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Di Grassi detona regras da F1 2026: "Extremamente mal elaboradas"

"As regras são muito estranhas. Em algumas pistas, isso cria muitos problemas", afirmou o brasileiro; confira

Lucas Di Grassi, Lola Yamaha ABT Formula E Team

Astro da Fórmula E, o brasileiro Lucas di Grassi acredita que os carros de Fórmula 1 2026 foram projetados de forma “extremamente ruim”, questionando a lógica por trás das novas regulamentações da categoria.

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A F1 introduziu um novo conjunto de unidades de potência este ano como parte de uma ampla reformulação técnica, com o sistema MGU-K se tornando mais potente e representando quase metade da potência total do carro.

Essas novas regras receberam críticas, com o tetracampeão Max Verstappen descrevendo os carros de 2026 como “Fórmula E com esteróides” devido à maior dependência do gerenciamento e da captação de energia.

Di Grassi, que também correu no auge da era LMP1 do Campeonato Mundial de Endurance (WEC, na sigla em inglês) com a Audi, considera que a incorporação de tecnologia de elétricos não é o problema em si, mas sim a forma como as regras foram elaboradas.

“As regras híbridas da F1 são extremamente mal elaboradas”, disse di Grassi, que pilotou pela Virgin na F1 2010, ao Motorsport.com. “A culpa não é apenas do sistema híbrido. São as regras decididas pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e algumas pessoas dentro da FIA que decidiram as regras [que são as culpadas]".

“Não sei qual é a lógica por trás dessas regras, mas são regras muito estranhas. E para a F1, isso torna o carro muito lento e, às vezes, pouco eficiente ou pouco competitivo, e é por isso que os pilotos estão reclamando", seguiu Lucas.

Oscar Piastri, McLaren, Andrea Kimi Antonelli, Mercedes, Esteban Ocon, Haas F1 Team, Alexander Albon, Williams, Sergio Perez, Cadillac Racing

Oscar Piastri, McLaren, Andrea Kimi Antonelli, Mercedes, Esteban Ocon, Haas F1 Team, Alexander Albon, Williams, Sergio Perez, Cadillac Racing

Foto: Mark Sutton / Fórmula 1 via Getty Images

Di Grassi também afirmou que o roteiro técnico da Fórmula E poderia, em última análise, permitir que ela ultrapassasse a F1 em desempenho absoluto.

Com o campeonato totalmente elétrico pronto para introduzir seu carro Gen4 de 800 cv na próxima temporada e mais atualizações planejadas para o futuro, ele acredita que o desenvolvimento contínuo das baterias pode fazer com que a Fórmula E se torne a categoria mais rápida do mundo.

“Meu ponto é que a Fórmula E terá os carros mais rápidos do mundo em alguns anos”, disse o campeão da temporada 2016/17 da categoria elétrica. “Depende de nós apresentarmos uma boa melhoria para a Gen 4.5 e a Gen 5. Temos o potencial". 

“Então, o que acontecerá quando a Fórmula E for muito mais rápida que a F1? Os melhores pilotos do mundo irão pilotar na Fórmula E?", questionou.  

"As pessoas vão considerar que os pilotos da Fórmula E são finalmente melhores do que os da F1 porque o carro é mais rápido? Ou os pilotos da F1 virão para cá? Talvez eles façam dois programas", refletiu o brasileiro.

“Naturalmente, é assim que vai ser. Se haverá uma força política por trás disso, não sei. Mas, naturalmente, o carro da Fórmula E será muito mais rápido que o da F1", seguiu.

Questionado se ele havia conversado com algum piloto de F1 que testou o pacote de 2026, o brasileiro respondeu: “Sim, conversei com alguns. Conversei com algumas pessoas que estão no simulador, e as regras são muito estranhas. Em algumas pistas, isso cria muitos problemas.”

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