Pular para o conteúdo principal

Recomendado para você

NASCAR Brasil retorna a Londrina em momento estratégico para pilotos e equipes no campeonato

NASCAR Brasil
Londrina
NASCAR Brasil retorna a Londrina em momento estratégico para pilotos e equipes no campeonato

F1: FIA confirma data da audiência sobre recurso de McLaren e Red Bull contra pódio de Gasly em Mônaco

Fórmula 1
GP da Holanda
F1: FIA confirma data da audiência sobre recurso de McLaren e Red Bull contra pódio de Gasly em Mônaco

NASCAR Brasil: Calderón presta homenagem às vítimas de terremoto na Colômbia durante etapa de Londrina

NASCAR Brasil
Londrina
NASCAR Brasil: Calderón presta homenagem às vítimas de terremoto na Colômbia durante etapa de Londrina

Maratona em família: Giaffones dividem atenções entre Copa Truck e NASCAR Brasil em Londrina

NASCAR Brasil
Londrina
Maratona em família: Giaffones dividem atenções entre Copa Truck e NASCAR Brasil em Londrina

Raphael Reis espera virar o jogo fora de casa pelo título do TCR South America

TCR South America
Raphael Reis espera virar o jogo fora de casa pelo título do TCR South America

MotoGP: Crutchlow vê "aliança perfeita" entre Quartararo e Honda

MotoGP
MotoGP: Crutchlow vê "aliança perfeita" entre Quartararo e Honda

Homestead voltará a sediar fim de semana decisivo da NASCAR em 2027

NASCAR Cup
Homestead voltará a sediar fim de semana decisivo da NASCAR em 2027

MotoGP - Di Giannantonio mostra preocupação com Ducati: "Somos a segunda força"

MotoGP
MotoGP - Di Giannantonio mostra preocupação com Ducati: "Somos a segunda força"

Cinco momentos memoráveis do GP da Malásia de F1

Sepang encerrará seu hiato na F1 em 2026 e, durante sua passagem anterior de 1999 a 2017, o circuito malaio proporcionou muito drama

Lewis Hamilton, Mercedes AMG, climbs out of his car after an engine failure causes his retirement

Foto de: Steven Tee / Motorsport Images

A Malásia encerrará uma ausência de nove anos da Fórmula 1 em 2026 ao retornar como palco substituto do GP do Bahrein - que sai do calendário devido aos conflitos no Oriente Médio. 

Leia também:

A notícia foi anunciada no último domingo. Com isso, Sepang receberá uma corrida pela primeira vez desde 2017, embora o nome do evento seja Grande Prêmio do Bahrein na Malásia. 

Apesar das circunstâncias, continuar sendo um dos retornos mais aguardados da categoria, principalmente por Sepang ser tão popular e ter produzido vários momentos memoráveis ao longos dos anos. 

Confira cinco momentos memoráveis do GP da Malásia: 

GP da Malásia de 1999: dobradinha da Ferrari restaurada de forma controversa

Eddie Irvine, Ferrari F399 takes the win

Eddie Irvine, Ferrari F399 takes the win

Photo by: Sutton Images

A Malásia estreou na F1 em 1999 como a penúltima etapa daquela temporada, que envolvia uma disputa acirrada entre McLaren e Ferrari pelo campeonato de construtores, além de Mika Hakkinen e Eddie Irvine pelo título de pilotos.

Isso obviamente dominou as discussões no início do fim de semana de corrida, mas também o retorno de Michael Schumacher, que tinha acabado de se recuperar de uma perna quebrada, sofrida em Silverstone apenas três meses antes.

Embora a maioria dos atletas leve muito tempo para voltar à sua melhor forma após uma lesão prolongada, Schumacher não é a ‘maioria dos atletas’. O então bicampeão mundial teve o retorno perfeito ao conquistar a pole position em uma dobradinha da Ferrari, com a McLaren em 3º e 4º, liderada por David Coulthard.

Embora Schumacher talvez não quisesse que Irvine fosse o cara a acabar com a seca de títulos da Ferrari — seu último título de pilotos havia sido conquistado por Jody Scheckter em 1979 —, ele certamente deixou o orgulho de lado em Sepang ao deixar o norte-irlandês passar na quarta volta para, em seguida, segurar Coulthard e Hakkinen.

Schumacher atuando como ‘número dois’ — irônico! — certamente funcionou, pois permitiu uma vitória relativamente tranquila para Irvine, que transformou sua desvantagem de dois pontos para Hakkinen em uma liderança de quatro pontos, enquanto o piloto da McLaren ficou em terceiro, atrás da dobradinha da Scuderia.

Mas então o drama pós-corrida se desenrolou. Imediatamente, ambos os carros da Ferrari foram desclassificados devido aos defletores laterais do seu F399 serem supostamente 1 mm mais largos do que o permitido e, com isso, Hakkinen e a McLaren se tornaram campeões automaticamente.

A Ferrari, no entanto, protestou contra a decisão, e seis dias depois a sua dobradinha foi restaurada, já que o Tribunal Internacional de Apelação da FIA considerou que os comissários da corrida não tinham equipamentos precisos o suficiente e que as peças do carro eram, na verdade, legais.

