F1: Colapinto explica crescimento na Alpine em 2026
Desempenho do argentino melhorou desde o GP de Miami, primeira corrida após a pausa de abril
Franco Colapinto atribui sua evolução na temporada 2026 da Fórmula 1 a uma combinação de mudanças feitas pela Alpine e ao trabalho realizado durante a pausa de abril. Desde o GP de Miami, o argentino passou a apresentar um desempenho mais consistente e reduziu a diferença para o companheiro de equipe Pierre Gasly.
Em Miami, Colapinto recebeu um chassi novo e mais leve, além de se beneficiar das atualizações feitas pela equipe e dos avanços na gestão de energia. O argentino, porém, afirma que é difícil apontar uma única razão para a mudança de desempenho.
"Não sei se havia algo errado, mas, quando juntamos tudo depois das três primeiras etapas, tudo simplesmente melhorou e o meio décimo de segundo que eu estava perdendo em cada curva desapareceu", explicou Colapinto ao Motorsport.com.
"É complicado saber exatamente o que aconteceu ou por que aconteceu, porque, quando você muda muitas coisas, é difícil dizer: 'este é o motivo pelo qual somos mais rápidos agora'."
A evolução também aparece nos resultados. Antes da pausa, a diferença para Gasly frequentemente era maior do que Colapinto gostaria. Desde Miami, porém, o argentino conquistou cinco pontos e terminou à frente do francês em quatro corridas.
A melhora aproximou o desempenho de Colapinto das sensações que ele havia experimentado durante os testes de pré-temporada no Bahrein. Nos primeiros fins de semana de corrida, entretanto, o argentino encontrou dificuldades que nem ele nem a equipe conseguiam explicar claramente.
"Acho que ter um carro novo, assim como dois carros novos, foi diferente em comparação aos testes. Nos testes de inverno, me senti muito forte e confortável, mas, assim que passamos a ter dois carros nas primeiras corridas, tive muita dificuldade", afirmou.
Questionado sobre o que exatamente mudou quando a Alpine passou a utilizar dois chassis a partir de Melbourne, Colapinto explicou que a principal diferença não estava necessariamente no comportamento do carro, mas no que aparecia no cronômetro.
"Não é que a sensação tenha desaparecido, ou que o ritmo tenha desaparecido, mais do que qualquer outra coisa."
"Eu ainda me sentia bem no carro, mas estava olhando os tempos de volta e essa era a parte que eu realmente não conseguia entender ou assimilar."
A situação tornou os primeiros fins de semana particularmente difíceis de analisar. Colapinto continuava confortável ao volante, mas essa sensação já não se traduzia nos tempos de volta que esperava.
"Acho que o mais importante para um piloto é sempre entender por que as coisas acontecem e, para ser sincero, muitas vezes nas primeiras corridas eu não conseguia entender", continuou.
O novo chassi introduzido em Miami teve papel importante nesse processo, embora Colapinto tenha ressaltado que isso não significa necessariamente que houvesse algum problema com o anterior. Para o argentino, as diversas alterações feitas simultaneamente dificultam a identificação de uma causa específica.
"É a mesma coisa quando você faz muitas alterações de configuração e é mais rápido. Você não sabe qual delas trouxe a maior melhoria."
A pausa de abril também contribuiu para a virada. Durante o período de aproximadamente um mês sem corridas, Colapinto e os engenheiros tiveram mais tempo para analisar detalhadamente os dados e encontrar áreas nas quais poderiam melhorar.
Um dos principais avanços aconteceu na gestão de energia, aspecto fundamental dos carros de 2026 e que havia causado dificuldades para Colapinto nas primeiras etapas.
"Sim, acho que a gestão de energia é um elemento fundamental com o qual estamos sendo muito consistentes agora", afirmou.
"No Japão, perdi quatro décimos de segundo de uma volta para outra apenas por causa de uma estratégia diferente ou por acelerar de forma diferente na saída da última curva. Acho que, depois daquela corrida, o carro ficou muito mais consistente e esse é um dos passos que demos como equipe."
"E, pessoalmente, acho que também fui bastante inconsistente no Japão, então esses aprendizados me ajudaram muito."
A combinação desses fatores permitiu que Colapinto desse um passo à frente e voltasse a competir mais de perto com Gasly. Paralelamente, a Alpine enfrenta uma disputa de desenvolvimento com a Racing Bulls, que ganhou terreno nas últimas etapas.
O próximo passo da equipe francesa deverá acontecer em Zandvoort, com um novo pacote de atualizações que a Alpine espera usar para recuperar terreno e encontrar mais desempenho na sequência da temporada.
Kimi é o MELHOR do ano? Qual o PIOR? E BORTOLETO? Nicolas Costa conta CAUSO na casa de DONO da GLOBO
Ouça a versão em áudio do PODCAST Motorsport.com:
ACOMPANHE NOSSO PODCAST GRATUITAMENTE:
Faça parte do nosso canal no WhatsApp: clique aqui e se junte a nós no aplicativo!
Compartilhe ou salve este artigo
Inscreva-se e acesse Motorsport.com com seu ad-blocker.
Da Fórmula 1 ao MotoGP relatamos diretamente do paddock porque amamos nosso esporte, assim como você. A fim de continuar entregando nosso jornalismo especializado, nosso site usa publicidade. Ainda assim, queremos dar a você a oportunidade de desfrutar de um site sem anúncios, e continuar usando seu bloqueador de anúncios.