"Corrida pura" x "responsabilidade pela segurança": Chefes de McLaren e Mercedes batem de frente sobre F1 em 2026
Segurança da categoria após batida de Bearman e o regulamento técnico foram pontos de discussão após o GP do Japão
Foto de: Sam Bloxham / Motorsport Images
O GP do Japão de Fórmula 1 foi uma etapa que alimentou ainda mais a polêmica relacionada aos novos regulamentos de 2026, principalmente pela batida de Oliver Bearman, da Haas, ao tentar desviar de Franco Colapinto, da Alpine. Enquanto o chefe da Mercedes, Toto Wolff, elogiou o espetáculo das pistas, o comandante da McLaren, Andrea Stella, fez um alerta para a segurança da categoria.
Na corrida, o piloto da Haas estava cerca de 1s atrás do argentino no setor dois, antes de se aproximar repentinamente na curva Spoon, e perceber que o carro da Alpine estava lento enquanto recuperava energia.
Bearman foi forçado a fazer uma manobra evasiva e, apesar das sugestões de que Colapinto teria se deslocado para a esquerda na frenagem, o fato de ele não ter olhado pelos espelhos mostra que estava apenas seguindo a linha da pista e não defendendo ativamente a 17ª posição.
Com a manobra, o britânico perdeu o controle do carro, atropelou placas de sinalização e rodou para bater com a lateral do carro na parede de proteção, em um acidente de 50G de impacto.
Outra polêmica, mas envolvida na classificação, foi a necessidade de alguns pilotos de 'lift-and-coast' na curva 130R, uma das mais icônicas de Suzuka e que, até 2025 era feita com pé embaixo.
Apesar das reclamações, Wolff, ao DAZN, elogiou os novos regulamentos, afirmando que as mudanças tornam as provas mais animadas.
“A F1 está mudando e se tornando corrida pura, e é muito emocionante ver alguém aproveitando a vantagem e outro tentando recuperá-la".
Stella discordou da visão do comandante das 'Flechas de Prata', destacando, principalmente, as questões envolvendo a segurança dos pilotos, citando o perigo das diferenças nas velocidades entre os carros recarregando bateria e quem acionou a liberação de energia.
"Acho que essa situação [do Bearman], quando se sabe que a velocidade de aproximação pode ser tão alta quanto possível com um carro [com o piloto] levantando [o pé] ou em um superclip e os outros carros com a asa aberta, não é uma surpresa".
"Já dissemos isso nos testes. Está na agenda da FIA, no que diz respeito aos aspectos desses regulamentos de 2026 que devem ser melhorados".
O chefe da McLaren afirmou que não deveriam ter esperado um acidente como o do piloto da Haas para agir.
"Não queremos esperar que as coisas aconteçam para tomar medidas. Então, hoje algo aconteceu. Acho que Oliver, felizmente, parece ter saído disso com apenas alguns hematomas, mas nada muito grave".
"Nós temos a responsabilidade de implementar as medidas que, especialmente do ponto de vista da segurança, devem ser adotadas", concluiu o italiano.
FUTURO de VERSTAPPEN, integração com RED BULL, BORTOLETO, SEGURANÇA da F1 e mais | RAFAELA FERREIRA
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