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F1: Ferrari deve se beneficiar do ADUO, mas FIA só oficializará após Miami

Nenhuma informação foi confirmada ainda, mas equipe de Maranello já trabalha para modificar o projeto de seu motor

Charles Leclerc, Ferrari

Apesar da informação de que a Ferrari já teria recebido o aviso de que poderia se encaixar nas exigências do ADUO (Additional Development and Upgrade Opportunities), ainda não houve nenhuma formalização por parte da FIA ou da Fórmula 1.

Leia também:

A Scuderia, assim como todos os outros construtores participantes da F1, terá de aguardar que os técnicos da FIA elaborem uma classificação da potência dos motores, que será definida após o GP de Miami, quarta etapa da temporada.

O regulamento do ADUO prevê que o campeonato seja dividido em três fases de avaliações - na sexta, 12ª e 18ª corridas do calendário. A FIA irá estudar o desempenho dos motores, usando a unidade de potência dominante como referência para permitir que as outras equipes possam mexer em seus projetos e tentar diminuir a diferença nas etapas.

O cancelamento de duas corridas (GP do Bahrein e da Arábia Saudita) não altera as datas das avaliações; portanto, após Miami, teremos a avaliação técnica da FIA e, dentro de algumas etapas (GP de Mônaco), saberemos quais construtores serão considerados para o ADUO. 

Partindo do princípio de que a Mercedes representa a referência, descobriremos quem, entre Ferrari, Audi, Honda e Red Bull Powertrains, terá apresentado o pedido para participar do ADUO e quem terá seu pedido atendido. 

Não é segredo que, para a equipe de Maranello, fala-se de uma diferença de 25 cavalos em relação ao Mercedes AMG M17 E Performance.

Não deve surpreender, portanto, que a equipe de Enrico Gualtieri, diretor técnico da área de unidade de potência, tenha 'apostado' nessa oportunidade, começando a trabalhar nas primeiras modificações. Podemos supor que Davide Mazzoni e Guido de Paola, os dois engenheiros responsáveis pelo desenvolvimento do motor a combustão interna (ICE) do 067/6, estejam tentando ganhar tempo e tenham deliberado um pacote de novidades capaz de cobrir o ADUO 1. 

As normas, de fato, permitem dois níveis de intervenção: o primeiro quando a diferença de potência em relação ao líder ultrapassa 2%, enquanto o segundo pacote é autorizado quando a diferença mensurável ultrapassa 4%. 

Ferrari SF-26, dettaglio della power unit e dell'impianto di raffreddamento

Ferrari SF-26, detalhe da unidade de potência e do sistema de refrigeração

Foto de: AG Photo

Se os dados coletados pelo Motorsport.com forem reais, estamos falando de um motor Mercedes capaz de 550/560 cavalos. Os 2% da potência equivalem, portanto, a pouco mais de 11 cavalos. Não deve haver dúvidas de que o motor da Ferrari possa se enquadrar nesse âmbito, e não se pode excluir que ela possa aspirar também ao ADUO 2, visto que falamos de uma deficiência de 20-25 cavalos. O segundo pacote está realmente em jogo, já que bastariam 22 cavalos de diferença em relação à Mercedes para acionar também o plano de desenvolvimento seguinte. 

É fácil entender que a disputa não é apenas técnica, mas também se tornou política: há a suspeita de que a Mercedes, nos três primeiros GP, tenha tentado esconder parte de seu potencial, contando com uma clara superioridade do W17, e, talvez, também a Scuderia possa não ter utilizado toda a sua potência para, possivelmente, ter acesso ao ADUO 2. 

A Ferrari, a Audi e a Honda devem se encaixar nos critérios do ADUO 1, enquanto há dúvidas sobre o motor da Red Bull de seis cilindros. A Scuderia, portanto, teria começado a trabalhar para estar pronta o mais rápido possível.

FUTURO de VERSTAPPEN, integração com RED BULL, BORTOLETO, SEGURANÇA da F1 e mais | RAFAELA FERREIRA

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