F1 - Bortoleto desmistifica pilotagem diferente em 2026: "Tenho corrido da mesma forma"
Brasileiro da Audi foi na contramão das críticas sobre o novo regulamento da F1, mas destacou que Spa-Francorchamps será difícil no gerenciamento de bateria
As mudanças técnicas do regulamento de 2026 daFórmula 1continuam a gerar polêmica e críticas por parte dos pilotos. No entanto, para Gabriel Bortoleto, o estilo de pilotagem não mudou consideravelmente em relação ao ano anterior.
No dia de mídia da Bélgica, Bortoleto apontou que não há muita diferença entre a forma que os pilotos freiam do ano passado para esse em relação à pista de Spa, principalmente pela alteração das regras técnicas em relação ao começo de 2026.
"Do meu ponto de vista, não. Podemos atacar [as zonas de frenagem] da mesma maneira. Acho que foi diferente no início do ano, quando tivemos que tirar o pé do acelerador por causa dos 350 kW negativos que estavam sendo recuperados".
"Mas depois que atualizaram o regulamento para permitir a recuperação no superclip, dá para acelerar a fundo e depois simplesmente pisar no freio normalmente. Talvez eu descubra algo novo neste fim de semana, não sei. Talvez eu esteja freando errado o ano todo".
Sobre o equilíbrio dos freios, o brasileiro da Audi também afirmou que parece muito com 2025: "Acho que está bem parecido com o ano passado. Não mudei muito. Algumas mudanças daqui para uma ou outra pista, mas não se trata apenas de gerenciamento de energia".
"Também tem a questão de como pilotar mais rápido nas curvas, sabe. Se eu começar a mudar completamente minha distribuição de peso e bagunçar o equilíbrio do carro, não importa se eu economizar 100 mJ a mais, 100 kJ a mais, vou perder mais ao fazer a curva errada, sabe".
"Já ouvi muita gente falando sobre isso, outros pilotos, diferentes maneiras de abordar as curvas. Mas, pelo menos da minha parte, da maneira como venho pilotando desde o ano passado, tenho corrido da mesma forma este ano".
"Talvez você se adapte um pouco aqui ou ali porque, sabe, como nas chicanes, normalmente você usa a aceleração de um jeito diferente. Você não quer, talvez, desperdiçar energia entre uma das duas curvas. Então, você lida com a forma como quer usar a potência de maneira diferente entre duas curvas rápidas".
"Mas eu não penso demais nisso, tipo, 'preciso manter mais velocidade mínima' porque assim não desperdiço energia".
"Eu piloto da maneira que acredito ser a mais rápida na curva, e isso tem funcionado. E, em nossas simulações, não há nada de errado nisso nem nada que devamos fazer de forma muito diferente".
Foto de: Andy Hone/ LAT Images via Getty Images
Spa também foi palco de uma boa corrida de Bortoleto em sua temporada de estreia. Questionado se vai repetir esse desempenho na pista belga, o brasileiro destacou que ele e a equipe devem ser realistas.
"Vamos ver. Acho que aqui precisamos ser realistas também. Sabemos que sofremos um pouco, nosso carro sofre um pouco em pistas com muitas retas".
"Na minha opinião, não vai ser um fim de semana fácil para nós. Acho que, ao mesmo tempo, Spa é uma pista que tem muitas curvas no segundo setor. Então, podemos nos sair bem nessas curvas. Podemos fazer a diferença. Mas também há muitas retas. Então, vamos ver".
"Não vou me pronunciar aqui se vai ser bom ou ruim. Mas estou curioso para ver como nosso carro vai se comportar em uma pista como essa".
Sobre a próxima corrida, na Hungria, Bortoleto espera um resultado melhor: "E então, em Budapeste, é uma pista que tem um pouco menos de retas, sabe, e tem muitas curvas. Então, essa é uma pista que, acredito, combina um pouco mais com a gente".
Gestão de bateria em Spa
Foto de: James Sutton / LAT Images via Getty Images
Sobre a gestão de bateria, Bortoleto afirmou que o traçado na Floresta das Ardenas será complicado para isso: "Acho que será, obviamente, uma das pistas mais difíceis do ano em termos de gerenciamento de energia", começou Gabriel.
"É definitivamente um tipo de pista em que teremos muitos 'clippings' e 'superclippings' para recuperar a bateria, além de longas retas".
O brasileiro da Audi foi questionado se o trecho depois da curva Raidillon será utilizado para recarregar as baterias dos carros, o que ele concordou.
"Sim, isso vai acontecer. É, porque, quer dizer, obviamente acho que, quando entrarmos no carro, teremos mais dados para coletar e ver quais são os melhores pontos para tentar aplicar a energia, e com certeza faremos testes também para entender se é melhor fazer isso um pouco mais cedo ou mais tarde".
"Mas sim, obviamente não quero entrar em muitos detalhes sobre onde estamos concentrando nossos esforços aqui ou ali, porque isso é algo que outras pessoas vão, naturalmente, ficar de olho, todas as equipes. Mas vai ser bem interessante a forma como estamos nos posicionando nesta pista".
Outra pergunta feita ao brasileiro diz respeito ao trabalho de otimização do estilo de frenagem não apenas para melhorar o ritmo, mas também para melhorar a captação de energia.
"Para ser sincero, ouvi de outros pilotos que eles trabalham de maneiras um pouco diferentes: alguns um pouco menos, outros um pouco mais. Da minha parte, posso dizer que, até agora, a equipe não identificou nada que eu pudesse fazer a mais para a recuperação da minha bateria".
"Acho que a maneira como fui ensinado a pilotar este carro desde o início do ano no simulador foi toda voltada para maximizar nosso uso de energia. Portanto, até agora tem funcionado muito bem".
Colaboração de Benjamin Vinel
FUTUROS de MAX, Russell e GABRIEL: Empresário de RUBINHO na F1 analisa! G.Rodrigues, PIPO e Da Costa
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