F1: FIA avalia segurança da asa 'Macarena' após acidentes de Verstappen
Enquanto Red Bull sofre com problemas, Ferrari segue confiante no modelo criado
Foto de: Getty Images
Uma das maiores inovações aerodinâmicas da Fórmula 1 2026 está sob observação por parte da Federação Internacional de Automobilismo (FIA): a asa 'Macarena'.
Os dois acidentes em pouco mais de sete dias, ambos envolvendo a Red Bull de Max Verstappen - o primeiro, na classificação do GP da Áustria e a segundo a poucas voltas do fim do GP da Grã-Bretanha - fizeram com que o órgão voltasse a atenção novamente para essa novidade e o quão segura é.
No caso de Verstappen, nas duas ocasiões, os acidentes tiveram relação direta com a asa traseira. A equipe de Milton Keynes não revelou detalhes, mas informou que, em ambos os casos, o que levou Max a sair da pista foram falhas distintas que fizeram o aerofólio permanecer parcialmente aberto.
A Red Bull, de fato, demonstrou ter um problema com a asa 'Macarena'. O projeto foi desenvolvido em um prazo muito mais curto em comparação com a Ferrari e, até então, foi o único a sofrer falhas durante os fins de semana. Por outro lado, a asa feita pela equipe de Maranello, ainda não enfrentou situaçõs desse tipo e continua dando sinais encorajadores de solidez e confiabilidade.
Contudo, a FIA colocou sob observação ambas as asas 'rotativas'. A Federação já possui os dois projetos - de Ferrari e Red Bull - e pretende aprofundar a análise em cima deles. Reuniões foram marcadas com os responsáveis técnicos dos times para avaliar a situação e entender se é necessário adotar alguma medida.
A Scuderia, que foi a primeira a introduzir a asa 'Macarena', tem a seu favor o fato de nunca ter tido nenhum problema de confiabilidade. O atuador da asa do SF-26, após um ajuste - que durou várias semanas - está calibrado perfeitamente, tanto no que diz respeito aos tempos de fechamentos obrigatórios quanto à resistência dos materias.
Por esses motivos, o esquadrão italiano, certamente, não tem intenção de perder a vantagem criada em um projeto ousado, mas que serviu de exemplo. Além disso, a versão criada em Maranello se diferente substancialmente e estruturalmente da feita pela equipe de Milton Keynes.
Por outro lado, se de fato a asa de Verstappen permanceu aberta pouco antes dos acidentes, isso significa, antes de tudo, que o dispositivo não fechou dentro do prazo de 400 milissegundos previsto pelo regulamento.
Isso também implica que, com duas falhas diferentes, a asa não fechou de forma alguma, representando, portanto, um problema de segurança tanto para o piloto, quanto para os outros na pista.
“Os comissários esportivos podem proibir a participação de um veículo cuja construção seja considerada perigosa. Caso informações relevantes venham à tona durante uma sessão, tal decisão pode ter efeito imediato”, diz o artigo C1.2 do regulamento técnico da FIA dedicado à Fórmula 1.
Vale lembrar que a Federação tem o poder de proibir a asa de uma equope sem afetar os projetos semelhantes utilizados por outros times - desde que se mostrem confiáveis e funcionais.
DESTINO de VERSTAPPEN em 2027, LAMBANÇA com SAFETY CAR na INGLATERRA, BORTOLETO e + | TIAGO MENDONÇA
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