F1 - Bortoleto detalha relação com "amigo e mentor" Verstappen: "Serei eternamente grato"
Jovem piloto brasileiro e tetracampeão holandês nutrem amizade há alguns anos
Max Verstappen, Red Bull Racing, Gabriel Bortoleto, Audi F1 Team, Sergio Perez, Cadillac Racing
Foto de: Lars Baron / Getty Images
Único representante do Brasil no grid da Fórmula 1, Gabriel Bortoleto chegou à categoria no ano passado após títulos consecutivos na F3 e na F2, tendo como amigo e "mentor" Max Verstappen, tetracampeão de F1. O jovem piloto da Audi e o holandês nutrem uma relação especial há alguns anos e, mesmo sendo 'rivais' na pista continuam compartilhando experiências e conselhos, algo que Bortoleto considera fundamental em sua carreira.
Em nova entrevista ao portal RacingNews365, o brasileiro começou destacando que, "antes de tudo", Verstappen é "um amigo, alguém com quem fico feliz em passar tempo fora das pistas, jogar videogame e me divertir".
"Ele é um mentor no sentido de que me dá muitos conselhos. Ele me ajudou enormemente com a minha carreira quando eu era mais novo e continua ajudando agora, com todos os meus contratos e muitas das coisas que compartilhei com ele, opiniões e dúvidas sobre o que eu deveria fazer nesta ou naquela situação. Graças a ele, muitas coisas boas aconteceram na minha carreira", continuou.
O brasileiro ainda deu mais detalhes sobre o comportamento do tetracampeão, afirmando que Verstappen "é simplesmente alguém que faz muito por você sem esperar nada em troca, e esse tipo de pessoa é especial. Vou ser extremamente grato a ele, pelo resto da minha vida".
"Espero que um dia eu possa fazer por outro garoto o mesmo que ele fez por mim. Seria incrível ter sucesso na F1 e poder encontrar alguém jovem, com talento, e ajudá-lo a realizar seus sonhos também, sendo para ele o que ele foi — e é — para mim", acrescentou.
Porém, apesar da amizade continuar, ela ganhou novas camadas com a chegada de Bortoleto à F1. Por serem de times diferentes, existe certa limitação naquilo que pode ser compartilhado entre eles, no entanto, segundo o brasileiro eles continuam colaborando para o crescimento um do outro.
"Ele é aberto, obviamente dentro de alguns limites. Estamos em equipes diferentes e não podemos falar tudo, mas as coisas que podemos dividir para ajudar, acho que fazemos com frequência", explicou. A dinâmica acaba sendo facilitada pois os dois "não estão disputando o título mundial um conta o outro", o que faz com que Gabriel considere juto que se ajudem.
"Tirei muito proveito dos conselhos que ele me deu e espero que ele também tenha conseguido aproveitar alguns dos que eu dei a ele", completou.
Ainda assim, o paulista garante que, dentro da pista, a disputa entre eles não é influenciada pela amizade: "Quando baixamos a viseira, se eu o vejo na pista, ele corre duro contra mim e eu contra ele, sempre com respeito, mas de forma muito competitiva".
"Até agora não tivemos muitas oportunidades de disputar diretamente porque, no ano passado, ele tinha um carro muito competitivo e eu ainda não estava nesse nível. No começo deste ano tivemos algumas batalhas, mas agora ele voltou ao topo. Vamos ver se consigo chegar lá em breve. Espero que sim", concluiu.
Pilotos CHORÕES, o golpe em Russell, GALVÃO, Bortoleto, NASCAR Brasil e + | Cacá Bueno e Caio Collet
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