F1: Coulthard critica falta de “raiva, fome e luta” da nova geração de pilotos
Escocês competiu na categoria no fim dos anos 90 e falou sobre o cenário atual
Vencedor de 13 GPs de Fórmula 1, David Coulthard acredita que a atual geração de pilotos perdeu a "raiva e a fome" genuínas que marcaram as épocas mais perigosas do esporte.
Tendo competido no campeonato de 1994 a 2008, o escocês refletiu sobre os contrastes entre sua própria época na categoria e a era moderna.
“Na minha geração, corríamos em todas as condições climáticas. Não dava para enxergar nada, mas continuávamos até bater em alguma coisa. Agora o mundo evoluiu tanto que as corridas nem começam por causa do excesso de chuva”, explicou Coulthard no podcast Up To Speed.
O piloto de 55 anos estreou na F1 em 1994, pela Williams. Ele era piloto de testes da equipe desde 1993 e foi chamado para assumir o volante após a morte de Ayrton Senna no GP de San Marino.
Depois de disputar sua primeira corrida, na Espanha, a Williams substituiu Coulthard pelo campeão de 1992, Nigel Mansell, para o GP da França, no que deveria ser uma participação pontual. Coulthard ainda voltou para o GP da Inglaterra, mas 'o leão' assumiu o volante nas três últimas corridas da temporada.
Coulthard assinou com a McLaren para a temporada de 1996 e se transferir para a Red Bull em 2005.
“Vivi uma época muito perigosa”, continuou. “Minha oportunidade surgiu porque o maior piloto daquela geração morreu. Então, digamos que tínhamos uma real noção do quanto isso significava; primeiro, não sofrer um acidente e segundo, ter a sorte de estar em uma posição para vencer".
David Coulthard no grid durante a Sprint
Foto: Dom Gibbons / LAT Images via Getty Images
“Tudo isso parece um pouco, e aqui estou entrando em um território [perigoso]... Parece um pouco que todos acham que sua hora vai chegar [de ganhar um campeonato]. E não há garantia de que sua hora vai chegar", acrescentou.
"Este ainda é um esporte perigoso. Continua sendo impulsionado pela tecnologia, mas acho que tiramos certos elementos como a raiva, a fome, a luta. Todos os pilotos parecem se dar muito bem, viajam juntos e se comparam: 'olha minha Ferrari, olha minha Lamborghini'", falou.
"Parte disso pode muito bem ser porque as redes sociais tornam impossível para eles celebrarem suas vidas em público, já que sempre há alguém por perto com uma câmera de celular", finalizou.
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