F1: FIA avalia possibilidade de proibir escapamento soprado da Ferrari em 2027
Federação, inicialmente, adotou uma interpretação ampla do regulamento, o que permitiu que seis equipes apresentassem uma solução parecida com a do SF-26
Charles Leclerc, Ferrari
Foto de: Icon Sportswire via Getty Images
Seis equipes chegaram a Miami com uma versão inspirada no escapamento soprado da Ferrari, graças a uma interpretação ampla do regulamento concedida pela FIA na aplicação do artigo C3.9.2 do regulamento técnico da Fórmula 1. No entanto, a Federação está avaliando a possibilidade de banir a solução pensada em Maranello.
Mercedes, McLaren, Red Bull, Alpine, Williams e Cadillac transformaram o que deveria ser apenas um suporte do escapamento em um perfil que tem o objetivo de desviar parcialmente os gases quentes do motor para aumentar a eficiência aerodinâmica da asa traseira e incrementar o fluxo a ser extraído do difusor.
Nada a ver com a solução 'Flick Tail Mode' da Ferrari, que introduziu essa solução nos testes do Bahrein: a Scuderia finalizou o projeto da traseira do SF-26 justamente para acomodar o flap atrás do escapamento e obter uma vantagem aerodinâmica significativa.
Na verdade, há quem afirme que a ideia de Maranello custa 13 kW de potência da unidade de potência. Isso é verdade, embora a diferença real seja pouco mais da metade, mas ninguém leva em conta a vantagem que a solução pode oferecer, cerca de quatro ou cinco décimos.
A Scuderia projetou a caixa de câmbio com o diferencial deslocado para trás para respeitar o limite que permite a adoção de aletas a até 60 mm do eixo traseiro. Apenas a Haas, que adota a mesma transmissão do SF-26, conseguiu retomar o conceito desenvolvido por Diego Tondi e Franck Sanchez, enquanto as outras tentaram seguir a Ferrari, transformando o que deveria ser apenas um suporte do escapamento em um perfil de asa.
Segundo o The Race, a FIA, uma vez concedida a conformidade, está pensando em proibir o escapamento soprado em 2027, mas, não podendo invocar a questão da segurança para uma mudança unilateral no regulamento, o assunto será levado a uma das próximas reuniões com os diretores técnicos das equipes e será necessária uma maioria qualificada para proibir a solução.
A Federação não quer que haja uma proliferação cada vez mais complexa do sistema FTM, exacerbando um conceito técnico que poderia levar a um aumento vertiginoso dos custos.
A medida é semelhante à que proibiu a Mercedes de usar o DAS (Dual Axis Steering) em 2021. Entre as soluções a serem bloqueadas estaria também o flap montado no suporte do Halo. Para variar, trata-se de mais uma ideia da Ferrari que seria rejeitada pelo órgão regulador.
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