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Como funciona a distribuição de peso em um carro de F1?

FIA define os números básicos, mas são as equipes que fazem a 'mágica'

Alexander Albon, Williams

Foto de: Lars Baron / LAT Images via Getty Images

Construir um carro de Fórmula 1 não é uma tarefa fácil. Os engenheiros precisam pensar em todos os mínimos detalhes no desenvolvimento de um monoposto e sempre ter em mente o peso final.

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As equipes estão sempre buscando soluções que levem os projetos ao limite, explorando os regulamentos da FIA (Federação Internacional de Automobilismo). No entanto, há regras que não permitem uma leitura ambígua.

Em 2026, o peso mínimo dos carros foi diminuído para 768 kg, já contando com o piloto no cockpit e todo o equipamento de segurança. Sendo assim, o peso ideal do monoposto é de 686 kg (já com os pneus), uma vez que os competidores precisam ter, no mínimo, 82 kg.

Peso mínimo dos pilotos

A regra foi introduzida na mudança de regulamento de 2019. À época, ficou decidido que o piloto deveria pesar 80 kg e, caso estivesse abaixo desse limite, deveria usar um lastro para alcançá-lo.

Isso ficou decidido porque os competidores com um peso mais baixo tinham uma clara vantagem sobre os rivais. Além disso, a FIA quis evitar dietas extremistas para que pilotos mais altos não fossem levados a afetarem sua saúde tentando alcançar essa vantagem.

A partir de 2026, o regulamento definiu que esse peso seria de 82 kg (piloto + lastro, se necessário). Esse valor já está considerado nos 768 kg mínimos impostos.

Peso do carro (base)

O projeto do carro é feito na fábrica das equipes, diferente dos pneus - que são fornecidos pela Pirelli. É só assim que os times podem trabalhar na distribuição da massa, apesar da FIA também definir como isso deve ser feito.

Sendo assim, descontando o peso dos pneus - que giram em torno de 44 kg -, o carro 'perfeito' teria no máximo 726 kg para a classificação e 724 kg para a corrida. A diferença de massa está no combustível que é colocado no carro.

Distribuição do peso

Como mencionado anteriormente, as equipes são livres com seus projetos, mas a FIA define como essa massa fica distribuída no carro. O Artigo C4.2 do documento técnico dos carros define que o eixo dianteiro tenha 44% do peso, enquanto a parte traseira carrega 55%.

Esse não é um número fechado, uma vez que a medição conta com uma margem de erro. Dito isso, fica fixo apenas que a parte traseira precisa ser mais pesada do que a frontal.

Apesar de existirem tais regras, a FIA não define um equilíbrio ideal para os carros e permite que as equipes usem lastros para modificar as configurações e encontrar os ajustes perfeitos para suas máquinas.

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