Expansão da F1 nos EUA "está apenas começando", destaca Domenicali
CEO da categoria falou sobre potencial de crescimento da F1 no país, para além das três etapas no calendário atual
Formula 1 CEO Stefano Domenicali speaks at the Autosport Business Exchange Miami
CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, afirmou que a categoria está apenas começando a explorar seu potencial comercial nos Estados Unidos.
Em discurso no Autosport Business Exchange Miami, Domenicali refletiu sobre um período de expansão impressionante da F1 nos Estados Unidos, revelando que há interesse em sediar mais corridas no país, além das atuais em Miami, Austin e Las Vegas.
“Se você pensar bem a F1 sempre esteve nos EUA , mas de forma aleatória, eu diria, em termos de presença”, explicou. “Estivemos em Detroit, Indianápolis, Austin. E da última vez que estivemos em Austin, não há 100 anos, mas há apenas oito, tivemos cerca de 60 mil pessoas".
"E agora temos três corridas em que a média de público é enorme. Isso significa que a evolução do amor pela F1 neste país tem sido fenomenal. Quando quisemos estar em Miami, achamos que era o lugar certo, uma cidade que está, basicamente, muito alinhada com tudo o que a F1 quer ser: um lugar glamouroso, o ambiente econômico certo, o lugar que precisa liderar o desenvolvimento do crescimento do negócio nos EUA", continuou.
“E agora, acho que curiosamente, após três corridas, há muitos pedidos para estar mais nos EUA. E isso é algo que precisamos administrar, claro, com cuidado", acrescentou.
Embora tenha reconhecido o crescimento que o campeonato já experimentou no país, o chefe da F1 argumentou que é apenas o começo: "Estamos apenas no início de nossa jornada, ainda não chegamos lá. E sempre disse que o esporte nos EUA, que respeitamos muito, faz parte da cultura".
“E mudar uma cultura, ou fazer com que ela evolua, leva tempo. Portanto, precisamos apenas continuar insistindo no que queremos fazer junto com nossos parceiros e promotores, porque a F1 nos dá uma oportunidade de crescimento que é tremenda e enorme".
"E a dimensão do negócio que você encontra nos EUA não se encontra em nenhum outro lugar do mundo. É claro, somos um esporte mundial que precisa captar a atenção de todas as empresas e de todos os esportes ao redor do mundo, mas, sem dúvida, esse mercado e esse país representam para nós uma área na qual investimos e continuaremos a investir, com os parceiros certos. Porém, é algo que levará tempo".
"E não desistimos. Sabemos que os maiores esportes nos EUA ainda estão distantes, mas somos corredores, portanto, não somos tímidos e vamos entrar em modo ataque, respeitosamente, é claro, em relação aos outros esportes, mas vamos fazer parte da cultura dos fãs americanos mais cedo do que você imagina", concluiu.
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