Pular para o conteúdo principal

Recomendado para você

WEC: Cadillac garante primeira fila nas 6 horas de SP e Derani é 12º; Farfus 9º na LMGT3

WEC
Interlagos
WEC: Cadillac garante primeira fila nas 6 horas de SP e Derani é 12º; Farfus 9º na LMGT3

Regadas e Drugovich largam da terceira fila na estreia da endurance na Porsche Cup

Porsche Cup
Portugal - Endurance
Regadas e Drugovich largam da terceira fila na estreia da endurance na Porsche Cup

Marçal Muller conquista pole para endurance na Porsche Cup no Algarve

Porsche Cup
Portugal - Endurance
Marçal Muller conquista pole para endurance na Porsche Cup no Algarve

Porsche Cup: Comparatto e Baptista ficam na primeira fila para os 300 km no Algarve

Porsche Cup
Portugal - Endurance
Porsche Cup: Comparatto e Baptista ficam na primeira fila para os 300 km no Algarve

F1: Por que equipes 'do fundo' não conseguem seguir plano agressivo de atualizações como a Ferrari

Fórmula 1
F1: Por que equipes 'do fundo' não conseguem seguir plano agressivo de atualizações como a Ferrari

Porsche Cup: Muller/Di Mauro largam na pole na etapa endurance no Algarve

Porsche Cup
Portugal - Endurance
Porsche Cup: Muller/Di Mauro largam na pole na etapa endurance no Algarve

Alonso não tem ideia do que fazer após aposentadoria da F1

Fórmula 1
GP da Grã-Bretanha
Alonso não tem ideia do que fazer após aposentadoria da F1

F1: 'Azar' de Russell e Antonelli equilibrou disputa pelo título de 2026?

Fórmula 1
F1: 'Azar' de Russell e Antonelli equilibrou disputa pelo título de 2026?
Análise

F1: Entenda por que Leclerc mudou software do volante pela 1ª vez em oito anos

Monegasco aproveitou o regulamento de 2026 para incorporar novos indicadores

Software de bordo 2026 da Leclerc

Foto de: Gianluca D'Alessandro

Depois de oito anos pilotando pela Ferrari na Fórmula 1, Charles Leclerc fez uma mudança substancial para a temporada 2026: o monegasco mudou a configuração do software do volante. Uma alteração pequena, mas que entra no 'pacote' de adaptações que os pilotos vêm enfrentando neste ano de novos regulamentos. 

Leia também:

A vitória em Silverstone representou quase uma libertação para Leclerc, que buscava respostas com as mudanças introduzidas após a corrida sprint na tentativa de recuperar a sintonia perdida com o SF-26. A atual temporada vem sendo um ano de revolução. Mesmo após, praticamente, metade do ano completo, as novas regras continuam a introduzir dinâmicas de pilotagem que parecem 'antinaturais'. 

E para o monegasco, há um tema que ficou em segundo plano, mas que ainda assim é interessante: a mudança de abordagem em relação ao software do volante. Uma novidade significativa pois desde seu primeiro ano na Scuderia até o fim do ano passado, ele manteve a mesma configuração, salvo pequenas alterações. 

Charles Leclerc, Ferrari

Charles Leclerc, Ferrari

Foto de: Sam Bagnall / Sutton Images via Getty Images

Uma configuração que já o diferenciava de Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen. Enquanto o alemão preferia ter no visor o maior número possível de informações, com um estilo bem compacto. Já Leclerc, em 2019, havia optado por uma visualização simples e imediata, com dados grandes, bem legíveis e diretos. 

Esquema que Charles manteve até o fim de 2025 e que também havia sido adotado por Carlos Sainz durante seus anos em Maranello, apenas com ajustes mínimos para adaptá-lo às suas preferências quanto ao posicionamento de alguns elementos. 

Ao contrário de outras equipes, a Ferrari concede aos pilotos uma certa margem de liberdade para encontrar uma solução realmente adaptada às suas necessidades e até mesmo Lewis Hamilton pressionou para ter uma versão semelhante à utilizada por tantos anos na Mercedes

Dá para pensar que a mudança se trata de uma exigência ditada pelo novo regulamento, mas não é bem assim. A maioria dos times, salvo pequenos ajustes, manteve um layout muito semelhante ao do ciclo anterior. 

