim do ano, ainda venceu no Japão e na Austrália.

1994: Williams FW16

1994: Williams FW16
12/12

Foto de: Camille De Bastiani

Em seu desejo de vencer seu quarto campeonato mundial, Ayrton Senna mudou para a Williams em 1994. Entretanto, perdeu a suspensao eletrônica de seu antecessor em virtude das novas regras da F1 e ficou desvantagem. Em seu terceiro GP com o FW16, Senna faleceu após forte batida na curva Tamburello, em Imola.

Ayrton Senna: confira 60 fatos e feitos do tricampeão mundial de F1 no vídeo abaixo

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