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EXCLUSIVO: Bortoleto esclarece mistério sobre contrato com a Audi na F1

Brasileiro admitiu que gostaria de manter Nico Hulkenberg como companheiro de equipe na próxima temporada

Gabriel Bortoleto esteve no Brasil durante as férias da Fórmula 1 e participou do evento de lançamento do novo sabor da Kitkat em São Paulo, que contou com a presença do Motorsport.com Brasil que, inclusive, conversou exclusivamente com o piloto.

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A bagagem europeia e os desafios

Na F1, o conhecimento prévio dos traçados é um ativo valioso. Para Bortoleto, a transição para os circuitos fora do continente europeu em seu ano de estreia representou um obstáculo natural, algo que ele enxerga com muito mais clareza no momento atual.

A diferença na performance entre circuitos bem conhecidos em categorias anteriores [Fórmula 2 e Fórmula 3] e locais estreantes ficou evidente ao longo do seu ano de novato, principalmente considerando o comportamento do carro da Sauber da época.

"Eu acho que algumas delas foram porque era minha primeira vez. Obviamente era meu primeiro ano na F1. A gente sabe que o carro que a gente tinha no ano passado também era um pouquinho diferente", começou o brasileiro.

"A gente tava numa equipe em que raramente a gente conseguia entrar num Q3, muitas vezes até no Q2 era difícil. Então, muitas vezes eu só tinha uma chance de classificação no Q1, tinha que entregar tudo na primeira volta".

O piloto ressalta que a experiência acumulada nas categorias de base serve como uma vantagem competitiva nas pistas tradicionais do Velho Continente.

"Quando você conhece uma pista, já esteve nela três, quatro vezes nas outras categorias, isso faz uma grande diferença. Você sabe onde estão os buracos, as zebras, como tem que entrar nas curvas".

"Estatisticamente, no ano passado andei muito melhor em pistas que já conhecia — até fora da Europa, como Melbourne e Abu Dhabi, onde fiz uma grande classificação. Espero que agora, com um ano de experiência nesses circuitos, as coisas sejam diferentes".

Do "cru" à maturidade: uma curva de aprendizado acelerada

A transição da F2 para o grid principal da F1 exige adaptação imediata, algo que Bortoleto vivenciou na pele devido à escassez de testes com carros de especificações anteriores (TPC - Test with Previous Cars).

Olhando para trás, o brasileiro reconhece o salto de maturidade que deu em um curto espaço de tempo dentro do ambiente de alta pressão. Vale lembrar que o brasileiro era considerado o novato com a menor experiência na categoria, tendo feito pouquíssimos testes em pista com a McLaren - equipe da qual fazia parte da academia antes de assinar com a Sauber.

"Estou totalmente diferente", explicou o brasileiro. "Cheguei na F1 muito cru. Tudo aconteceu muito rápido, essa é a verdade. Minha chance aconteceu de uma hora para outra. Eu não tinha feito nenhum treino praticamente, nem TPC. Tive que entrar direto em uma temporada fazendo apenas a pré-temporada no Bahrein".

Apesar das exigências iniciais, o apoio interno que encontrou na Sauber foi crucial para consolidar sua evolução contínua ao longo das corridas.

"A quantidade de aprendizado que tive durante o ano foi gigante. Ainda continuo aprendendo muita coisa, mas tive uma equipe que me apoiou em todos os momentos".

"Tivemos grandes momentos no ano passado e, até agora, estou muito feliz com esta temporada. Temos conquistado muitas coisas juntos e deixado o carro cada vez mais competitivo".

Com o mercado de pilotos constantemente movimentado por especulações para a próxima temporada, o piloto esclareceu sua situação contratual com a Audi, afastando qualquer dúvida sobre cláusulas de saída ou incertezas para os próximos anos.

O brasileiro enfatizou a solidez da parceria e o alinhamento com a visão de longo prazo traçada pela diretoria da equipe alemã.

"Até onde eu posso falar também, porque é algo que é sigiloso, mas digamos que não tem cláusulas. Eu tenho um contrato longo com a Audi. Eu vou estar com a Audi o ano que vem, não só o ano que vem, os outros anos seguintes também".

"A intenção, eu sempre falei isso desde o começo, é um projeto a longo prazo, o Mattia [Binotto] sempre vive falando até 2030. Então, vamos colocar dessa maneira".

O foco de Bortoleto está no desenvolvimento gradativo da estrutura e do motor, passo a passo, construindo uma base sólida para colher resultados no futuro.

"É um projeto no qual eu acreditei ao entrar e eles acreditam no meu potencial. Estou muito animado. Este ano foi o primeiro passo para construir um carro novo e um motor novo. O ano que vem será mais um passo para colocarmos as coisas em prática".

Rumores sobre saída de Hulkenberg

Estar ao lado de um companheiro experiente como Nico Hulkenberg tem sido um fator positivo no processo de desenvolvimento do carro e da própria equipe. Sem entrar no mérito das vagas restantes no grid ou de pilotos de reserva, o brasileiro valorizou a dinâmica de trabalho com o alemão.

"Posso falar que a minha vaga está fechada. Não vou comentar o contrato dos outros, mas gosto muito de trabalhar com o Nico. Quero deixar isso bem claro. É um cara rápido, experiente e que traz muitas coisas positivas para a equipe. Confio no meu potencial e no trabalho que estamos fazendo".

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