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F1 - "Complicada", "triste" e "melhor que o previsto": O que pilotos esperam da gestão de energia no GP da Itália

Categoria segue para Monza e pilotos esperam que emoções do 'Templo da Velocidade' não tenham sido totalmente sacrificadas no novo regulamento

Freccie Tricolore fly before the race

O traçado de alta velocidade de 5,5 km de Monza sempre foi visto como o teste definitivo de velocidade e potência na Fórmula 1, com um desenho à moda antiga que não passou por muitas mudanças dramáticas nos últimos 50 anos. Porém, em 2026, esse cenário está mais complicado.

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As retas longas e circuitos de alta velocidade têm tido uma relação difícil com os regulamentos atuais, sem muitas oportunidades para recarregar a bateria. Após fins de semana complicados em locais como Silverstone e Spa, os pilotos estão cautelosos de que Monza será igualmente afetada pela falta de energia disponível.

"Nas retas com o sistema de redução [de arrasto], ainda é rápido, mas então perdemos potência", disse Lewis Hamilton, da Ferrari. "Chegamos talvez 20 km/h ou 30 km/h mais lentos do que no passado no fim [da reta] e ao entrar nas curvas, o que provavelmente exige alguma adaptação. Sempre foi incrível chegar aqui e simplesmente ouvir o motor gritando no fim da reta, e empurrando até a zona de frenagem. Esse não será o caso neste fim de semana". 

Mas afirmar que Monza será muito semelhante a lugares como Silverstone ou Spa só é verdade até certo ponto. Todos são circuitos com alta porcentagem de máxima aceleração, mas, ao contrário de seus pares clássicos, Monza tem menos curvas de alta velocidade que podem ser comprometidas pelas estratégias de gerenciamento de bateria, além de maiores zonas de frenagem.

Autodromo Nazionale di Monza, dettaglio del circuito

Photo by: Archivio Autodromo Nazionale Monza

Embora possa haver reduções de marcha mais cedo no fim de algumas das retas, espera-se que isso seja menos doloroso visualmente, já que não haverá uma curva do tipo Stowe (Silverstone) ou Pouhon (Spa), cuja exigência de pilotagem possa ser arruinada por uma recuperação dramática de energia.

Mas isso não significa que Monza será fácil em relação ao gerenciamento de energia. A FIA reduziu o limite de recuperação de energia para 5 MJ por volta, de longe o mais baixo do calendário até agora, o que deve ajudar a mitigar os problemas.

Como há menos energia para gastar de qualquer forma, espera-se que haja menos superclipping, quando pilotos recarregam a bateria com o motor em aceleração plena, levando a diferenças de velocidade frequentemente perigosas.

Em vez disso, simplesmente não haverá muita energia para lidar, além de uma expectativa de que os carros sejam mais lentos nas retas.

"Pilotei no simulador e não é tão ruim quanto eu esperava", disse o líder do campeonato, Kimi Antonelli. "Não há tanto superclipping, porque eles mudaram um pouco o limite de carregamento em comparação com outras corridas. Haverá muito mais nivelamento em termos de velocidade, mas na verdade muito pouca desaceleração, então isso é positivo. Vai ser muito melhor do que todos nós prevíamos".

Esteban Ocon, da Haas, concordou: "Ainda não vamos precisar fazer lift and coast [tirar o pé do acelerador e deixar o carro deslizar] e esse tipo de coisa ao reduzir esse [limite de carregamento]. Então, isso é bom". 

Ferrari will run a special livery celebrating the 30th anniversary of Michael Schumacher's 1996 debut campaign

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Photo by: Ferrari

Por outro lado, Franco Colapinto, da Alpine, ainda esperava que este fim de semana mostrasse as piores partes desses regulamentos: "É verdade que o limite de carregamento é muito baixo, então o superclipping é pequeno, porque você não consegue colher tanta energia. Pessoalmente, acho que vai ser uma corrida complicada. É outra pista que mostra nossas fraquezas como F1".

Porém, ninguém estava tão abatido quanto o estreante da RB, Arvid Lindblad, preocupado que este fim de semana fosse uma experiência "triste": "Foi pior do que o esperado. Na verdade, não há queda de velocidade. Simplesmente não há muita bateria, então nós não usamos nada. É bem lento". 

"Acho que é um pouco triste. Veremos como será na pista, mas do jeito que tive que pilotar no simulador, há coisas que já fizemos e foram um pouco antinaturais, mas você meio que conseguiu se virar, enquanto aqui é extremo. Não é Monza. Não haverá 350km/h", acrescentou. 

As limitações drásticas de energia de Monza têm como consequência o fato de que o vácuo será ainda mais importante, tanto na classificação quanto na corrida, plantando as sementes de um sábado potencialmente caótico e um GP movimentado. Chefe de pista da Aston Martin, Mike Krack esperava um número recorde de ultrapassagens como parte de uma corrida imprevisível ao estilo MotoGP.

"Há muitas restrições no lado da energia neste fim de semana, então acho que será interessante ver como as equipes vão lidar com isso", disse. "Antes de tudo, em termos de uso do vácuo e depois na corrida, o quão fácil será ultrapassar. Especialmente os jogos de ultrapassagem e 'reultrapassagem' provavelmente serão um recorde de todos os tempos aqui, como na MotoGP". 

Racing Bulls rookie Arvid Lindblad was pessimistic about the racing product at this weekend's Italian Grand Prix

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Photo by: Eric Le Galliot

Lindblad, no entanto, ainda não está convencido. Como Monza é uma conexão de zonas de frenagem forte e retas longas, algumas das soluções criativas para otimizar o uso da energia são limitadas, e as equipes provavelmente adotarão estratégias parecidas.

Quando há apenas uma forma ideal de usar a pouca energia que resta, de onde viria a diferença de velocidade necessária para ultrapassar? "Não acho que vá haver muito delta de velocidade, porque ninguém vai ter potência alguma. Não é como em outras pistas, onde depende de onde você a gasta. Nós simplesmente não temos potência. A diferença para Spa foi que você tinha duas grandes retas, mas tinha muitas curvas entre elas nas quais podia recarregar e depois usar tudo", argumentou Lindblad. 

"Infelizmente, aqui você tem duas retas longas, uma atrás da outra, e entre elas não há curvas 'reais'. Em teoria, são quase quatro retas longas, então simplesmente não há energia. Simplesmente não há potência. Você não tem capacidade de recarregar. Só é lento", falou. 

Lindblad espera grandes diferenças no uso de energia nas etapas iniciais da corrida, antes de as coisas se acalmarem.

"As duas primeiras voltas serão interessantes. Dependendo de onde você gasta energia, você ultrapassa três carros e depois perde [posição] para três carros. Não sei se vai haver muitas ultrapassagens. Se usa o boost, ganha em reta, mas depois fica muito lento pelas três voltas seguintes. Você poderia chamar isso de corrida ioiô, mas seria uma corrida ioiô muito ruim. Não sei o que esperar, mas não estou muito otimista", concluiu. 

Reportagem adicional de Ronald Vording e Stuart Codling

Monza será TUDO ou NADA! Os BASTIDORES da F1 ATUAL e do PASSADO com PIETRO FITTIPALDI e FELIPE MOTTA

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