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Norris e Piastri analisaram as diferenças entre o monoposto do ano passado e a máquina atual

Lando Norris, McLaren, Oscar Piastri, McLaren

Foto de: Steven Tee / LAT Images via Getty Images

Os novos carros de 2026 da Fórmula 1 continuam polêmicos dentro e fora das pistas, com alguns pilotos elogiando, mas a maior parte segue crítica, citando o estilo de pilotagem necessário para a recarga das baterias elétricas. Agora foi a vez da dupla da McLaren, Lando Norris e Oscar Piastri, avaliar a atual era técnica do campeonato mundial.

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Depois de três etapas da F1, com três GPs e uma corrida sprint, Norris segue crítico de alguns aspectos do carro, em especial da unidade de potência. No entanto, o atual campeão afirmou que o regulamento tem alguns lados positivos. 

"Esses carros são certamente muito diferentes dos do ano passado, e as diferenças são bastante complexas", começou. "Algumas delas eu gosto, outras, até agora, tenho achado um pouco mais difíceis".

"No ano passado, tínhamos muita downforce, carros que realmente pareciam estar sobre trilhos quando os ajustávamos e uma velocidade que parecia não ter fim. No entanto, quando se perdia a aderência, era o fim. Na melhor das hipóteses, você apenas perdia tempo ou acabava indo para a brita". 

"Isso podia ser bastante frustrante, pois não parecia que você, como piloto, pudesse fazer tanta diferença; você precisava do carro sob você e precisava garantir que permanecesse dentro dos limites do carro".

Lando Norris, McLaren

Foto de: Steven Tee / LAT Images via Getty Images

Sobre carros de 2026, o britânico afirma que os monopostos atuais "têm muito menos downforce e estão muito mais no limite. Você consegue controlar as derrapagens com mais facilidade, e a aderência um pouco menor torna o carro muito emocionante de pilotar".

"Como carro, estou gostando de pilotá-los. Eles me lembram alguns dos carros que pilotei quando estava subindo nas categorias de base, e digo isso como um grande elogio, você realmente sente que pode fazer a diferença".

Lando reiterou as críticas à unidade de potência: "Já disse antes que não é com o carro que estou tendo dificuldades, é o que está por trás que não estou gostando tanto – os regulamentos da unidade de potência".

"Tive uma situação no Japão em que a ativação da bateria foi acionada, mesmo que eu não quisesse, e tive que ultrapassar o Lewis como resultado. Isso fez com que eu ficasse indefeso na reta seguinte, onde eu realmente queria usar a bateria".

"Para mim, isso tira muito do controle do piloto, mas sei que a FIA e todas as partes interessadas do esporte estão analisando a questão. Tem havido um bom diálogo com a FIA sobre esse assunto, então estou confiante de que algo será feito para quando voltarmos a correr em Miami".

Mesmo assim, o britânico apontou a importância da opinião do público, não apenas a dos pilotos: "Um ponto importante, porém, é que estamos felizes que os fãs estejam curtindo as corridas, porque, no fim das contas, somos um esporte de entretenimento. Os fãs querem nos ver na pista disputando entre nós e enfrentando os limites da aderência". 

"Precisamos evitar elementos artificiais nas corridas sempre que possível, mas não estamos muito longe de alcançar isso e de ter uma era de corridas realmente emocionante".

Oscar Piastri, McLaren

Foto de: Sam Bagnall / Sutton Images via Getty Images

Piastri seguiu a mesma linha inicial de Norris, destacando a peculiaridade do novo carro em relação aos monopostos que pilotou ao longo da carreira.

"No geral, esses carros são muito diferentes de tudo que eu já pilotei antes", começou Piastri. "Mas já sabíamos que seria assim desde que os novos regulamentos foram divulgados. O fato de serem tão diferentes representa um novo desafio para nós, pilotos, o que não é algo ruim".

"Uma das grandes diferenças é que esses carros são mais leves e bem mais curtos e estreitos do que os de 2025. Isso significa que podem ser um pouco mais ágeis e agradáveis em curvas de baixa velocidade, mas os problemas com o ar sujo continuam existindo e acabam neutralizando parte desses benefícios, já que seguir outro carro ainda é um desafio".

Piastri também aponta para a maior importância do motor elétrico como um grande desafio: "Também há muito mais coisas para o piloto gerenciar dentro do carro. É preciso pensar de forma mais estratégica em vários aspectos, especialmente na gestão de energia".

"Esses carros também são mais imprevisíveis. Você deve ter visto que frequentemente há picos de potência, o que faz os carros reagirem de maneira inesperada. Esse é apenas um dos vários pontos que precisam ser analisados e ajustados em um futuro próximo, algo que ficou ainda mais evidente com alguns incidentes ao longo da temporada até aqui".

"Sei que estamos trabalhando de perto com a FIA, a F1 e as outras equipes para garantir que esses aspectos sejam revistos, assegurando corridas seguras, mas também divertidas e emocionantes para todos", concluiu Piastri.

MOLINA é ENFÁTICO sobre momento CAÓTICO da F1, além de motores, Hamilton, Verstappen, Bortoleto e +

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