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F1 - Brown critica potencial compra de parte da Alpine pela Mercedes: "Prejudica integridade do esporte"

CEO da McLaren reiterou críticas ao aumento das estruturas ligadas a mais de uma equipe

Zak Brown, McLaren

CEO da McLaren, Zak Brown voltou a criticar a possibilidade de a Mercedes adquirir uma participação, mesmo que minoritária, na Alpine, argumentando que esse modelo, denominado por ele de “equipes A e B” na Fórmula 1, representa um risco para a integridade do esporte.

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Crítico assumido da 'criação de laços profundos' entre equipes, Brown deu mais detalhes do porquê não vê benefícios para o esporte nesse tipo de relação. O caso já é discutido há algum tempo, especialmente pelo fato de a Red Bull, em teoria, ter duas equipes no grid. A parceria técnica entre Ferrari e Haas e o interesse do time comandado por Toto Wolff na Alpine, na verdade, reacenderam as discussões. 

Falando com a imprensa em evento da McLaren na última quinta-feira, o CEO enfatizou que suas opiniões se aplicam a todos: “Há dez anos venho dizendo a mesma coisa. Não gosto de participações acionárias conjuntas e equipes A-B. O risco de que tais situações prejudiquem a integridade esportiva é muito alto". 

"Já vimos isso acontecer na pista de forma esportiva, com Daniel Ricciardo [então na AlphaTauri] tirando de nós o ponto da volta mais rápida [no GP de Singapura de 2024] para ajudar a outra equipe. Já vimos violações de propriedade intelectual nos dutos de freio da Racing Point [no escândalo da ‘Mercedes Rosa’ de 2020, devido à semelhança entre os carros]. Já vimos funcionários mudarem de uma equipe para outra da noite para o dia [entre times afiliados], enquanto nós temos que esperar e às vezes fazer acordos financeiros, o que acaba impactando nosso teto orçamentário", continuou. 

“Então, quando você vê outras equipes transferindo pessoas de uma para outra, e ainda por cima sem compensação financeira, isso é uma vantagem financeira injusta e uma vantagem esportiva injusta. Já vimos Ferrari e Haas movimentarem pessoas de um lado para o outro, e sabemos que, com propriedade intelectual, essas pessoas sabem muita coisa”. 

Segundo Brown, “o limite disso deve ser os acordos de unidades de potência", o que faz sentido ao considerar que a McLaren é cliente de motores da Mercedes na F1. 

Por outro lado, o chefe da Mercedes, Wolff, havia afirmado que não tinham a intenção de transformar a Alpine em uma “equipe B”, indicando que o possível investimento na Alpine estava sendo avaliado apenas no âmbito de uma participação minoritária, disse o seguinte: “Estamos avaliando a situação sob diferentes ângulos, ainda não tomamos uma decisão definitiva. Queremos ver se faz sentido". 

Enquanto a participação majoritária da Alpine pertence ao Grupo Renault, 24% das ações da equipe estão atualmente em um grupo de investidores externo, liderado pela empresa americana Otro Capital.

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