F1: FIA justifica demora na largada e problemas técnicos com motores na Malásia
Federação identificou combinação inédita de fatores nas condições de chuva que provocou perda de potência em vários carros durante as voltas de formação
A largada do GP do Bahrein na Malásia ficou suspensa por cerca de 1h40 - o início da corrida estava marcado para as 4h (Brasília), mas só aconteceu de fato às 5h. A chuva teve um grande impacto na decisão da FIA, mas o comportamento dos motores da Fórmula 1 também atrasou o andamento do domingo.
Segundo a FIA, a combinação de baixa velocidade do motor, condições de pouca aderência, configurações de gerenciamento de energia para pista molhada e a configuração dos setores de Sepang levou a uma perda de potência não intencional em uma série de carros durante a volta de apresentação.
O problema veio à tona depois que a chuva provocou o primeiro atraso da corrida. A largada estava originalmente marcada para 15h no horário local, 4h de Brasília, mas uma garoa que já atingia o circuito antes do procedimento se transformou rapidamente em uma forte tempestade, acompanhada de trovoadas. A direção de prova adiou o início e aguardou a melhora das condições.
Cerca de 40 minutos depois, os pilotos foram liberados para as voltas de formação atrás do safety car. Foi então que surgiram os problemas de potência.
Max Verstappen, que largava da pole, relatou pelo rádio que sua Red Bull não estava acelerando. Pouco depois, Lewis Hamilton, segundo colocado no grid, enfrentou uma dificuldade semelhante com sua Ferrari, inclusive dando a entender que poderia abandonar a corrida.
Além de Hamilton, outros três carros equipados com unidades de potência Ferrari — uma Haas e uma Cadillac — também apresentaram problemas relacionados ao software. Outros competidores relataram dificuldades semelhantes, levando a FIA a interromper o procedimento e colocar a bandeira vermelha. Nenhuma volta havia sido contabilizada na prova naquele momento.
A entidade afirma que, durante o atraso provocado pela chuva, seu Departamento Técnico removeu a restrição do limite de energia nos setores afetados por meio de uma atualização de software distribuída a todas as equipes. A medida permitiu que os times realizassem as alterações necessárias nas unidades de potência antes da retomada da corrida.
De acordo com a FIA, o problema não havia sido identificado durante os testes nem nas voltas de formação realizadas antes do início da prova. A entidade afirmou ainda que fará uma revisão completa da questão em conjunto com as equipes e os fabricantes das unidades de potência.
Leia o comunicado na íntegra:
"Uma combinação sem precedentes de baixa velocidade do motor, condições de baixa aderência, configurações de gerenciamento de energia para pista molhada e a configuração dos setores do Circuito de Sepang levou a uma perda não intencional de potência em diversos carros.
Como resultado, o Departamento Técnico da FIA removeu a restrição do limite de energia nos setores afetados por meio de uma atualização de software distribuída a todos os competidores durante o atraso da corrida causado pela forte chuva, permitindo que as equipes fizessem as alterações necessárias na unidade de potência antes do início da corrida.
Esse problema não havia sido detectado pela FIA ou pelas equipes durante os testes ou durante as voltas de formação até o grid. A FIA, juntamente com as equipes e os fabricantes de unidades de potência, realizará uma revisão completa do problema".
CÂMARA 'na' F1, Bortoleto sofre, CHANCES de RUSSELL, Colapinto x Norris, CRISE na FERRARI! Isa Ayami
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