F1: O impacto real das mudanças nas regras de 2026
Reunião desta segunda-feira determinou as diretrizes que serão introduzidas a partir do GP de Miami
Foto de: Peter Fox
Nesta segunda-feira a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) divulgou oficialmente as mudanças no regulamento que entrarão à vigor a partir do GP de Miami de Fórmula 1. Mas, na prática, o que elas representam?
Com a pausa de um mês da categoria, em decorrência do cancelamento das etapas do Bahrein e da Arábia Saudita — devido à guerra no Oriente Médio —, a entidade, as equipes e as fornecedoras de motores se reuniram para debater as regras da temporada atual.
No encontro, foram acordadas mudanças práticas que serão aplicadas na classificação, na corrida, na largada e em condições de chuva. Os dois pontos principais são: a redução no limite máximo de recarga, que passa de 8MJ para 7J, e o aumento da potência máxima do superclipping para 350 kW.
Com essa introdução, não haverá tanta necessidade de recarregar energia, consequentemente, o recurso do lift and coast será menos utilizado. Visualmente, o impacto não será grande, mas as voltas de classificação poderão ser feitas mais no 'limite' do que nas três primeiras etapas do ano — ponto bastante criticado pelos pilotos. Além disso, o carro morrerá menos na reta,
O boost, recurso que permite a liberação da potência máxima da bateria — bastante utilizado como ferramenta de defesa —, também teve sua potência máxima limitada a 150 kW. A ideia é evitar uma grande diferença de desempenho, impedir ultrapassagens não intencionais, como relatado na Austrália, e também aumentar a segurança dos pilotos na pista.
Ainda neste tópico, um sistema de detecção de largada com baixa potência fará com que o início das corridas seja menos perigoso do que atualmente. Desde a primeira etapa em Melbourne, onde Franco Colapinto quase acertou a traseira do carro de Liam Lawson por não conseguir se movimentar adequadamente, as largadas têm sido um ponto de atenção.
Max Verstappen, por exemplo, tem sofrido bastante com a falta de energia na hora de iniciar uma prova e tem apresentado uma velocidade bem abaixo do restante do grid, sendo notoriamente mais lento. Com o novo sistema, o MGU-K será acionado de maneira automática, liberando um nível de energia considerado aceitável evitando este possível 'engarrafamento'.
MOLINA é ENFÁTICO sobre momento CAÓTICO da F1, além de motores, Hamilton, Verstappen, Bortoleto e +
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