F1: FIA altera regra sobre quantidade de motores para 2027 e 2028; saiba mais
Federação quer garantir mais flexibilidade para fabricantes
Há pouco mais de um mês, a Fórmula 1, a FIA e os fabricantes de motores chegaram a um acordo sobre as mudanças que serão implementadas no regulamento em 2027 e 2028, com a diminuição da influência elétrica (de 47% para 42% no próximo ano) sendo a principal novidade. Porém, essa alteração terá consequências e uma delas será o número de motores que serão utilizados em uma mesma temporada.
Inicialmente, já estava previsto que, ainda neste ano, fosse permitido utilizar apenas três motores de combustão e três turbocompressores, enquanto a unidade de controle eletrônico (ECU), o MGU-K e a bateria ficariam limitados a duas unidades. No entanto, por meio de um adendo ao regulamento, decidiu-se, ao final, conceder apenas para esta temporada a possibilidade de utilizar uma unidade adicional para cada componente, permitindo, por exemplo, o uso de quatro motores.
Presentazione Power Unit Honda RA626H
Foto di: Honda
No entanto, com a versão mais recente do regulamento, foi decidido estender essa possibilidade também para 2027 e 2028, anos em que serão introduzidas mudanças nas unidades de potência. Justamente por isso, e considerando que estamos apenas no início do atual ciclo regulamentar, optou-se por manter, também nas próximas duas temporadas, a possibilidade de utilizar uma unidade adicional para cada componente.
Portanto, as equipes terão à disposição quatro motores de combustão, quatro turbocompressores e quatro sistemas de escapamento, enquanto poderão contar com três baterias, três unidades de controle eletrônico (ECU) e três MGU-K. Trata-se de uma decisão que garantirá maior liberdade ao longo da temporada, especialmente no que diz respeito ao rodízio dos componentes. Também é importante considerar que os novos regulamentos imporão maior desgaste aos motores de combustão, embora limitado pelo fato de se tratar de um processo gradual, chegando à proporção 60/40 em 2028.
Essa flexibilidade também terá um impacto direto na estratégia das equipes ao longo da temporada: aquelas que planejarem uma evolução mais agressiva da unidade de potência poderão programar rodízios específicos, introduzindo pacotes de atualização em momentos-chave do campeonato sem precisar sacrificar posições no grid de largada.
Em um contexto em que a confiabilidade continua sendo um fator decisivo, como ficou evidente nesta temporada, poder contar com uma unidade adicional para cada componente representa uma vantagem concreta na gestão dos riscos.
DESTINO de VERSTAPPEN em 2027, LAMBANÇA com SAFETY CAR na INGLATERRA, BORTOLETO e + | TIAGO MENDONÇA
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