Pular para o conteúdo principal

Recomendado para você

Morre Francine Rossi após acidente grave no Campeonato Brasileiro de Rally Baja

Geral
Geral
Morre Francine Rossi após acidente grave no Campeonato Brasileiro de Rally Baja

Alexander Jacoby é campeão da Asian Le Mans Series na classe LMP3

Endurance
Endurance
Alexander Jacoby é campeão da Asian Le Mans Series na classe LMP3

F1: Red Bull pode mudar rumo do caso de motores? Nova proposta pode ser apresentada antes da Austrália

Fórmula 1
Fórmula 1
F1: Red Bull pode mudar rumo do caso de motores? Nova proposta pode ser apresentada antes da Austrália

MotoGP: Quartararo opera dedo fraturado e é esperado nos treinos na Tailândia

MotoGP
MotoGP
MotoGP: Quartararo opera dedo fraturado e é esperado nos treinos na Tailândia

F1 - McLaren: Dúvidas sobre confiabilidade foram sanadas em Barcelona

Fórmula 1
Fórmula 1
F1 - McLaren: Dúvidas sobre confiabilidade foram sanadas em Barcelona

Top 10 escapa de Pedro Lima na reta final na F4 Winter Series em Portimão

Geral
Geral
Top 10 escapa de Pedro Lima na reta final na F4 Winter Series em Portimão

MotoGP: Moreira revela o que aprendeu com Marc Márquez

MotoGP
MotoGP
MotoGP: Moreira revela o que aprendeu com Marc Márquez

F1: Bastidores da Ferrari "entusiasmam" Leclerc para 2026

Fórmula 1
Fórmula 1
F1: Bastidores da Ferrari "entusiasmam" Leclerc para 2026

F1: Desmembrando o 'truque' da taxa de compressão do motor Mercedes

Temporada 2026 ainda não começou, mas as polêmicas não esperaram a largada; entenda as minúcias do 'problema' da taxa de compressão

Andrea Kimi Antonelli, Mercedes

Foto de: Mercedes AMG

Restando um mês para o início da temporada 2026 da Fórmula 1, o 'truque' usado pela Mercedes em relação à taxa de compressão segue como uma das principais polêmicas do ano. Mas, o que, detalhadamente, explica essa vantagem? 

Leia também:

O que é a taxa de compressão? 

Antes de tudo, vamos entender do que se trata. A taxa de compressão, nada mais é, do que uma medida que indica o quanto a mistura de ar e combustível é comprimida dentro do cilindro do motor antes da combustão. Ela compara o volume máximo do cilindro com o volume mínimo. Quanto maior a taxa, mais comprimida fica a mistura antes de 'explodir'. 

Ou seja, se a taxa é 16:1, significa que o volume foi comprimido 16 vezes. Uma taxa de compressão mais alta aumenta a eficiência térmica do motor, permite extrair mais energia da mesma quantidade de combustível e resulta em mais potência. 

Em outras palavras, a taxa de compressão é quanto o motor consegue comprimir a mistura ar-combustível antes da combustão, influenciando diretamente potência, eficiência e desempenho. 

O que dizem as regras de 2026? 

Para a atual temporada, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) diminuiu a taxa de 18:1 para 16:1. De acordo com o regulamento técnico "Nenhum cilindro do motor pode ter uma taxa de compressão geométrica superior a 16,0. O procedimento para medir esse valor deverá ser detalhado por cada fabricante da unidade de potência (PU), de acordo com o Documento de Orientação FIA-F1-DOC-C042, e executado em temperatura ambiente."

"Esse procedimento deve ser aprovado pelo Departamento Técnico da FIA e incluído no dossiê de homologação do fabricante da unidade de potência."

O que a Mercedes estaria fazendo? 

Diversos fabricantes de motores - Ferrari, Audi e Honda - entraram em contato com a federação por acreditarem que a Mercedes - e posteriormente Red Bull Powertrains - encontrou uma maneira de interpretar a área cinzenta deixada na escrita das regras a respeito do momento em que a medição acontece. 

