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F1 e FIA definem assuntos prioritários e possíveis soluções para temporada 2026

De acordo com jornal britânico The Race, reunião que acontecerá antes do GP de Miami já tem prioridades a serem tratadas

Charles Leclerc, Ferrari

Foto de: Ferrari

A Fórmula 1 está em pausa por, praticamente, um mês devido aos cancelamentos dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita e neste intervalo, a categoria e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) vão se reunir para debater as principais mudanças necessárias no novo regulamento e que devem ser aplicadas ainda neste ano. 

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De acordo com o jornal inglês The Race, três pontos são vistos como prioridade pelo órgão e pela F1. 

Segurança 

O primeiro, a segurança. O acidente de Oliver Bearman durante o GP do Japão, devido à diferença de velocidade de cerca de 50km/h entre ele e Franco Colapinto, se tornou o ponto focal. Na ocasião, o britânico da Haas estava em alta velocidade enquanto o argentino pilotava em modo de recuperação de energia. 

O que aconteceu com Ollie, infelizmente, já havia sido alertado pelos pilotos e chefes de equipe desde os testes da pré-temporada. Era questão de 'quando' e não 'se' para uma situação dessas acontecer.

Classificação

O segundo, a classificação. Não é segredo que os pilotos estão detestando a maneira como as atuais regras mudaram o quali. Em Suzuka, Charles Leclerc foi bastante efusivo ao declarar que "não suporta essa classificação, é uma piada do caral**. "

As reclamações se dão muito em razão do fator 'risco' ter sido, basicamente, eliminado. Devido à gestão de energia, a imprevisibilidade foi deixada de lado e no Q3, principalmente, causa um impacto que os impede de ir até o limite em busca da volta perfeita.

Queda de velocidade na reta 

Por fim, o terceiro, o corte brusco de velocidade nas retas. A cada fim de semana de corrida, diversos vídeos correm pelas redes sociais mostrando de maneira clara o superclipping acontecendo ou os carros simplesmente perdendo velocidade no final das retas por falta de bateria. 

Com as atuais regras, os pilotos chegam a perder cerca de 50 km/h, 60k/h na reta, como foi possível observar na descida para a curva 130R - uma das mais místicas da F1. 

Foto de: Getty Images AsiaPac

Possíveis soluções

Ainda de acordo com a publicação, algumas possíveis soluções também já estarão em pauta. 

Dar mais 'poder' ao superclipping

Algumas táticas que vão contra a essência da Fórmula 1 estão sendo aplicadas nesta temporada sendo o superclipping e o lift and coast as duas principais. Ao fazer o LiCo, os pilotos conseguem recuperar 350kw enquanto com o superclipping, apenas 205kw.

Uma das propostas será aumentar o nível máximo de recuperação de energia oferecido pelo superclipping para os mesmos 350kw, a fim de fazer as equipes optarem por essa solução ao invés do lift and coast. 

Tornar os carros mais lentos

O que tornou a classificação 'desgostosa' para os pilotos é que os carros apresentam potência excessiva em lugares desnecessários. Para este problema, a FIA já possuí um plano B: estender o campo de utilização dos freios por uma área maior da reta com o intuito de 'suavizar' as curvas.

Para isso, basta diminuir a capacidade máxima de deploy - atualmente em 350kw - pois assim, ao consumir menos energia, a carga disponível na bateria durará por mais tempo.

Lewis Hamilton, Ferrari

Lewis Hamilton, Ferrari

Foto de: Ferrari

Diminuir limite de recarga de energia

Atualmente, as pistas que compõe o calendário da temporada 2026 são divididas em 'melhores para a bateria' e 'piores para bateria' sendo 9MJ o máximo de recuperação de energia disponível durante a classificação. 

Uma das soluções pode ser reduzir drasticamente esse valor. Uma vez que os pilotos atinjam o limite máximo de recuperação com mais facilidade, menos recursos serão necessários para que isso aconteça - lift and coast e superclipping. 

Exclusão das zonas de modo reta

Em 2026, a aerodinâmica ativa entrou em cena no lugar do efeito solo. Ao longo de uma volta, os pilotos 'alternam' entre modo reta e modo curva. Quando o carro está no modo reta, com as asas abertas, eles lidam com muito menos arrasto. 

Contudo, o modo só pode ser ativado em zonas pré-estabelecidas pela FIA. A ideia alternativa gira em torno de retirar essas 'demarcações'. Se os carros tiverem liberdade para andar no moto reta com mais frequência, eles sofrerão menos com o arrasto e a bateria terá maior autonomia.

FUTURO de VERSTAPPEN, integração com RED BULL, BORTOLETO, SEGURANÇA da F1 e mais | RAFAELA FERREIRA

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