F1: Alpine avalia mudança de nome em 2027 após negociações com gigante da moda
Time de Enstone estaria conversando com a Gucci sobre patrocínio master para 2027
Os bons resultados obtidos no início da temporada da Fórmula 1 trouxeram de volta o sorriso à Alpine. Nas quatro etapas disputadas até agora, a equipe manteve-se constantemente entre as dez primeiras, subindo para o quinto lugar no campeonato de construtores, a sete pontos da Red Bull. Na última etapa, em Miami, para coroar esse bom momento, houve também o excelente desempenho de Franco Colapinto, que cruzou a linha de chegada em sétimo lugar.
Quando chegam boas notícias da pista, é natural que o clima se torne cada vez mais favorável também fora dela. Segundo o portal GPBlog, o time de Enstone estaria negociando com a Gucci, grife de vestuário italiana, o posto de patrocinadora master para 2027.
A Gucci é uma das marcas de propriedade do grupo Kering, cuja liderança (no cargo de CEO) é ocupada desde setembro passado por Luca De Meo, proveniente do Grupo Renault. Por vários anos, o executivo italiano esteve muito próximo do projeto da F1, promovendo a mudança de nome da equipe de Renault para Alpine, com o objetivo de relançar a imagem da marca esportiva do grupo.
Outro caso envolvendo a Alpine também está em destaque. Em março surgiu o boato de que a Mercedes estaria de olho na participação de 24% da Otro Capital na Alpine. O investimento, de 200 milhões de euros em 2023, revelou-se extremamente lucrativo, já que o valor da participação teria hoje mais do que triplicado. Daí a possibilidade de a Otro Capital decidir monetizar por meio de uma alienação.
Franco Colapinto, Alpine, Pierre Gasly, Alpine
Foto de: Liam Fabre
A Mercedes, parceira técnica da Alpine a partir deste ano, foi o primeiro nome a surgir como potencial compradora, e não faltaram reações no paddock. Há quem tenha se mostrado surpreso com a ideia de ver uma equipe oficial com outro fabricante presente em seu acionariado e, sobretudo, quem expressou preocupação com as possíveis implicações decorrentes da presença da Mercedes em uma segunda equipe.
No fim de semana de Miami, o presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, esclareceu que a Federação está analisando e avaliando a legitimidade de um único fabricante possuir duas equipes.
Caso a FIA decida intervir bloqueando a operação, a questão poderia envolver também a Red Bull, que há vinte anos controla uma segunda equipe. Nesse caso, porém, as origens da situação estão longe de lógicas políticas, já que em 2005 a equipe foi salva do fechamento após o difícil período sob a gestão de Paul Stoddart.
No entanto, a questão permanece em aberto. É possível que entre os potenciais compradores surjam também outras empresas, mas não se pode excluir que, no final, seja a própria Alpine a readquirir a participação vendida há dois anos e meio, exercendo o direito de preferência previsto no acordo.
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