F1: FIA altera novamente resultado de Mônaco; Gasly perde pódio e Hadjar volta ao top 3
O Motorsport.com explica os detalhes
Após cerca de 3 meses de espera, o resultado do GP de Mônaco de Fórmula 1 muda novamente e finalmente tem o seu veredito. O Tribunal Internacional de Apelação da FIA aceitou o recurso apresentado pela McLaren e pela Red Bull, retirando de Pierre Gasly, da Alpine, o pódio que lhe havia sido atribuído pelos comissários após a primeira revisão das suas duas penalizações recebidas durante o GP, por velocidade excessiva no pitlane.
Isso significa que o francês da Alpine volta novamente à sétima posição, a mesma que lhe havia sido atribuída no fim da corrida, quando inicialmente haviam sido cumpridas as duas sanções de cinco segundos cada por ter ultrapassado o limite de velocidade no pitlane. Quem mais se beneficia é Isack Hadjar, que sobe para o terceiro lugar e recupera assim aquele pódio conquistado.
Da mesma forma, também recuperam uma posição Oscar Piastri, que sobe do quinto para o quarto lugar, e os dois Racing Bulls de Liam Lawson e Arvid Lindblad, que obtêm assim, respectivamente, a quinta e a sexta posição à frente justamente de Gasly.
"O Tribunal entende que o material surgido após a corrida não é suficiente para superar o resultado probatório produzido pela aplicação do parâmetro oficial contemporâneo. Esse material demonstra que uma abordagem diferente leva a uma distância diferente. No entanto, não estabelece a distância efetivamente percorrida pelo carro número 10 nem a sua velocidade média real, e o Tribunal não está em condições, com base nas provas disponíveis, de determinar tais elementos de forma independente do sistema OTS (de checagem de velocidade no pitlane), em um sentido ou em outro", lê-se no comunicado dos comissários.
Após o veredito, a Alpine emitiu o seguinte comunicado:
"A equipe expressa sua decepção e frustração com a decisão do Tribunal Internacional de Apelação da FIA em relação ao resultado do GP de Mônaco de 2026.
Embora discordemos da decisão e mantenhamos a convicção de que o carro nº 10 não excedeu o limite de velocidade no pitlane em nenhum momento da corrida, a equipe reconhece a decisão do painel de julgadores da recente audiência em Paris.
Embora o resultado não seja o que esperávamos — visto que nos sentimos injustamente punidos —, a equipe está firmemente focada em continuar melhorando seu desempenho na pista e permanece em uma disputa acirrada e muito competitiva no campeonato.
Esse desfecho não diminuirá os esforços nem a motivação da equipe para alcançar seus objetivos até o final da temporada".
Uma questão de equidade esportiva, também pensando no futuro
Inicialmente, a Alpine havia vencido o recurso porque, nas revelações pós-corrida, a FOM (Formula One Management), responsável pelo sistema de cronometragem oficial, havia evidenciado uma discrepância entre a distância estimada e a real dos sensores utilizados para a medição da velocidade. Uma diferença que levou a uma superestimação da velocidade no pitlane, em particular para aqueles que cortavam a linha de entrada.
Por isso, os comissários haviam anulado as duas penalizações impostas a Pierre, devolvendo-lhe o pódio. Uma decisão que inevitavelmente gerou polêmica, porque, enquanto as sanções do francês foram canceladas, não foi possível fazer o mesmo para outros pilotos que já haviam cumprido a penalização durante a corrida.
E é aqui que surgiram pontos de conflito. A Alpine fez bem em defender os seus dados e apresentar recurso ao fim da corrida, mas é igualmente compreensível que quem confiou nos instrumentos oficiais da F1 tenha acabado penalizado duas vezes. Por um lado, pela infração; por outro, porque, uma vez cumprida a penalização, o regulamento não prevê um mecanismo para contestá-la por meio de recurso.
A Red Bull, claramente, pretendia recuperar o pódio conquistado por Hadjar, enquanto para a McLaren a questão era ligeiramente diferente. É verdade que Piastri perdeu três pontos, que podem fazer a diferença em termos de construtores, mas a questão era sobretudo de equidade esportiva, coerência regulamentar e integridade do processo.
Os comissários haviam agido dentro das possibilidades oferecidas pelo regulamento, mas o recurso da Red Bull e da McLaren também olhava para o futuro, para evitar que um caso semelhante pudesse abrir uma 'caixa de Pandora'.
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