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F1: “Alterações não vão mudar o que vocês veem”, alerta FIA sobre mudanças no regulamento

Chefe de monopostos da Federação elogiou cooperação das equipes e fabricantes, mas explica que público não deve ter altas expectativas sobre o que será visível

Isack Hadjar, Red Bull Racing

Foto de: Marcel van Dorst / EYE4images / NurPhoto via Getty Images

Anunciadas já na segunda-feira e prestes a serem ratificadas, o que deve ser uma mera formalidade, as alterações introduzidas no regulamento técnico da Fórmula 1 a partir do GP de Miami devem ser vistas como "evolução, não uma revolução".

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Essa é a mensagem da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), que, apesar da complexidade e da quantidade de mudanças, lembra que se trata de fazer ajustes para melhorar gradualmente a situação, e não de mudar drasticamente a face da competição.

Superclipping, recuperação de energia ou segurança nas largadas são pontos críticos que foram abordados, mas, na prática, as expectativas do público devem ser moderadas. 

“No que diz respeito ao que vemos na pista, essas mudanças não são revolucionárias”, advertiu Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da FIA, em vídeo postado pela Federação.  “Elas não vão mudar fundamentalmente o que vocês veem. As classificações serão mais intensas para os pilotos. Talvez vocês percebam isso nas câmeras onboard ou no ruído da unidade de potência, por exemplo. Talvez seja algo que veremos”.

Com a pausa forçada do mês de abril, consequência da guerra envolvendo os EUA e o Irã, e do cancelamento de dois GPs, os atores da F1 puderam se reunir e chegar a um acordo durante uma série de reuniões. E é sobretudo essa cooperação construtiva que a FIA quer destacar, já que não precisou impor nada unilateralmente, por exemplo, em nome da segurança.

“Além da votação positiva que houve, e que foi unânime em relação a essas mudanças, a maioria dos fabricantes de motores e equipes renovou seu apoio à FIA e sua gratidão pelo trabalho que realizamos”, destacou Tombazis. “Acredito que o mesmo se aplica aos pilotos, que se sentiram envolvidos nesse processo. Agora, nossa esperança é que o público perceba o mesmo". 

Nikolas Tombazis

Nikolas Tombazis

Foto de: Andy Hone / Motorsport Images

“O regulamento da Fórmula 1 evolui por natureza, é um documento vivo”, acrescentou.  “Temos uma tecnologia que evolui com o tempo e que exige adaptação". 

“Temos 11 equipes de Fórmula 1 e cinco fabricantes de motores, ou seja, 16 entidades com talvez 200 engenheiros cada, totalizando mais de 3 .000 engenheiros trabalhando no desenvolvimento dos monopostos e dos motores. É impossível esperar que essas 3 .000 pessoas que trabalham dia e noite não encontrem maneiras de corrigir as coisas. Portanto, é um processo normal na F1", finalizou. 

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