“Um dia ruim para o esporte”, foi como o chefe da McLaren, Ron Dennis, resumiu a situação, mas ele ainda teve motivos para sorrir na final em Suzuka, pois uma vitória de Hakkinen deu ao finlandês o seu primeiro título. A Ferrari, contudo, ainda conseguiu acabar com a sua seca de 16 anos no campeonato de construtores ao terminar a prova em segundo e terceiro.

Grande Prêmio da Malásia de 2003: Raikkonen conquista a sua primeira vitória

Kimi Raikkonen, McLaren

Kimi Raikkonen, McLaren

Photo by: Sutton Images via Getty Images

A temporada de 2026 da F1 provavelmente verá a jovem sensação (Andrea) Kimi Antonelli conquistar o seu primeiro título mundial, mas 2003 foi o ano em que o "Kimi" original despontou de vez no cenário. Estamos falando de Kimi Raikkonen, que garantiu a sua primeira vitória na categoria durante a segunda etapa daquele ano, em Sepang.

Raikkonen, então em sua segunda temporada pela McLaren, não teve a melhor das classificações. Uma escapada o deixou apenas na sétima posição do grid, mas o cenário mudou rapidamente. Logo na primeira volta, o finlandês pulou para quarto graças a um toque entre Jarno Trulli (Renault) e Michael Schumacher (Ferrari). Na segunda volta, ele já tomava o terceiro lugar de Nick Heidfeld, seu ex-companheiro de equipe na Sauber, na aproximação da Curva 1.

O terceiro lugar rapidamente virou segundo quando o carro de David Coulthard, seu colega de equipe, sofreu uma pane elétrica na terceira volta. Com isso, restava apenas Fernando Alonso à frente — o espanhol tinha acabado de se tornar o pole position mais jovem da história da F1, liderando a primeira dobradinha da Renault na primeira fila desde o GP da França de 1983.

Mas foi nesse momento que a estratégia fez a diferença: a McLaren havia largado com muito mais combustível que a Renault. Enquanto Alonso foi para os boxes na volta 14, Raikkonen se manteve na pista por mais cinco voltas. Foi exatamente aí que a corrida foi decidida, já que o carro bem mais leve durante esse breve stint permitiu ao finlandês cravar tempos de volta muito mais rápidos.

Dessa forma, quando Kimi finalmente fez o seu pit stop, voltou à frente de Alonso. A partir daí, ele dominou a prova até a bandeirada, cruzando a linha de chegada com 40 segundos de vantagem para o segundo colocado, Rubens Barrichello, que também havia superado a Renault na tática de boxes.

GP da Malásia de 2009: corrida com pontos pela metade

Jenson Button, Brawn GP BGP001 Mercedes sits on the grid after the race was stopped

Jenson Button, Brawn GP BGP001 Mercedes sits on the grid after the race was stopped

Photo by: Andrew Ferraro / Motorsport Images

Um fator que sempre deve ser lembrado no Grande Prêmio da Malásia é o seu clima, que costuma ser imprevisível, e a edição de 2009 é o maior exemplo disso. A classificação aconteceu com pista seca, assim como o início da corrida, mas as equipes sabiam que a chuva estava chegando. Isso tornou a disputa por posição de pista durante o stint inicial fundamental.

O campeão mundial daquele ano, Jenson Button, acabou prevalecendo, recuperando a liderança após uma primeira volta ruim que o fez cair para o quarto lugar. Essa recuperação aconteceu exatamente quando a Ferrari se tornou a primeira equipe a arriscar, trocando os pneus de pista seca pelos pneus de chuva extrema no carro de Kimi Raikkonen.

Mas, nessa ocasião, o tiro saiu pela culatra: sem água parada na pista, seus pneus Bridgestone perderam rendimento rapidamente. Isso não impediu que outras equipes seguissem o exemplo pouco depois. Na volta 19, mais pilotos mergulharam nos boxes para colocar pneus de chuva extrema, embora os intermediários fossem a escolha mais adequada para aquela fase de transição.

Quem acertou na estratégia foi recompensado. Calçados com pneus intermediários, Button, Nick Heidfeld e Timo Glock lideravam na volta 31, quando a chuva finalmente atingiu o circuito em cheio. A partir daí, porém, não houve mais trégua: a tempestade se tornou torrencial e as condições ficaram impraticáveis, com direito a fortes trovoadas.

Assim, a prova em Sepang seguiu apenas até a 33ª volta, momento em que a direção de prova considerou a pista perigosa demais para continuar. Isso resultou na distribuição de pontos pela metade pela primeira vez desde o GP da Austrália de 1991. Depois disso, levariam mais 12 anos — até o GP da Bélgica de 2021 — para a F1 enfrentar um cenário semelhante.