Ou seja, quando o W17 está parado, em temperatura ambiente, ele cumpre com o obrigatório que é expandir até 16:1, porém, quando o monoposto vai à pista e fica mais quente, essa expansão estaria sendo elevada para 18:1 - o que representaria uma vantagem de 10 a 15 cavalos de potência que se convertem em cerca de 0s3 dependendo do circuito. 

Como a Mercedes estaria fazendo isso? 

A publicação alemã Auto Motor und Sport consultou um especialista com muitos anos de experiência na F1 para entender o possível mecanismo por trás desse efeito. Segundo o engenheiro, o uso de materiais com diferentes coeficientes de dilatação térmica pode ser apenas parte da explicação do 'truque'.

O elemento-chave seriam as bielas. Para contextualizar: a biela é uma peça fundamental do motor, responsável por ligar o pistão ao virabrequim e converter o movimento alternado do pistão (para cima e para baixo) em movimento rotacional, que efetivamente move o motor e o carro.

De acordo com essa hipótese, as bielas poderiam ser fabricadas em aço austenítico, um tipo de aço inoxidável com baixo teor de carbono e alto teor de cromo e níquel. A principal característica desse material é o seu elevado coeficiente de dilatação térmica.

Já o bloco do motor, a estrutura rígida onde ficam os cilindros, seria feito de uma liga com menor expansão térmica. Com o bloco praticamente estável e o conjunto pistão–biela se expandindo mais com o aumento da temperatura, o volume disponível dentro do cilindro diminuiria, elevando a taxa de compressão em regime de corrida. Para viabilizar essa solução, pistões especiais, com características de dilatação ajustáveis sob medida, também seriam utilizados.

No entanto, a maioria dos especialistas concorda que esse método, isoladamente, não seria suficiente para alcançar uma taxa de compressão de 18:1. Do ponto de vista matemático, o limite estaria em torno de 17:1. Em outras palavras, a Mercedes precisaria de um 'truque' adicional para atingir a expansão de 18:1.

O possível 'truque' adicional 

Ainda de acordo com o Auto motor und Sport o que está sendo discutido entre os engenheiros no paddock é que os responsáveis pelo W17 podem ter conectado uma pequena cavidade, com o volume de 1 centímetro cúbico, à câmara de combustão por meio de um canal extremamente fino. A entrada desse canal estaria localizada na região da vela pré-câmara, no topo do cilindro. 

Essa cavidade ajudaria o motor a cumprir o teste em temperatura ambiente, pois o volume adicional se enche durante a subida do pistão. Já em regime de corrida, com pressões e rotações mais elevadas, esse volume deixaria de atuar, uma vez que a alta pressão impediria a passagem dos gases pelo canal fino, elevando a taxa de compressão.

Conclusão

Durante o teste da FIA, o motor está frio e parado. Com a presença de um pequeno espaço extra ligado ao cilindro, a taxa de compressão aparenta ser menor, dentro do limite permitido. Já em funcionamento, com a unidade de potência operando em altas rotações e temperaturas elevadas, algumas peças internas se expandem com o calor. Como consequência, esse volume adicional deixa de atuar, como se estivesse fechado, reduzindo o espaço dentro do cilindro e aumentando a compressão. 

MAX WILSON DETONA REGRAS de '26, fala a REAL sobre HAMILTON, BORTOLETO e VERSTAPPEN e avalia equipes

Ouça versão áudio do PODCAST MOTORSPORT.COM:

 

ACOMPANHE NOSSO PODCAST GRATUITAMENTE:

Faça parte do nosso canal no WhatsApp: clique aqui e se junte a nós no aplicativo!

Artigo anterior F1: Williams revela 'truque de combustível' para carregar bateria em 2026; entenda
Próximo artigo F1 - Pilotos da McLaren pontuam mudanças do carro de 2026 e alertam: "Vai ser mais fácil errar"

Principais comentários

Últimas notícias