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F1 confirma o cancelamento dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita em meio ao conflito no Oriente Médio

Com isso, o calendário da temporada 2026 fica reduzido a 22 GPs

Race start

A Fórmula 1 confirmou que os GPs do Bahrein e da Arábia Saudita não serão realizados na temporada 2026, devido ao conflito no Oriente Médio envolvendo Israel e Irã, com as provas não sendo substituídas no calendário deste ano.

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Com o aumento das tensões na região desde fevereiro, a F1 já analisava a situação, tendo que mudar seu planejamento para garantir a realização do início do campeonato, no início de março, na Austrália. Os bombadeios entre Estados Unidos, Israel e Irã, envolvendo também outros países que recebem provas do Mundial, como Bahrein e Catar.

Desde o GP da Austrália, a pressão em cima da F1 aumentava para que fosse tomada uma decisão sobre o futuro das etapas, com o cancelamento sendo visto como inevitável. A categoria havia determinado a semana de Xangai como o momento para bater o martelo

Marcados para abril, os GPs do Bahrein e da Arábia Saudita seriam a quarta e quinta etapas da temporada 2026, nos dias 12 e 19, mas agora não serão realizados e nem substituídos, deixando o calendário deste ano com 22 GPs, em vez dos 24 originalmente anunciados.

Com isso, a F1 passa a ter uma janela de mais de um mês sem corridas, entre o GP do Japão, em 29 de março, e o GP de Miami, em 03 de maio.

A decisão envolve apenas as duas provas do primeiro semestre, mas uma potencial continuidade do conflito pode colocar em risco as outras duas etapas do Oriente Médio, os GPs do Catar e de Abu Dhabi, que fecham o calendário no fim de novembro / começo de dezembro. Devido à sua posição importante no calendário, a F1 pode ser ver pressionada a tomar uma decisão mais cedo.

O anúncio representa também um desafio para as categorias de acesso da F1. A Fórmula 2 correria tanto no Bahrein quanto na Arábia Saudita, enquanto a F3 estaria no Sakhir e a F1 Academy faria sua segunda etapa da temporada em Jeddah.

“Embora tenha sido uma decisão difícil, infelizmente é a correta neste momento, considerando a situação atual no Oriente Médio”, disse o CEO e presidente da F1, Stefano Domenicali. “Quero aproveitar esta oportunidade para agradecer à FIA, bem como aos nossos incríveis promotores, pelo apoio e total compreensão, pois estavam ansiosos para nos receber com a energia e paixão de sempre. Mal podemos esperar para voltar a estar com eles assim que as circunstâncias permitirem.”

“A FIA sempre colocará a segurança e o bem-estar da nossa comunidade e dos nossos colegas em primeiro lugar”, acrescentou o presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem. “Após cuidadosa consideração, tomamos esta decisão com essa responsabilidade em mente. Continuamos a torcer por calma, segurança e um rápido retorno à estabilidade na região, e meus pensamentos estão com todos os afetados por estes eventos recentes."

“O Bahrein e a Arábia Saudita são incrivelmente importantes para o ecossistema da nossa temporada de corridas, e espero retornar a ambos assim que as circunstâncias permitirem. Meus sinceros agradecimentos aos promotores, aos nossos parceiros e aos nossos colegas em todo o campeonato pela abordagem colaborativa e construtiva que levou a esta decisão.”

Ultrapassagens "ARTIFICIAIS" vão ditar NOVA F1? Pilotos na BRONCA e fãs SATISFEITOS? | FELIPE MOTTA

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