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Chefe de projeto da marca falou sobre prioridades de melhoria da equipe para o futuro

Mattia Binotto, Audi F1 Team

Estreante como time de fábrica na Fórmula 1 em 2026, a Audi ocupa a oitava colocação no campeonato de equipes e teve como melhor resultado o nono lugar de Gabriel Bortoleto na Austrália. Com um desempenho modesto até aqui, a equipe sabe que há pontos de melhoria e Mattia Binotto, chefe de projeto da marca, deu mais detalhes sobre o assunto. 

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O italiano explicou que, embora o foco seja a melhoria da unidade de potência, a eficiência energética e a dirigibilidade também precisam de atenção. “Estamos cientes de que, se eu analisar o desempenho geral e a diferença em relação aos melhores, o maior ganho está na unidade de potência em si. Portanto, a maior parte da nossa diferença está aí, o que não é uma surpresa”, disse ele ao F1.com.

“Já esperávamos isso. Sabemos como é difícil construir uma unidade de potência totalmente nova, então não é algo que nos surpreendeu e nem nos desaponta. Sabíamos que seria o maior desafio e que é onde há mais a ganhar em termos de desempenho, porque a diferença é significativa, mas temos planos para desenvolvê-la", continuou. "Isso faz parte da nossa jornada. Estabelecemos um objetivo geral para 2030 não por acaso, sabíamos quanto tempo isso levaria". 

Gabriel Bortoleto, Audi F1 Team

Gabriel Bortoleto, Audi F1 Team

Foto: Glenn Dunbar / LAT Images via Getty Images

No entanto, Binotto ainda acrescentou que não apenas o motor deve passar por atualizações: “É a eficiência energética, a distribuição de energia, mas também a dirigibilidade, a qual também envolve a troca de marchas, que é muito brusca para nós no momento".

"O carro é instável na frenagem e na aceleração devido à 'dureza' da mudança de marcha. Talvez as relações de transmissão não estejam corretas e a dirigibilidade é tão importante quanto o desempenho puro. Acho que, se somarmos desempenho e dirigibilidade, isso pode significar até um segundo por volta. Acredito que, no carro em si, no chassi, fizemos um bom trabalho. A maior parte da diferença vem da unidade de potência. Vamos conseguir", falou. 

A F1 está atualmente em um intervalo de cinco semanas entre os GPs do Japão e de Miami devido ao cancelamento das provas do Bahrein e da Arábia Saudita. Binotto acrescentou que o intervalo será “muito importante” para a Audi “se reorganizar e se concentrar novamente nos próximos desenvolvimentos”.

“Acho que é realmente uma oportunidade para nós porque, desde os testes de fim de ano, temos nos concentrado muito em resolver todos os problemas que tivemos, garantindo que, para a corrida seguinte, estivéssemos preparados e os tivéssemos resolvido”, disse.

“Essa preparação tem consumido muito tempo. Quando você está totalmente absorvido pela preparação para as corridas, não consegue se desenvolver como gostaria. Por isso, acho que essa pausa em abril — que não é uma pausa de verdade — será muito importante para nos reorientarmos, nos concentrarmos nos próximos desenvolvimentos e garantirmos que não estamos apenas corrigindo problemas, mas também nos desenvolvendo adequadamente", concluiu. 

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