F1 'economiza' R$ 78 milhões anuais com trabalho voluntário; entenda
Mais de 20 mil pessoas colaboram com a categoria de forma gratuita ao longo da temporada
Marshals remove the damaged car of Sergio Perez, Red Bull Racing RB20, from the circuit after a crash on the opening lap
Foto de: Zak Mauger / Motorsport Images
Um novo estudo encomendado pela FIA revelou que são necessários mais de 20.000 voluntários por ano para organizar adequadamente os 24 GPs da Fórmula 1, uma média de 838 por fim de semana.
Para coletar esses dados, uma pesquisa foi feita com o Grupo de Trabalho de Organizadores Esportivos da FIA, representantes dos organizadores e promotores dos 24 GPs da F1. De acordo com o relatório, voluntários trabalham em média 48 horas por fim de semana, totalizando 965.376 horas por temporada, com dois terços tirando férias anuais ou licenças não remuneradas para trabalhar em um GP.
Além disso, o custo total associado ao treinamento e recrutamento desses voluntários é de 11,1 milhões de euros (R$65,3 milhões) por ano, com o valor total da mão de obra estimado em 13,2 milhões (R$77,7 milhões).
O relatório ainda mostrou o quanto a categoria 'economizou' com a participação desses colaboradores: o custo padrão de mercado para substituir voluntários por profissionais contratados custaria ao menos 15,5 milhões de dólares (R$78milhões) a mais ao longo de um ano.
Comissários em ação no Grande Prêmio de Cingapura
Foto de: Filip Cleeren
Os números reforçam o desejo da FIA de ampliar o contingente mundial de voluntários e apoiá-los ainda mais, especialmente porque a carga de trabalho média aumentou cerca de 20%. Dentro da F1, em particular, há uma vontade crescente de profissionalizar funções como o controle de corrida e o comissariado, buscando consolidar a consistência na tomada de decisões. Espera-se que um novo Acordo de Governança entre a FIA e a administração da F1, assinado no final da última temporada, forneça ao órgão regulador mais recursos para ajudar a melhorar sua atuação.
Algumas das recomendações feitas pelo relatório são a nomeação de um responsável pelo bem-estar para cuidar dos voluntários, o investimento em pesquisa e tecnologia e a implementação de um modelo mais sistemático e profissional de gestão de voluntários.
Uma constatação positiva do relatório é que a maioria dos voluntários permanece no cargo por pelo menos cinco anos, citando treinamento, companheirismo e oportunidades de crescimento dentro do esporte como os principais motivos para continuarem envolvidos, apesar do custo pessoal.
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