Software volante 2026 di Leclerc - confronto con il software 2025

Software de volante 2026 de Leclerc – comparação com o software de 2025

Foto de: Gianluca D'Alessandro

Hamilton, por exemplo, manteve o software do volante muito próximo ao utilizado no ano passado com as antigas unidades de potência híbridas, acrescentando apenas alguns elementos, como o gerenciamento em tempo real do MGU-K. No caso do monegasco, contudo, a mudança hoje se apresenta profundamente diferente do passado. 

O layout dos dados é totalmente novo e há um indicador para o MGU-K

A primeira grande novidade diz respeito à disposição das informações. Se até o ano passado elas eram apresentadas de forma clara e bem visível, agora foram reorganizadas, muitos dados - como velocidade, rotações do motor, voltas completadas e restantes, ou a distribuição da frenagem - foram deslocados para a esquerda dentro de pequenos quadrados. 

Isso permitiu dar espaço no centro para a temperatura dos pneus e para a temperatura dos freios, que até o final da última temporada ficava em uma tela secundária, além, é claro, da marcha e do modo utilizado, ajustáveis por meio do seletor central no volante. Para 2026, porém, há mais duas novidades muito interessantes.

Software volante 2026 di Leclerc - Indicatore di come sta lavorando l'MGU-K

Software do volante 2026 de Leclerc – Indicador de como o MGU-K está funcionando

Foto de: Gianluca D'Alessandro

Como havíamos destacado no início do ano ao observar o volante da McLaren, a Ferrari também introduziu uma barra lateral, posicionada à direita, que indica claramente ao piloto como o MGU-K está funcionando.

Quando a barra se estende para cima, o MGU-K está na fase ativa e está liberando energia para o sistema. Por outro lado, quando a barra desce e fica vermelha, como na frenagem ou no final das retas durante o superclipping, o MGU-K está em fase de recarga e recuperando energia.

Também foi revisado o sistema que indica ao piloto quando usar o boost, ou seja, aquele sistema que permite atacar ou se defender aumentando, por um breve intervalo, a potência do motor elétrico. Agora, há cinco pequenos quadradinhos vermelhos que ajudam o piloto a entender por quanto tempo ele pode ativá-lo, considerando que o boost tende a consumir uma grande quantidade de energia em poucos segundos.

Para a largada, há um indicador específico para o turbo

Pode-se dizer que a largada também teve um papel decisivo na vitória em Silverstone. As escolhas da Ferrari e a otimização da eletrônica na largada permitiram que o SF‑26 fosse um dos carros mais eficazes na largada desde a primeira corrida, garantindo, acima de tudo, um desempenho consistente em uma fase em que muitos adversários, ao contrário, tiveram dificuldades.

Software volante 2026 di Leclerc - Procedura di partenza

Software de bordo 2026 de Leclerc – Procedimento de largada

Foto de: Gianluca D'Alessandro

Sem o apoio do MGU-H e sem poder utilizar o motor elétrico até 50 km/h, este ano tornou-se muito mais complexo levar o turbo à rotação correta, a ponto de terem sido concedidos cinco segundos extras antes do procedimento. Mas como os pilotos sabem que o turbo está pronto e atingiu a rotação correta?

Cada equipe tem seus próprios métodos, mas, no caso da Ferrari, há um indicador progressivo codificado tanto por uma porcentagem até 100% quanto por três cores (vermelho, branco e verde, sendo que esta última indica que o turbo está pronto). Um recurso simples, mas importante para ter sempre clareza se o sistema está na faixa correta antes da largada, considerando o quanto esse aspecto se tornou fundamental neste ano.

DESTINO de VERSTAPPEN em 2027, LAMBANÇA com SAFETY CAR na INGLATERRA, BORTOLETO e + | TIAGO MENDONÇA

 

Ouça a versão em áudio do PODCAST Motorsport.com:

 

ACOMPANHE NOSSO PODCAST GRATUITAMENTE:

Faça parte do nosso canal no WhatsApp: clique aqui e se junte a nós no aplicativo!

Artigo anterior F1: FIA avalia segurança da asa 'Macarena' após acidentes de Verstappen
Próximo artigo Presidente da FIA garante volta de Horner à F1

Principais comentários

Últimas notícias