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F1: Ferrari explica estratégia que desagradou Hamilton durante o GP da Holanda

O heptacampeão mundial teve vários desabafos pelo rádio e a equipe explicou qual era a sua intenção

Charles Leclerc, Ferrari, Lewis Hamilton, Ferrari

Foto de: Simon Galloway / LAT Images via Getty Images

O chefe da Ferrari, Fred Vasseur, esclareceu o que levou aos desabafos de Lewis Hamilton pelo rádio durante um difícil GP da Holanda de Fórmula 1 para a Scuderia.

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O time italiano terminou fora do pódio pela segunda corrida consecutiva, com Hamilton em quarto e o companheiro de equipe Charles Leclerc em quinto – o inverso de Budapeste – e está claro quais foram os momentos decisivos para a Ferrari durante a disputa em Zadvoort.

O primeiro ocorreu no meio da prova, quando Hamilton tinha acabado de ultrapassar o piloto da McLaren, Oscar Piastri, pelo quinto lugar e começou a se aproximar de Leclerc, que estava muito mais lento.

Mas, devido à natureza estreita da pista, o heptacampeão mundial teve dificuldade para ultrapassar e, portanto, pediu ordens de equipe que não vieram, permitindo que Lando Norris, além da dupla da Mercedes, Kimi Antonelli e George Russell, aumentassem sua vantagem à frente.

“Ótima maneira de perder tempo, pessoal, bom trabalho!”, disparou um Hamilton sarcástico, que acabou ficando em quarto quando Leclerc fez seu segundo pit stop na volta 43 – uma volta depois do previsto inicialmente.

A suposição era que o britânico entraria para trocar por pneus novos pouco depois, considerando que os que estavam ao redor dos carros da Ferrari fizeram o mesmo, mas a Scuderia optou por manter Hamilton na pista por muito mais tempo, o que significou que ele acabou assumindo a liderança.

Mas Norris e Antonelli se aproximaram rapidamente com pneus mais novos e, na volta 53, todos estavam a menos de um segundo um do outro.

“Vocês estão me usando como cobaia?”, brincou Hamilton, que era praticamente um alvo fácil quando a McLaren e a Mercedes, respectivamente, o ultrapassaram nas voltas 54 e 55.

O piloto da Ferrari foi essencialmente deixado no escuro sobre por que seu segundo stint foi tão longo - 30 voltas - e foi preciso um safety car virtual na volta 55, causado por Esteban Ocon, para que o piloto de 41 anos trocasse seus pneus duros por um conjunto novo de macios.

“Não queríamos contar a estratégia a ele naquele momento porque não queríamos revelá-la aos concorrentes”, disse Vasseur. “Queríamos mantê-lo na pista até o fim, acho que teria sido a decisão certa."

Fred Vasseur

Fred Vasseur

Photo by: Eric Le Galliot

“Charles ficou um pouco frustrado em determinado momento com o composto. Acho que todos estavam um pouco perdidos sobre os pneus. Norris começou com médios na primeira largada [antes da bandeira vermelha], depois mudou para macios."

“A diferença entre os três compostos foi muito pequena hoje. Foi difícil ter uma visão clara da estratégia. Às vezes, precisamos mudar ou nos adaptar, porque estamos tentando aprender com os outros. Para eles, é um pouco frustrante.”

Dá para entender o porquê desse assunto ter dominado a coletiva de Hamilton após a corrida, momento em que ele cobrou uma "execução melhor" da Ferrari. Ele usou sua antiga equipe, a Mercedes, como exemplo de inspiração — lembrando como os britânicos reagiram rápido ao dar ordens de equipe na volta 65, fazendo Russell ceder o segundo lugar para Antonelli depois que o líder do campeonato colocou pneus macios durante o VSC, enquanto o britânico continuou na pista com pneus duros.

Inicialmente, Russell chegou a dizer ao seu engenheiro de pista, Marcus Dudley, que eles tinham "perdido um pódio duplo" enquanto Hamilton se aproximava, mas o piloto da Mercedes conseguiu segurar a terceira posição e, após a corrida, afirmou que a troca de posições foi a decisão correta.

Não fosse pela confusão anterior com Leclerc, Hamilton acredita que teria tido uma chance muito melhor de beliscar um pódio no final. O chefe da Ferrari, Vasseur, concordou com os comentários, admitindo que "a execução hoje deixou a desejar".

“Você sempre pode dizer depois da corrida que teria sido melhor fazer isso na volta 46”, acrescentou o francês. “A questão é que, quando Lewis voltou a alcançar Charles, esperávamos que ele fosse parar."

“Então, tinha alguém na 'sombra' do carro. Pedimos a ele para fazer mais uma volta. Você não pode pedir a ele para fazer mais uma volta e trocar posições na reta. Não é tão fácil. Se eu olhar para a corrida agora, consigo ver a diferença. O principal problema é que não dissemos a Lewis que esperávamos que ele fosse até o fim. Não era uma questão de forçar.”

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