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Andrea Stella afirmou que é a "primeira vez que eles estão em desvantagem" sobre os dados das unidades de potência da marca alemã

Andrea Stella, McLaren

Andrea Stella, McLaren

Foto de: Andy Hone/ LAT Images via Getty Images

A Mercedes saiu como a grande vencedora do GP da Austrália, que abriu a temporada 2026 de Fórmula 1. No entanto, Andrea Stella, chefe de equipe da McLaren, cliente dos motores da marca alemã, destacou que é a "primeira vez que eles estão em desvantagem" em relação às informações fornecidas pelas 'Flechas de Prata'.

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A McLaren teve um domingo conturbado em Melbourne, após a batida de Oscar Piastri na volta de instalação antes da corrida e um quinto lugar 'suado' de Lando Norris, que defendeu a posição contra Max Verstappen até o final.

Em entrevista à Sky Sports F1, Stella disse que "a discussão com a HPP (Mercedes High Performance Powertrains) sobre ter mais informações vem acontecendo há semanas porque, mesmo nos testes, basicamente íamos para a pista, pilotávamos o carro, olhávamos os dados, 'ah, é isso que temos. Bom, agora reagimos ao que temos'".

"Não é assim que se trabalha na F1. Na F1, o que acontece na pista, você simula. Você sabe o que está acontecendo, sabe o que está programando, sabe como o carro vai se comportar. Então, você também tem seus planos de como evoluí-lo que já definiu antes porque sabe o que espera do carro".

"Tenho que dizer que, como somos uma equipe cliente [da Mercedes], esta é a primeira vez que sentimos que estamos em desvantagem até mesmo na capacidade de prever como o carro vai se comportar e na habilidade de antecipar como podemos melhorar o carro".

Questionado sobre como a Williams, outra cliente dos motores Mercedes, está reagindo ao início dominante da equipe de Brackley, o chefe da McLaren afirmou que não tem conhecimento sobre o que está acontecendo na escuderia de Grove e continuou as críticas à HPP.

"Não sei sobre a Williams", disse Stella. "Honestamente, posso dizer que passamos muito tempo analisando vários dados, não só com as equipes da HPP, em particular a Mercedes, mas também com outros concorrentes".

"E definitivamente, o resultado dessa análise parece indicar que temos trabalho a fazer como equipe em colaboração com nossos engenheiros da HPP. Temos trabalho a fazer para explorar o potencial da unidade de potência, que, pelo que vejo do potencial que a HPP está extraindo, parece que há mais disponível".

"Agora, não é óbvio como fazer isso. Para nós, estamos em uma jornada de conhecimento, certamente uma jornada que está em estágio mais inicial do que a equipe oficial [da Mercedes]".

"A equipe de fábrica e a HPP já trabalham juntas há muito tempo. Então, elas colaboraram, conversaram sobre como usar a unidade de potência. Isso é justo, mas definitivamente vamos intensificar a colaboração com a HPP porque entendemos que há frutos fáceis que deveríamos conseguir aproveitar".

"Quanto a saber se isso é tudo que está disponível e que estamos subutilizando? Não tenho certeza. Acho que vamos precisar de mais análises para entender se isso se trata apenas de parâmetros que podemos controlar, ou de controles dos pilotos que podemos controlar, ou se existem outros fatores, mais sistêmicos, que não necessariamente uma equipe cliente pode controlar", concluiu.

EVERALDO MARQUES conta TUDO sobre F1 na GLOBO, causos e ligação com AUTOMOBILISMO na carreira

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