F1: "Apenas equipes que estão atrás reclamam" do regulamento, dispara Sulayem
Presidente da FIA defendeu novo conjunto de regras, mas voltou a falar sobre desejo da volta dos V8
Mohammed ben Sulayem, FIA President
Foto de: Sam Bloxham / Motorsport Images
O regulamento de 2026 da Fórmula 1 tem sido alvo de críticas desde a pré-temporada, tanto por alguns pilotos quanto pelo público, especialmente por causa do aumento da influência da parte elétrica no motor. Porém, segundo o presidente da Federação Internacional de Automobilismo, Mohammed Ben Sulayem, apenas um grupo específico está insatisfeito.
"Nós consultamos os fabricantes de unidades de potência e as equipes. Quando eu comecei era 2022 - assinei em agosto de 2022, mas isso não aconteceu em oito meses. [O regulamento] foi discutido por um ano e meio, com todos os times, e então foi introduzido", disse Ben Sulayem em entrevista a Forbes.
"Todos tiveram o mesmo tempo. Se você olhar para agosto de 2022 e então a implementação no primeiro dia de testes, em Barcelona, foi tempo suficiente para todos. Alguns tiveram problemas com o carro, com a unidade de potência ou com o chassi, mas é incrível como apenas aqueles que estão atrás estão reclamando. Você escutou a Mercedes ou a Ferrari reclamando? Não, claro que não. É um ciclo", continuou.
Sulayem ainda destacou que "são competidores, isso é ser competitivo", reforçando que a crítica vem daqueles que "talvez não tenham feito a coisa certa". Ainda assim, após o GP do Japão, terceiro da temporada, foram feitas algumas modificações nas regras, visando melhorias no 'espetáculo' da F1, mas, acima de tudo, mais segurança. As atualizações começaram a valer em Miami.
"Nós tivemos uma discussão após a Austrália. Conversamos com o departamento técnico, com a comissão de monopostos e então consultamos os pilotos sobre como aplicar a eletrificação e uma questão de segurança, então agora parece melhor", explicou. "Isso é nossa responsabilidade. Nós não tomamos decisões apenas porque achamos que são as certas. Nós engajamos, consultamos, pegamos todas as informações e então vimos o que era o melhor para todos, não para uma equipe só".
Além das mudanças já em curso, a FIA anunciou novas alterações na unidade de potência a partir do ano que vem, com a parte elétrica perdendo parte da influência que lhe foi dada este ano. Porém, Ben Sulayem já tem planos ainda mais longínquos e não esconde o desejo de voltar com os motores V8 para a F1.
"O novo motor, nós falamos sobre o V8 e agora estou pensando mais em trazer o V8 de volta porque no fim de 2030 a FIA volta a ter o poder de decidir o motor sem precisar passar por uma votação, mas gostaríamos de fazer isso um ano antes", finalizou.
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