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Após atualização do motor na Áustria, Ferrari deve ter novo turbo após pausa da F1

Scuderia reforçou seu compromisso com conceito de motor quente com as atualizações feitas na Áustria, mas já prepara mudanças para Zandvoort ou Monza

Lewis Hamilton, Ferrari

Lewis Hamilton, Ferrari

Foto de: Andy Hone/ LAT Images via Getty Images

A Ferrari já planejou sua segunda atualização da unidade de potência, com o uso do ADUO, para 2026, com um novo turbocompressor previsto para chegar após a pausa da Fórmula 1, em agosto, a fim de ajudar a diminuir a diferença em relação à Mercedes.

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Após a primeira avaliação do ADUO (Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização) após a corrida de Montreal, a Ferrari recebeu autorização para realizar dois desenvolvimentos no motor nesta temporada. 

A diferença de desempenho, medida pelos inspetores técnicos da FIA, foi constatada em mais de 4% em comparação com o motor de combustão interna da Red Bull-Ford. As medições da FIA sugerem que a Red Bull possui atualmente a unidade de potência de referência na F1, embora isso seja contestado pela equipe taurina. 

A Ferrari já planejou uma primeira rodada de modificações para a Áustria com o objetivo de reduzir a diferença em relação à Mercedes, que a maioria dos observadores (exceto a FIA) considera a verdadeira referência.

A equipe pretende gerenciar as expectativas em relação ao primeiro uso do ADUO, que inclui modificações na câmara de combustão por meio do uso de um cabeçote de cilindro em liga de aço. Isso permite que os engenheiros busquem níveis de pressão e temperatura que seriam impossíveis de alcançar com um motor tradicional em liga de alumínio.

No início da temporada, o turbocompressor “pequeno” foi uma escolha deliberada que valeu a pena para reduzir o turbo lag após a remoção do MGU-H. 

No entanto, a vantagem esperada, especialmente nas largadas, foi efetivamente anulada. O procedimento de cinco segundos antes da largada da FIA deu a todos os fabricantes tempo suficiente para acionar seus turbos por motivos de segurança e evitar que os carros parassem no grid, o que acabou prejudicando a Ferrari.

Charles Leclerc, Ferrari

Charles Leclerc, Ferrari

Foto: Guido De Bortoli / LAT Images via Getty Images

A Ferrari apresentará um novo projeto de turbocompressor com seu segundo 'token' do ADUO, provavelmente em Zandvoort ou Monza.

O diâmetro do impulsor permanecerá inalterado, mas o número e o ângulo das pás serão diferentes, e também são esperados avanços nos materiais. A Mercedes e a Honda não apresentarão novos motores com uso do sistema ADUO, e a Ferrari, assim como a Audi já fez em Barcelona, buscará obter uma vantagem inicial.

Para a Áustria, a Ferrari apostou ainda mais no conceito de “motor quente”, operando os cilindros a 110 °C (em comparação com os atuais 100 °C) durante o processo de combustão. 

Teoricamente, os motores podem funcionar com mais eficiência em altas temperaturas e, quando combinados com um combustível da Shell que possui maior valor calorífico, isso permite que mais partículas sejam queimadas, produzindo menos emissões residuais. Isso aumenta o trabalho mecânico do motor e, consequentemente, eleva a potência. 

Um efeito colateral de operar em temperaturas mais altas é que isso permite que os radiadores sejam menores, já que a diferença de temperatura entre o líquido de arrefecimento aquecido e resfriado é menor.

O pacote de atualizações da Ferrari para Barcelona demonstrou que a equipe foi capaz de compensar o déficit de potência do motor 067/6 em relação à Mercedes por meio de uma aerodinâmica mais eficiente e com menor arrasto. No intenso calor espanhol, o suposto déficit de 25 cavalos de potência pareceu desaparecer.

Quais as REAIS CHANCES de RAFA CÂMARA na F1 em 2027? Planos de Hamilton e Alonso e o GP da Áustria

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