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F1: Cadillac “está exausta” antes mesmo do início da temporada de 2026: “Eles estão acabados”

Will Buxton acredita que a estrutura e a cultura transatlânticas da nova equipe estão causando estragos antes mesmo do GP da Austrália

Sergio Perez, Cadillac Racing

Jornalista de Fórmula 1 e narrador da Indy, Will Buxton sugeriu que a Cadillac já está enfrentando desafios causados não apenas por seus padrões de trabalho transatlânticos, mas também pela ética de trabalho esperada de sua administração nos Estados Unidos. 

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“A equipe está exausta. Eles estão acabados”, disse ele no podcast Up to Speed .

Após uma série de testes bem-sucedidos no Bahrein, a equipe americana começa a temporada de 2026 em março como a 11ª equipe da F1, após aprovação no início de 2025. Com o apoio da General Motors e da TWG Motorsport não faltam recursos e, com a Ferrari fornecendo suas unidades de potência enquanto a equipe trabalha em seu próprio motor, o time está em uma posição sólida para começar. Com Sergio Pérez e Valtteri Bottas, uma dupla experiente para o primeiro ano, a posição da equipe também fica fortalecida. 

Mas Buxton, conversando com David Coulthard e Naomi Schiff, não está tão confiante na complicada configuração da equipe, questionando se a cultura do time está esgotando as pessoas. Com funcionários espalhados pelos EUA (em Fishers, Indiana, Concord, Carolina do Norte) e também no Reino Unido, o britânico identificou pontos fracos decorrentes dessa configuração. 

“Ter três bases não é uma estratégia otimizada para nenhuma equipe, muito menos para uma totalmente nova”, disse ele.  “E você tem duas questões distintas, eu acho, com a forma como a Cadillac, como equipe americana, vai se sair. Uma é a cultura de trabalho americana, que é a de não haver tempo livre. Você trabalha, continua trabalhando, se desgasta até o fim. 'Família?' Que família? Você trabalha".

"Mas você também tem a mentalidade da F1, que é: se não gosta, vá fazer outra coisa, porque vamos encontrar alguém mais jovem e mais barato que faça o trabalho que você não quer ou não está disposto a fazer", acrescentou. 

De acordo com suas fontes, a equipe está começando a enfrentar dificuldades antes mesmo do início da temporada. “A equipe está exausta. Eles estão acabados. E a temporada nem começou", explicou. 

Valtteri Bottas, Cadillac Racing

Valtteri Bottas, Cadillac Racing

Foto: Mark Thompson / Getty Images

Porém, a Cadillac está bem ciente do desafio que enfrenta ao entrar no campeonato ao lado de 10 equipes altamente experientes e motivadas.

“É preciso assumir que qualquer equipe nova que entrar ficará em último lugar”, disse o chefe da equipe, Graeme Lowdon, no ano passado. “Caso contrário, o que deu errado em outro lugar? ... Estamos tentando ser o mais competitivos possível, mas somos realistas. Sabemos como é difícil". 

Em relação às dificuldades que surgirão por estar espalhada por diferentes fusos horários, a equipe criou uma estrutura de gestão totalmente nova, focada em limitar a necessidade de comunicação entre muitas camadas de gestão. 

“Precisamos de um engenheiro aqui (no Reino Unido) conversando com um engenheiro em Charlotte e outro em Warren, Michigan, ou eventualmente em Fishers (Indiana). Por isso, buscamos ter uma estrutura de gestão muito plana. Ela é altamente inspirada no projeto Apollo... OK, não estamos colocando um homem na Lua, mas às vezes parece que estamos", falou Lowdon. 

RAIO-X dos testes para além da Mercedes: SITUAÇÃO da AUDI, Ferrari x RBR, bagunça no meio e... ASTON

Ouça versão áudio do PODCAST MOTORSPORT.COM:

 

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