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Chilton: F1 mostra “mente fechada” ao ignorar nomes da Indy

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Chilton: F1 mostra “mente fechada” ao ignorar nomes da Indy

Inglês acredita que categoria mundial poderia analisar talentos de forma mais global e considerar contratações de nomes de destaque nos Estados Unidos

Ex-piloto da F1 e atualmente na Indy, Max Chilton acredita que as equipes da Europa mostram “mente fechada” ao ignorar os talentos que brilham nos Estados Unidos.

O assunto virou polêmica na última semana quando Gunther Steiner, chefe da Haas, única equipe dos Estados Unidos na F1, afirmou que nenhum piloto americano está pronto para competir atualmente na categoria mundial.

Isso gerou réplica de várias partes, seja de alguns pilotos americanos que estão em atividade, seja de nomes como Mario Andretti, lenda do automobilismo mundial.

Para Chilton, a tarefa de mostrar que a afirmação está errada não é de pilotos como Josef Newgarden, atual campeão da Indy e que chegou a seguir trajetória no automobilismo europeu, mas sim da F1.

“Eu não acho que cabe a Josef. Acho que cabe à F1. As pessoas da F1 têm mente muito fechada na forma com que eles olham para seus pilotos – eles precisam ou já estar no caminho rumo à F1, ou já em seus programas de pilotos ou coisas assim”, disse o inglês, piloto da F1 entre 2013 e 2014, ao site da emissora ESPN. “Eles raramente olham para os pilotos que não estão correndo na Europa. Isso é errado.”

Contudo, quando questionado sobre qual piloto da Indy poderia ter sucesso na F1, Chilton não citou americanos e mencionou um neozelandês. “Scott Dixon, que foi meu parceiro no ano passado. Acho que ele é um dos melhores pilotos do mundo, que daria trabalho a qualquer um em um carro de F1. Mas ninguém nunca deu uma olhada nele, como quando havia uma vaga aberta na Mercedes.”

“É preciso uma mudança de cultura para que eles olhem para os pilotos da Indy como uma possibilidade, e espero que haja, porque há pilotos de primeira classe que estão sendo desperdiçados e que poderiam estar fazendo coisas ainda maiores na F1 – e fazendo melhor do que algumas das pessoas que já estão lá”, completou.

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