Grande Prêmio da Malásia de 2013: “Multi 21”

Mark Webber, Sebastian Vettel, Red Bull Racing

Mark Webber, Sebastian Vettel, Red Bull Racing

Photo by: Sutton Images

Antigamente, a Red Bull não era tanto uma "equipe de um só piloto" como é hoje, porque Mark Webber era capaz de bater de frente com Sebastian Vettel ocasionalmente. Às vezes, havia até atritos entre a dupla de 2009 a 2013, sendo a etapa da Malásia, neste último ano, um exemplo claro.

Tanto que isso causou o hoje infame caso do "Multi 21".

Tudo começou com Vettel na pole position, mas Webber fez uma largada excelente saindo de quinto e liderava uma dobradinha da Red Bull na volta 15, graças a ter acertado o momento ideal de trocar para os pneus de pista seca. Obviamente, o futuro tetracampeão mundial havia perdido a liderança, mas a equipe austríaca instruiu seus carros a manterem as posições.

"Sebastian, multi-map 2-1, multi-map 2-1, e cuide dos seus pneus, por favor", foi a mensagem do engenheiro de corrida Guillaume Rocquelin para Vettel na volta 25.

Mas 18 voltas depois, restando 13 para o final, o alemão desafiou a ordem de equipe ao atacar Webber com uma investida frustrada por dentro na Curva 1. "Isso é ridículo, Seb", foi a reação de Christian Horner, mas Vettel continuou atacando de forma insistente.

"Sim, belo trabalho de equipe", ironizou Webber, antes de ser informado pelo rádio: "Ok, Mark, ele foi avisado — ele foi avisado!".

Vettel acabou conseguindo a ultrapassagem e venceu com quatro segundos de vantagem, com Lewis Hamilton, da Mercedes, completando o pódio. Webber, ainda visivelmente frustrado, levou a sua raiva para a sala de espera do pódio e disparou: "Multi-21, Seb, é, Multi-21", enquanto encolhia os ombros.

"No fim das contas, Seb tomou sua própria decisão hoje e terá proteção como de costume, e é assim que as coisas são", acrescentou Webber nas entrevistas do pódio. Vettel pediria desculpas mais tarde.

GP da Malásia de 2016: as chances de título de Hamilton vão pelos ares

Max Verstappen, Red Bull, Daniel Ricciardo, Red Bull, Nico Rosberg, Mercedes

Max Verstappen, Red Bull, Daniel Ricciardo, Red Bull, Nico Rosberg, Mercedes

Photo by: Pirelli

A Malásia foi o ponto de virada na amarga disputa pelo título entre Hamilton e Nico Rosberg durante a temporada de 2016. O britânico chegou com uma desvantagem de oito pontos, estava prestes a transformá-la em uma vantagem de cinco pontos e colocar fim à sequência de três vitórias consecutivas de Rosberg, mas acabou deixando o Sudeste Asiático 23 pontos atrás, restando apenas cinco Grandes Prêmios em disputa.

O britânico havia feito tudo certo, a começar pela classificação, na qual conquistou a pole position liderando uma dobradinha da Mercedes com quatro décimos de vantagem. Em seguida, fez uma largada limpa enquanto o caos se instalava logo atrás. Esse ‘caos’ envolvia Rosberg, que rodou e caiu para o fundo do pelotão após ser tocado pela Ferrari de Vettel, que havia mergulhado por dentro na Curva 1.

Assim, enquanto o seu rival na luta pelo título foi forçado a fazer uma corrida de recuperação, o então atual campeão, Hamilton, controlava tudo lá na frente. Parecia ser um daqueles dias em que ninguém conseguiria pará-lo. Exceto pela sua unidade de potência, que estourou dramaticamente a apenas 15 voltas do fim, fazendo a sua Mercedes parar por completo.

“Algo, ou alguém, não quer que eu vença este ano”, foi a reação de um Hamilton muito abatido, que já havia sofrido com vários problemas de confiabilidade naquela temporada. O que tornou as coisas ainda piores foi o fato de a quebra ter entregado um lugar no pódio no colo de Rosberg, logo atrás de uma dobradinha da Red Bull. O alemão também conseguiu superar uma controversa punição de 10 segundos por um toque em Raikkonen na Curva 2.

Com isso, o episódio deixou a vantagem na briga pelo título nas mãos do carro #6 das Flechas de Prata. Uma vitória na corrida seguinte, no Japão, seguida por quatro segundos lugares consecutivos atrás de Hamilton, rendeu a Rosberg a sua primeira coroa mundial… e, logo depois, a aposentadoria.

RBR faz OFERTA para MANTER MAX, Câmara TESTA FERRARI, Lewis x Leclerc | Russell PREJUDICADO vs Kimi?

Ouça a versão em áudio do PODCAST Motorsport.com:

 

ACOMPANHE NOSSO PODCAST GRATUITAMENTE:

Faça parte do nosso canal no WhatsApp: clique aqui e se junte a nós no aplicativo!

Artigo anterior F1: Verstappen e Wolff são flagrados juntos nas férias e reacendem rumores sobre ida à Mercedes
Próximo artigo F1: Audi descarta novidades no motor até 2027 e prioriza chassi na reta final deste ano

Principais comentários

Últimas notícias