F1: Aston Martin admite "parcela de culpa" nos problemas do carro
Equipe acredita que não consiguirá mudar a situação drasticamente para Miami
A Aston Martin teve um início de temporada bastante difícil na Fórmula 1 e não parece que irá reverter a situação tão cedo. Embora grande parte dos problemas tenham sido relacionados ao motor da Honda, a equipe admitiu recentemente que o chassi também não é perfeito.
Depois que o próprio Lance Stroll apontou uma falta de equilíbrio e carga aerodinâmica no GP do Japão, perguntaram ao representante da equipe na pista, Mike Krack, que foi honesto em sua resposta, com o engenheiro-chefe da Honda ao seu lado.
Krack apontou a margem de melhoria que também existe no lado do chassi, ou seja, na parte do carro além do motor.
"Acho que esse é um ponto muito importante", começou ele. "Do ponto de vista do chassi, acho que temos que ser sinceros. Temos que reconhecer que, no déficit de desempenho que temos, nós temos nossa parcela de culpa".
"Não somos bons nas curvas de alta velocidade, não estamos no limite de peso... Portanto, há coisas nas quais precisamos trabalhar duro de cara para o futuro. Se conseguirmos resolver isso, daremos um passo à frente".
"Ao mesmo tempo, sabemos que a Honda não quer estar onde está. Por isso, eles estão se esforçando ao máximo. Então, acho que ambos temos muito trabalho pela frente.
Acho que precisamos aproveitar essas cinco semanas para dar um passo à frente".
No entanto, quanto aos prazos para melhorar o chassi, Krack teme que isso não seja possível para a próxima corrida, em 3 de maio, em Miami: "Bem, isso é difícil de dizer. Como já disse em Xangai, não podíamos fazer milagres em duas semanas. E também não se podem fazer milagres em cinco".
"É um trabalho contínuo. Acho que vimos, com os problemas que tivemos desde Barcelona, que, se trabalharmos duro durante três meses — na verdade são dois —, conseguimos melhorar a confiabilidade a ponto de estarmos em um nível em que, pelo menos, podemos rodar e, no mínimo, podemos competir".
"Portanto, acho que não vamos fechar a lacuna para Miami, mas vamos tentar de tudo para reduzi-la. E quanto será, já veremos. Não devemos esquecer que a Fórmula 1 não fica parada".
Sobre essa última observação, ele continuou: "Já disse isso antes, a F1 não espera por você. Portanto, nossos concorrentes certamente também trabalharão duro. E com a intensidade que existe em uma temporada de corridas, é difícil reduzir as diferenças. Temos que estar cientes disso e nos esforçar ao máximo. Não há nenhuma receita mágica para isso".
FUTURO de VERSTAPPEN, integração com RED BULL, BORTOLETO, SEGURANÇA da F1 e mais | RAFAELA FERREIRA
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