F1: Em meio a reestruturação, Red Bull está de olho em Piastri para o futuro
Saída de Marko no fim de 2025 abriu caminho para uma nova Red Bull, menos engessada nas normas que havia criado ao longo de sua história
Oscar Piastri está na mira da Red Bull. A notícia foi confirmada por várias fontes no paddock da Fórmula 1 em Miami, revelando um quadro em que, pelo menos por enquanto, as peças parecem se mover de forma independente.
Pode ser um plano “B” que o chefe da equipe, Laurent Mekies, e o CEO da área de esportes da Red Bull, Oliver Mintzlaff, querem manter na manga, pronto para ser utilizado caso Max Verstappen tome decisões bombásticas. O discurso oficial da equipe permanece inalterado: não há dúvidas sobre a permanência de Max na equipe em 2027.
Enquanto isso, porém, algo se move nos bastidores. O interesse por Piastri se insere nesse cenário como uma opção estratégica, uma forma de proteção contra uma eventualidade remota, mas não impossível, como uma pausa ou uma saída repentina de Verstappen.
Em uma equipe que conta com mais de 2.000 funcionários, a figura do piloto principal não é apenas um elemento esportivo, mas um eixo em torno do qual giram o desenvolvimento técnico, a estabilidade interna e as atividades de marketing.
Por esse motivo, limitar-se à base de jovens talentos não é mais suficiente. Isack Hadjar representa um investimento no futuro, mas não uma garantia imediata.
Há uma atuação de Mark Webber nos bastidores?
Oscar Piastri, McLaren, Mark Webber
Foto de: Andrew Ferraro / LAT Images via Getty Images
Um ponto de curiosidade que surgiu desde os primeiros testes de pré-temporada no Bahrein foi a ausência de Mark Webber no paddock. A gestão da carreira de Piastri continua nas mãos do ex-piloto australiano e de Ann Neal, mas a partir desta temporada Oscar quis ter ao seu lado Pedro Matos, engenheiro com quem compartilhou sua experiência na Prema na F2.
Abrir mão da presença de Webber nos finais de semana de corrida pode, portanto, ser interpretada como uma tentativa de simplificar as dinâmicas internas e melhorar o diálogo direto com a equipe.
A decisão de abrir mão da presença de Webber nos GPs foi tomada por Piastri, mas, em muitos aspectos, pareceu a única solução possível para recuperar a serenidade no relacionamento com a equipe.
O objetivo foi alcançado: após duas corridas decididamente azaradas, Oscar voltou ao pódio em Suzuka e Miami, elogiando a equipe pela competitividade do pacote de atualizações levado para a Flórida.
Do lado de Piastri, tudo parece correr sem problemas e, o que é ainda mais importante, em sua relação com a equipe não há nenhum resquício relacionado ao final da última temporada.
O reinício foi perfeito. Ao mesmo tempo, porém, Webber pode ter começado a agir em um plano paralelo, explorando oportunidades alternativas. Nesse contexto, um restabelecimento dos contatos com a Red Bull (sua antiga equipe) não seria surpreendente.
Red Bull revisa suas estratégias
Max Verstappen, Red Bull Racing, Helmut Marko, Red Bull Racing
Foto de: Mark Thompson / Getty Images
Para compreender verdadeiramente o sentido dessas manobras, é necessário considerar a mudança mais profunda ocorrida dentro da equipe: a saída de cena de Helmut Marko. Por mais de vinte anos, Marko encarnou uma filosofia muito clara: formar talentos internamente e colocá-los ao lado de um líder consolidado. Um modelo que funcionou com Vettel, depois com Ricciardo e, finalmente, com Verstappen.
A contratação de Sergio Pérez já havia representado um primeiro desvio desse esquema, ditado mais pela necessidade do que por uma escolha estratégica.
Com Laurent Mekies no comando, a Red Bull parece agora se orientar para uma abordagem mais flexível, na qual o mercado externo se torna uma alavanca estrutural. Nesse cenário, Piastri surge como um candidato ideal: jovem, mas já sólido, competitivo e com ampla margem de crescimento.
McLaren observa: vem aí uma “troca”?
Max Verstappen, Red Bull Racing
Foto de: Mark Thompson / Getty Images
Silêncio total na equipe de Woking. Piastri está vinculado à equipe por um contrato que o obriga a permanecer até a temporada de 2027, uma situação em que a posição da McLaren parece formalmente imutável.
No entanto, a experiência ensina que, na F1, os contratos nunca são barreiras absolutas. Quando um piloto manifesta uma vontade clara, quase sempre se abre espaço para negociação.
Em uma eventual negociação, a figura central seria Zak Brown, chamado a transformar uma possível situação crítica em uma oportunidade a ser aproveitada no plano financeiro.
Por fim, há o cenário mais fascinante: a troca. Ou seja, uma troca que levaria Piastri para a Red Bull e Verstappen para a McLaren. Além de alguns rumores, no momento as informações se confirmam apenas em uma direção, ou seja, o interesse da Red Bull em Piastri.
Além disso, o próprio pressuposto da troca, ou seja, um Verstappen pronto a sair por motivos ligados à equipe, não encontra confirmação. Suas recentes declarações dizem respeito sobretudo ao regulamento técnico da F1, um fator que não mudaria com uma transferência para outra equipe.
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