F1: FIA analisa 'asas macarena' da Red Bull e da Ferrari após acidentes de Verstappen
Federação quer garantir segurança da asa traseira rotativa após holandês protagonizar lances perigosos na Áustria e na Grã-Bretanha
Lewis Hamilton, Ferrari, Max Verstappen, Red Bull Racing
Foto de: James Sutton / LAT Images via Getty Images
Após o acidente de Max Verstappen no GP da Grã-Bretanha de Fórmula 1, tendo rodado sozinho devido a um problema na asa traseira, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) solicitou informações adicionais à equipe austríaca e à Ferrari sobre a peça.
O Motorsport.com apurou que a entidade entrou em contato tanto com a Ferrari quanto com a Red Bull a respeito das asas traseiras rotativas, que ficaram conhecidas como "asa Macarena" desde sua introdução no GP de Miami.
A Ferrari foi a primeira equipe a apresentar uma asa traseira rotativa para o sistema de aerodinâmica ativa durante os testes de pré-temporada no Bahrein, com o objetivo de reduzir ainda mais o arrasto aerodinâmico. Embora a estreia estivesse inicialmente prevista para o GP da China, a Ferrari decidiu adiar o uso do novo componente até Miami.
A Red Bull também estreou sua própria versão na etapa da Flórida, embora o diretor técnico Pierre Waché tenha enfatizado que a inspiração não veio da Ferrari. Na realidade, o time já desenvolvia seu conceito desde novembro de 2025, com um projeto cuja rotação ocorre no sentido oposto ao da Ferrari.
A asa traseira da Red Bull é mais agressiva no tamanho da abertura criada pelo sistema aerodinâmico ativo e, consequentemente, proporciona uma redução maior do arrasto nas retas.
Enquanto a Ferrari ainda não enfrentou problemas técnicos com sua "asa Macarena", a Red Bull sofreu duas falhas no carro de Verstappen: no GP da Grã-Bretanha e na classificação da Áustria.
Novas verificações são necessárias?
Segundo a Red Bull, os incidentes em Spielberg e Silverstone foram causados por problemas diferentes. Ainda assim, o tetracampeão classificou a situação como "extremamente perigosa" após seu acidente no último domingo.
Para a FIA, os dois acidentes são motivo suficiente para buscar esclarecimentos adicionais junto à Ferrari e à Red Bull. Neste momento, o pedido tem como principal objetivo obter mais informações para garantir que ambas as equipes estejam cumprindo integralmente todos os requisitos de segurança durante o funcionamento do sistema.
Esses requisitos incluem, entre outros pontos, o tempo máximo de transição de 400 milissegundos para que a asa traseira retorne à posição fechada. Naturalmente, esse limite de tempo não significa automaticamente que o fluxo de ar já tenha se restabelecido completamente.
O regulamento técnico estabelece: "Qualquer ajuste da aba da asa traseira (RW Flap, no nome em inglês) só pode ser controlado pela unidade de controle eletrônico (ECU, na sigla em inglês) padrão da FIA e deve ter um tempo máximo de transição entre as duas posições fixas que não exceda 400 milissegundos, medido a partir do instante em que a unidade de controle da FIA emite o comando para mudança de modo até o momento em que o sensor de posição, conectado à unidade de controle padrão da FIA, confirma que a posição fixa solicitada foi alcançada".
O principal objetivo da FIA neste momento é dialogar com Ferrari e Red Bull e verificar, à luz dos incidentes recentes, se as duas cumprem plenamente todas as exigências previstas.
Somente depois disso a entidade decidirá se serão necessárias novas regras ou inspeções adicionais, por exemplo, caso fique comprovado que a Red Bull cumpriu todas as exigências atuais e, ainda assim, esse tipo de falha continue sendo possível.
No cenário mais extremo, a FIA poderia decidir proibir esse conceito pelo restante da temporada ou até mesmo para 2027. No entanto, esse não é o objetivo da investigação atual e essa possibilidade não está, por enquanto, em pauta.
A Red Bull já confirmou que irá analisar se utilizará a asa traseira rotativa no GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps. Além da solicitação da FIA, a equipe — especialmente diante da crescente frustração de Verstappen nos bastidores — não pode se dar ao luxo de sofrer outra falha na asa traseira.
"Vamos revisar toda essa área para garantir que não haja absolutamente nenhuma chance de isso acontecer novamente", afirmou Mekies no domingo à noite. "Faremos tudo o que for necessário para garantir a máxima segurança".
O escrutínio sobre o conceito da asa traseira rotativa tornou-se ainda mais importante porque outras equipes estão desenvolvendo suas próprias versões. A McLaren levou uma 'asa macarena' para o GP da Áustria pela primeira vez, mas considerou que o projeto ainda não estava pronto para ser utilizado, nem mesmo durante os treinos livres.
A equipe de Andrea Stella também optou por não utilizar a nova asa em Silverstone, por se tratar de um fim de semana no formato sprint, mas indicou que ela poderá estrear em Spa. O Motorsport.com apurou que o pedido atual da FIA envolve apenas Ferrari e Red Bull e, neste momento, não se estende à McLaren.
ÁLEX e DIGGIA na KTM, Mir na Gresini e... DIOGO na HRC? Tudo do mercado! MARC x Aprilia na Alemanha?
Ouça a versão em áudio do PÓDIO CAST:
ACOMPANHE NOSSO PODCAST GRATUITAMENTE:
Faça parte do nosso canal no WhatsApp: clique aqui e junte-se a nós no aplicativo!
Compartilhe ou salve este artigo
Inscreva-se e acesse Motorsport.com com seu ad-blocker.
Da Fórmula 1 ao MotoGP relatamos diretamente do paddock porque amamos nosso esporte, assim como você. A fim de continuar entregando nosso jornalismo especializado, nosso site usa publicidade. Ainda assim, queremos dar a você a oportunidade de desfrutar de um site sem anúncios, e continuar usando seu bloqueador de anúncios.
Principais comentários